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ANTONELLI LIDERA DIA DE ABERTURA EM MADRI COM PNEUS MACIOSANTONELLI LIDERA DIA DE ABERTURA EM MADRI COM PNEUS MACIOS
O líder do campeonato, Kimi Antonelli, terminou o dia de abertura no novo circuito de Madring no topo da tabela de tempos. O jovem italiano estabeleceu a referência com uma volta de 1min33s662, registrada com o composto macio C4 durante o segundo treino livre, a única sessão do dia interrompida por uma bandeira vermelha.
Charles Leclerc ficou em segundo lugar, 0s113 atrás de Antonelli, à frente de seu companheiro de equipe Lewis Hamilton, que marcou 1min33s811 e escapou por pouco de bater nas barreiras na saída da Curva 17. Os três primeiros colocados iniciaram a sessão com um jogo novo de pneus médios antes de trocarem para o composto macio, com o qual registraram suas voltas mais rápidas.
Arvid Lindblad, o quarto mais rápido, também foi responsável pela interrupção da sessão após bater nas barreiras na Curva 13. George Russell, quinto colocado no TL2, havia dominado a sessão de abertura com o tempo de 1min34s077. A primeira hora de atividade na pista registrou inúmeros tempos de volta deletados por infrações aos limites de pista, mas nenhuma interrupção. Antonelli, que foi o segundo no TL1, marcou a volta mais rápida do dia com pneus médios durante a última hora de treino, registrando 1min33s926.
O composto médio foi o pneu mais utilizado na sexta-feira, representando 58% de todas as voltas completadas. Oliver Bearman percorreu a maior distância com o composto C3, completando 23 voltas com um único jogo, enquanto Leclerc detém a melhor marca com o C4, após completar 17 voltas com um jogo. O pneu duro foi utilizado apenas por Gabriel Bortoleto no TL1 e por Nico Hülkenberg no TL2; o piloto alemão também registrou o tempo mais rápido com o composto C2, com uma volta de 1min35s746.
As temperaturas permaneceram elevadas ao longo do dia, com a temperatura da pista atingindo um pico de 51°C no início do segundo treino livre, enquanto a temperatura do ar chegou a 32°C.
SIMONE BERRA – ENGENHEIRO CHEFE DA PIRELLI
“O dia de hoje foi particularmente importante, pois permitiu que nós e as equipes coletássemos os primeiros dados de condições reais de pista em um circuito totalmente novo. Infelizmente, a bandeira vermelha na metade do segundo treino livre reduziu tanto a quantidade quanto a duração das simulações de corrida, limitando o volume de informações disponíveis sob a perspectiva da prova. Observamos a formação de graining nos pneus dianteiro esquerdo e traseiro esquerdo, em alguns casos, de forma bastante acentuada, o que contribuiu para acelerar o desgaste nos carros mais propensos a deslizar. Já começam a surgir diferenças entre as equipes no que diz respeito à capacidade de gerenciar os pneus de forma mais eficaz ao longo de um stint.
“As condições da pista estavam muito boas desde o início, com níveis de aderência entre os mais altos vistos até agora nesta temporada. A combinação de alta aderência e uma superfície de pista muito lisa favoreceu o surgimento do graining, embora isso deva diminuir ligeiramente à medida que o circuito evolui, uma tendência que já foi perceptível ao longo do dia. O pneu duro representa a opção mais importante para a corrida, dados os níveis de degradação acima do esperado inicialmente e as altas temperaturas previstas para os próximos dias. A diferença de desempenho entre os compostos médio e macio mostrou-se menor do que o previsto, com uma média de cerca de meio segundo. Pensando na sessão de classificação de amanhã, será crucial maximizar a primeira volta rápida para evitar o início da degradação térmica, ao mesmo tempo em que se gerencia cuidadosamente o tráfego, fator que pode ser decisivo neste circuito.”
FÓRMULA 2
Com o tempo de 1min44s331, Dino Beganovic garantiu a pole position na sexta-feira. Beganovic superou Alex Dunne, que ficou em segundo lugar com uma volta de 1min44s561, enquanto a terceira posição ficou com Rafael Camara, com 1min44s853. A Corrida Sprint está marcada para sábado. Na Corrida Principal de domingo, Beganovic largará da pole position.
FÓRMULA 3
Taiko Cato e Tuukka Taponen dividiram as pole positions nas duas sessões realizadas hoje em Madring. O piloto da ART Grand Prix largará da frente do grid na Corrida Principal 1, enquanto o piloto da MP Motorsport alinhará em primeiro lugar no grid para a Corrida Principal 2.
