PIRELLI É DESTAQUE NO FIM DE SEMANA DO GP DA ITÁLIA, EM MONZA
2026-09-01
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É a corrida em casa da Pirelli e um dos eventos mais queridos do calendário da Fórmula 1, graças à paixão dos torcedores e à rica história do circuito que a recebe. No próximo fim de semana, o Formula 1 Pirelli Gran Premio d'Italia 2026, já em sua 77ª edição, será disputado em Monza.
A conexão da Pirelli com o Templo da Velocidade, o circuito de corrida mais histórico da Europa, vai muito além da proximidade entre a sede da empresa italiana e o autódromo. Ela também está enraizada nas muitas vitórias conquistadas com pneus Pirelli em Monza. Entre elas, a vitória de Pietro Bordino em um Fiat 804 no GP que inaugurou o circuito recém-construído em 10 de setembro de 1922.
A Pirelli será o title-sponsor do fim de semana de corrida e celebrará sua relação com o GP da Itália por meio do troféu, criado por uma dupla de artistas italianos, que será erguido pelos três primeiros colocados na corrida de domingo, além de uma edição especial dos bonés de pódio.
OS TROFÉUS
Os três pilotos que subirão ao pódio no domingo, junto com um representante da equipe vencedora, celebrarão o resultado da corrida erguendo FRAGILE, um troféu concebido como obra de arte pela dupla de artistas vedovamazzei.
O troféu do GP da Itália é encomendado todo ano a artistas italianos como parte de um projeto plurianual, agora em sua sexta edição, iniciado pela Pirelli, title-sponsor da corrida, em colaboração com o Pirelli HangarBicocca, Museu de Arte Contemporânea.
Para a edição de 2026, a encomenda foi concedida à dupla vedovamazzei, formada por Stella Scala e Simeone Crispino, cuja prática artística combina ironia com a capacidade de capturar as contradições e complexidades da realidade. Seus trabalhos costumam reinterpretar objetos cotidianos, destacando os aspectos paradoxais do mundo.
FRAGILE é justamente uma composição em camadas de objetos domésticos — xícaras e tigelas pequenas — que assumem uma forma vertical de aparência instável quando empilhados uns sobre os outros.
A obra exigiu um processo tradicional de transposição de desenhos e esboços para o papel, seguido de um processo altamente tecnológico de impressão 3D com pó de náilon. Esse material foi então pintado, galvanizado e polido até se tornar reflexivo.
Os artistas explicam: "A ideia do troféu nasce da antiga tradição de passar uma taça de celebração de mão em mão. Ela servia como um grande recipiente para beber, criando uma sensação de celebração e festividade compartilhadas."
"Queríamos que o troféu fosse o símbolo de uma vitória que um indivíduo segura em suas próprias mãos, mas que reflete o espírito de uma comunidade. No caso da Fórmula 1, essa comunidade inclui a equipe, os torcedores e todo o universo que gira em torno dos pilotos. A composição também evoca uma dimensão cotidiana por meio de seus gestos repetidos, sugerindo uma vitória conquistada volta após volta, que nunca corresponde a um status eterno e imutável. Ela é instável, efêmera, e precisa ser reconquistada. Na verdade, é frágil."
A encomenda concedida à dupla vedovamazzei segue as anteriores, atribuídas aos artistas Alice Ronchi (2021), Patrick Tuttofuoco (2022), Ruth Beraha (2023), Andrea Sala (2024) e Nico Vascellari (2025).
BONÉ DE PÓDIO EDIÇÃO ESPECIAL
Para o fim de semana de Monza, a Pirelli Design criou um boné de pódio em edição especial, que será usado pelos pilotos que terminarem no pódio no Templo da Velocidade. Projetado por Denis Dekovic, o boné apresenta o icônico Azzurro, cor do esporte italiano, e é adornado com bordados dourados e as inconfundíveis coroas de louro associadas ao pódio.
A viseira preta, em contraste, traz a palavra "Monza" bordada. Na lateral, um bordado "Italia 2026" com quatro estrelas douradas é acompanhado pelas datas do fim de semana de corrida. A edição especial já está disponível para compra na plataforma de e-commerce https://store.pirelli.com.
O CIRCUITO
Em Monza, serão utilizados os três compostos mais macios da gama: o C3 como Duro, o C4 como Médio e o C5 como Macio. No papel, as três opções podem influenciar as estratégias de corrida de domingo, desde que as temperaturas não sejam excessivamente altas.
O circuito de 5,793 km, com 11 curvas, é um dos mais rápidos do calendário da Fórmula 1, em parte devido às suas longas retas que, este ano, representarão um desafio adicional para a gestão de energia com as novas unidades de potência. As simulações das equipes, aliás, preveem tempos de volta cerca de dois segundos mais rápidos do que no ano passado.
Do ponto de vista dos pneus, o eixo dianteiro deve ser submetido a cargas de frenagem menores, já que as zonas de frenagem provavelmente serão abordadas em velocidades reduzidas. Já o eixo traseiro enfrentará maiores exigências durante as fases de tração, quando toda a potência da unidade motriz é utilizada.
A estabilidade em frenagem e a tração na saída das curvas, especialmente na Primeira Chicane e na Ascari, serão os dois fatores-chave para se obter vantagem sobre os rivais em uma pista que normalmente é disputada com uma configuração aerodinâmica de baixo downforce, priorizando a velocidade máxima.
O circuito costuma oferecer um bom nível de aderência já nas primeiras sessões. Não foram feitas modificações significativas desde a repavimentação completa realizada em 2024, quando foi aplicada uma mistura de asfalto relativamente lisa. Neste ano, as zebras das curvas 1, 4 e 8 foram reconstruídas, enquanto na curva 5 uma área de brita foi substituída por uma área de escape em asfalto.
Os pilotos provavelmente terão de gerenciar o superaquecimento do eixo traseiro durante a corrida, mas a degradação não deve ser severa o suficiente para comprometer o desempenho dos pneus. Como resultado, uma estratégia de um único pit stop parece ser a opção mais provável para o domingo, apesar de as oportunidades de ultrapassagem estarem longe de serem escassas em Monza.
EM 2025
Para o stint inicial, a maioria dos pilotos optou pelo composto Médio. Cinco escolheram o Duro, enquanto apenas um largou com o Macio. O pneu de faixa vermelha reapareceu perto do fim da corrida, com vários pilotos o calçando nas voltas finais após seu único pit stop. Foi o caso de Norris e Piastri, que terminaram em segundo e terceiro lugar após largarem com o Médio. Verstappen, vencedor do ano passado, completou a corrida utilizando a combinação Médio-Duro.
ESTATÍSTICAS
Esta é a 77ª edição do GP da Itália, uma das provas mais duradouras do calendário da Fórmula 1. A corrida foi disputada em Monza em todas as edições, exceto uma, quando aconteceu em Ímola. Os pilotos com mais vitórias são Michael Schumacher e Lewis Hamilton, ambos com cinco triunfos, enquanto a Ferrari é a equipe mais bem-sucedida, com 20 vitórias. Hamilton também detém os recordes tanto de poles em Monza (sete) quanto de voltas mais rápidas (sete). Entre os pilotos atuais, Pierre Gasly conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 justamente no Templo da Velocidade, vencendo o GP da Itália de 2020 ao volante de uma AlphaTauri, entregando à equipe seu primeiro sucesso sob o novo nome.