September 11th, 2026
<6 minutes
press release
O MADRING FAZ SUA ESTREIA NO CAMPEONATO MUNDIAL COM O DESAFIO DA "MONUMENTAL"Um novo circuito entra para o calendário da Fórmula 1. No próximo fim de semana será realizado o primeiro Grande Prêmio no Madring, o circuito construído na capital espanhola que combina uma seção de rua que passa entre os edifícios da área de exposições com uma segunda seção permanente. O circuito tem 5,416 km de extensão e conta com 22 curvas, incluindo a “Monumental”, uma curva de 550 metros caracterizada por uma inclinação de 24%.
Os compostos selecionados para este evento são o C2 como Duro, o C3 como Médio e o C4 como Macio. A linha de largada/chegada e a Curva 1 estão separadas por apenas 200 metros. O primeiro setor é muito rápido e leva a uma segunda seção que apresenta várias curvas de média e baixa velocidade, incluindo a Curva 12 inclinada. A parte final da volta também inclui várias curvas de 90 graus semelhantes às que os pilotos encontram em Baku.
O trabalho da Pirelli para identificar as forças às quais os pneus seriam submetidos no Madring começou há três anos, quando os projetistas forneceram as primeiras informações sobre o traçado final. Utilizando ferramentas de simulação, foram identificadas as trajetórias que os carros seguiriam ao redor do circuito e, consequentemente, foram calculadas as cargas às quais os pneus seriam expostos.
Depois que o circuito foi concluído, um grupo de engenheiros da Pirelli visitou o local para medir a macro e a microrrugosidade do asfalto, refinar as simulações e produzir um documento de briefing técnico que foi compartilhado com as equipes para apoiar a preparação para este novo evento.
Do ponto de vista energético, o circuito de Madri está entre os cinco mais exigentes do calendário, com forças laterais comparáveis em intensidade às registradas em Barcelona e Silverstone. A “Monumental” é a curva que gera a maior carga vertical da temporada, não apenas por causa de sua inclinação, mas também por causa de seu comprimento.
Sua configuração também apresentará um desafio significativo em termos de aderência dos pneus. Os pilotos poderão adotar diferentes abordagens ao contorná-la, dependendo de quanto desejarem priorizar a oportunidade de atacar na curva seguinte.
O asfalto é muito liso e, portanto, oferece um nível relativamente baixo de aderência. Por esse motivo, ele foi tratado com jatos de água de alta pressão, como já é feito em outros circuitos, incluindo Singapura, para remover poeira e resíduos oleosos normalmente associados a superfícies recém-asfaltadas.
Outra característica distintiva do circuito é sua variação de elevação. O ponto mais alto está localizado na Curva 7, aproximadamente 700 metros acima do nível do mar. O trecho que leva até ela, começando na Curva 6, apresenta uma inclinação de 8% e um ganho de elevação de 10 metros. O ponto mais baixo do circuito fica na Curva 2, com uma diferença de altura de 26 metros em relação à Curva 7.
Na ausência de testes no novo circuito antes do fim de semana da corrida, as equipes esperarão até a primeira sessão de treinos livres antes de definir seu programa para os dias seguintes e sua estratégia de uso dos pneus para a corrida. Caso a degradação dos compostos mais macios se mostre significativa, elas poderão decidir preservar jogos de pneus Duro para a prova de domingo.
Quanto às temperaturas, durante a mesma semana do ano passado, as máximas do ambiente chegaram a 29°C. Dada a altitude em que o circuito está localizado, não são esperadas condições particularmente quentes.
ESTATÍSTICAS
A Fórmula 1 já correu anteriormente na região de Madri. Entre 1968 e 1981, nove edições do Grande Prêmio da Espanha foram realizadas no circuito de Jarama, localizado a 30 quilômetros da capital. O piloto com mais vitórias no circuito de San Sebastián de los Reyes é Mario Andretti (2), enquanto a Lotus lidera a lista de construtores com quatro vitórias. Olhando, por sua vez, para o Grande Prêmio da Espanha como um todo, que foi realizado 55 vezes em cinco circuitos diferentes, os pilotos mais bem-sucedidos são Michael Schumacher e Lewis Hamilton, com seis vitórias cada, enquanto a Ferrari lidera a classificação de construtores com 12 vitórias.
BONÉ DE PÓDIO EDIÇÃO ESPECIAL
O boné de pódio de Madri apresenta uma coroa completamente branca. O boné especial, criado pelo designer Denis Dekovic para a Pirelli Design, apresenta as sete estrelas da Ursa Maior sob a aba, um dos símbolos mais reconhecíveis da capital espanhola. O boné já está disponível para compra na plataforma de comércio eletrônico da Pirelli: store.pirelli.com.
September 8th, 2026
<4 minutes
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RUSSELL É O MAIS RÁPIDO NA SEXTA-FEIRA, ENQUANTO O MACIO MOSTRA POTENCIAL PARA A CORRIDAGeorge Russell foi o piloto mais rápido na sexta-feira em Monza, registrando o tempo de 1min22s559. O piloto da Mercedes terminou à frente de Charles Leclerc e do companheiro de equipe Kimi Antonelli. Leclerc parou o cronômetro em 1min22s679, enquanto Antonelli registrou 1min22s700. Os três pilotos fizeram sua melhor volta com o composto Macio (C5). Durante o segundo treino livre, os dois pilotos da Mercedes também rodaram com o Duro (C3). Leclerc, por sua vez, utilizou tanto o Médio (C4) quanto o Macio na segunda hora de atividades.
Nesta tarde, as temperaturas ambientes atingiram 35°C, enquanto a temperatura da pista chegou a um pico de 47,5°C. No TL2, os três compostos foram utilizados, embora o Médio e o Macio tenham sido as escolhas mais populares. Antonelli completou o maior número de voltas com o Duro (23), Verstappen fez o maior número com o Médio (22), enquanto Carlos Sainz percorreu a maior distância com o Macio, com 18 voltas.
Charles Leclerc foi o piloto mais rápido no primeiro treino livre. O monegasco cravou uma volta de 1:23.008, terminando com mais de um décimo de segundo de vantagem sobre o companheiro de equipe na Ferrari, Lewis Hamilton, em segundo lugar. George Russell ficou em terceiro, com o tempo de 1:23.312.
Os pilotos da Ferrari utilizaram, cada um, um jogo de pneus Duro e um jogo de Médio durante o TL1. Russell, por sua vez, optou por um Médio e um Macio. O piloto da Mercedes cravou seu melhor tempo com o Macio, enquanto ambos os pilotos da Ferrari registraram suas voltas mais rápidas com o Médio.
No geral, 14 pilotos utilizaram o composto Duro durante o primeiro treino livre. O Médio e o Macio também foram amplamente utilizados, confirmando um uso extenso dos três compostos disponíveis neste fim de semana.
SIMONE BERRA – ENGENHEIRO CHEFE DA PIRELLI
"As duas primeiras sessões de treinos livres mostraram um perfil de performance equilibrado entre os compostos. Apesar das temperaturas de pista particularmente altas, a degradação permaneceu limitada e administrável nos três pneus da gama, que parecem bem adequados às características deste circuito.
As zonas de tração mais exigentes ficam efetivamente concentradas nas saídas da primeira e da segunda chicane, enquanto as retas longas ajudam a resfriar o eixo traseiro de forma eficiente. Observamos uma pequena quantidade de granulação, particularmente no pneu dianteiro esquerdo, mas em grau limitado e sem impacto significativo na performance.
Um ponto particularmente interessante que surgiu hoje diz respeito ao composto Macio, que demonstrou boa consistência durante os stints longos e parece ser uma opção viável também para a corrida. Amanhã, no entanto, pode ser difícil completar mais de uma volta rápida com o C5, devido à perda de performance associada à degradação térmica.
As diferenças de performance estiveram de acordo com nossas simulações: cerca de meio segundo entre o C4 e o C5 e aproximadamente dois décimos entre o C3 e o C4. As diferenças entre as várias opções são relativamente pequenas devido à limitada energia longitudinal e lateral gerada pelo circuito.
Diversos cenários estratégicos, portanto, permanecem em aberto para a corrida de domingo, especialmente porque eventuais neutralizações podem criar oportunidades interessantes na escolha do composto para o stint final."
FÓRMULA 2
Rafael Camara largará da pole position na corrida principal (feature race) da Fórmula 2 de domingo. O brasileiro foi o piloto mais rápido no treino classificatório, terminando à frente do companheiro de equipe Joshua Dürksen. Alex Dunne registrou o terceiro tempo mais rápido na sessão de sexta-feira.
FÓRMULA 3
Freddie Slater conquistou a pole position na sexta-feira em Monza. O britânico terminou à frente do companheiro de equipe Matteo De Paolo, enquanto Nicola Lacorte cravou o terceiro tempo mais rápido. O treino classificatório foi disputado com o grid dividido nos Grupos A e B.
September 4th, 2026
<5 minutes
press release
MODIFICAÇÕES VEICULARES: ATÉ QUE PONTO O TUNING É POSSÍVEL E QUAIS OS RISCOS PARA A SEGURANÇA VEICULAR?PNEUS, FREIOS E SISTEMA DE SUSPENSÃO PODEM INTERFERIR NA SEGURANÇA VIÁRIA EM CASO DE MODIFICAÇÕES
São Paulo, 03 de setembro de 2026 – A personalização de veículos, o chamado tuning, faz parte da cultura automotiva e atrai entusiastas em todo o Brasil. Mas rebaixar a suspensão, trocar rodas e pneus ou modificar o sistema de freios exige muito mais que estilo: demanda segurança. A Pirelli alerta que alterações fora dos parâmetros técnicos do fabricante podem comprometer diretamente a capacidade de frenagem, a estabilidade e o controle do veículo.
“A originalidade do conjunto rodas, pneus, suspensão e freios não é um detalhe técnico: é a base da segurança do veículo. Cada componente é desenvolvido e testado para funcionar de forma integrada aos demais, e qualquer alteração fora dessas especificações pode comprometer justamente o momento em que o motorista mais precisa de resposta segura do carro, como uma frenagem de emergência”, afirma Roberto Falkenstein, consultor de tecnologias inovativas da Pirelli para a América Latina.
Pneus: preservar a originalidade do conjunto
Como único ponto de contato do carro com o solo, o pneu é um elemento sensível a alterações, e a principal recomendação técnica é clara: preservar a originalidade é crucial.
Alterar a medida original do pneu sem critério pode:
- Distorcer a leitura de velocímetro, odômetro e sistemas como ABS e controle de estabilidade, que dependem do diâmetro externo original para calcular a velocidade do veículo;
- Provocar desgaste irregular e perda de aderência, quando a largura do pneu não é compatível com a da roda. Pneus mais largos tem a tendência de aquaplanarem com mais facilidade, por exemplo;
- Comprometer a capacidade de carga e a velocidade máxima segura, caso o índice de carga e o código de velocidade do pneu original não sejam respeitados;
- Prejudicar o funcionamento de sistemas eletrônicos de segurança, como TPMS e ESP, calibrados especificamente para os pneus de origem do veículo.
“E ainda temos o ponto de não ser permitido que o pneu fique posicionado fora do espaço do paralama. Ou seja: se o usuário colocar espaçadores de rodas ou trocar os pneus por modelos mais largos, ele pode estar descumprindo uma lei e estar sujeito a multas”, explica Roberto Falkenstein.
Um conjunto, um só sistema de segurança
Rodas, pneus, suspensão e freios não funcionam de forma isolada: são calibrados pelo fabricante como um conjunto único, testado para garantir estabilidade, frenagem eficiente e resposta segura em situações de emergência. Modificar qualquer um desses itens sem avaliar os demais rompe esse equilíbrio e pode gerar riscos que só aparecem em condições críticas, como frenagens bruscas, curvas em alta velocidade ou pista molhada.
Quando falamos em suspensão, o rebaixamento da mesma altera a geometria de direção e o curso útil dos amortecedores, reduzindo a capacidade do veículo de absorver impactos e manter a aderência em manobras evasivas. Já a troca de discos e pinças de freio por peças de maior diâmetro só é segura quando compatível com o restante do conjunto — incluindo o tamanho da roda —, sob risco de gerar frenagem desigual entre os eixos e comprometer a estabilidade justamente no momento em que a segurança é mais exigida.
Personalização, sim — mas sem abrir mão da segurança
“A segurança é um princípio inegociável para a Pirelli. Por isso, antes de chegar às ruas, um pneu passa por uma extensa bateria de testes. O desenvolvimento de um novo produto começa ainda no ambiente virtual, com ferramentas de virtualização que permitem simular seu comportamento e antecipar etapas do projeto, tornando o processo mais ágil e eficiente. No Brasil, a fabricante também conta com laboratórios de P&D, situados em Campinas (SP), onde são realizados mais de 40 tipos diferentes de testes para avaliar o desempenho e a segurança dos produtos. Essa estrutura se completa com o Circuito Panamericano, em Elias Fausto (SP), o maior complexo de testes de pneus da Pirelli no mundo, onde os produtos são submetidos a diferentes condições de uso antes de serem liberados para a produção”, finaliza Falkenstein.
São Paulo, September 3rd, 2026
<3 minutes