NO CALOR DE BARCELONA, UMA SEXTA-FEIRA FOCADA NOS JOVENS PILOTOS
2026-06-12
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Barcelona oferece às equipes uma oportunidade ideal para ver os jovens pilotos em ação durante a primeira sessão de treinos livres. O circuito também é amplamente utilizado para testes, o que significa que as equipes já contam com uma grande quantidade de dados para se basear.
Por isso, sete equipes optaram por mandar jovens pilotos à pista durante a primeira hora, conforme exigido pelo regulamento pelo menos quatro vezes por ano durante o TL1. Foram à pista Fred Vesti (Mercedes), Dino Beganovic (Ferrari), Leonardo Fornaroli (McLaren), Ayumu Iwasa (Red Bull), Luke Browning (Williams), Paul Aron (Audi) e Colton Herta (Cadillac).
No que diz respeito aos pneus, os três compostos disponíveis para o fim de semana foram utilizados em ambas as sessões. O composto Duro C2 foi utilizado apenas pelos pilotos da Haas no TL1, enquanto Max Verstappen foi o único piloto a utilizá-lo no TL2. Na parte final da segunda sessão, as equipes concentraram-se principalmente em trechos longos, utilizando predominantemente o composto Médio C3.
O melhor tempo no TL2 foi marcado por Lando Norris, com 1min15s426, utilizando pneus Macios C4. A temperatura ambiente chegou a 29°C, fazendo com que a temperatura da pista subisse para 50°C. No TL1, o melhor tempo foi registrado por George Russell, com 1min16s363, também com pneus C4.
Antes do início das atividades em pista, a sala de imprensa do circuito foi palco da apresentação do livro “A Stir of the Soul: Pirelli’s 500 GPs in the F1 World Championship”, com curadoria da Fundação Pirelli e publicado pela Marsilio Arte. O volume celebra os 500 GPs da Pirelli no Campeonato Mundial de Fórmula 1 por meio de uma rica narrativa composta por imagens e textos, com materiais provenientes do Arquivo Histórico da Pirelli.
O evento contou com a presença de Marco Tronchetti Provera, Vice-Presidente Executivo da Pirelli e Presidente da Fundação Pirelli; Stefano Domenicali, Presidente e CEO da Fórmula 1®; S. Ex.ª Mohammed Ben Sulayem, Presidente da FIA, que participou por vídeo; Jean Todt, enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Segurança Viária; e Nick Heidfeld, ex-piloto de Fórmula 1.
SIMONE BERRA – CHEFE DE ENGENHARIA DA PIRELLI
“A maioria das equipes optou por não utilizar o composto duro hoje, o que significa que elas manterão dois conjuntos para a corrida. As poucas que o utilizaram relataram maior derrapagem em comparação com os dois compostos mais macios, o que resultou em superaquecimento da superfície, aproximando-o, em termos de degradação, dos compostos Médio e Macio.
De modo geral, todos os compostos estão apresentando altos níveis de degradação térmica, especialmente na dianteira e traseira esquerdas, devido à superfície abrasiva do asfalto, inferior apenas à do Bahrein, às características do circuito e às altas temperaturas da pista, que devem aumentar ainda mais nos próximos dias. Nos trechos de performance, os pilotos tiveram dificuldade em resfriar os pneus o suficiente para tentar uma segunda volta rápida que, nessas condições, na melhor das hipóteses iguala o tempo anterior.
Portanto, esperamos no domingo uma corrida com pelo menos dois pit stops. Os compostos Médio e Macio, que oferecem maior aderência, desgastam a um ritmo semelhante, embora os primeiros dados indiquem que o pneu amarelo se adapta mais facilmente ao circuito de Barcelona. Entre os dois, a diferença de desempenho gira em torno de cinco a seis décimos de segundo.”
FÓRMULA 2
Na Fórmula 2, Rafael Câmara garantiu a pole position para a Feature Race de domingo. Com um tempo de 1min24s810, o brasileiro foi o piloto mais rápido do dia. Joshua Durksen terminou em segundo lugar, 0s135 atrás, enquanto o terceiro lugar ficou com Alex Dunne, que ficou 0s225 acima do tempo da pole. No sábado, porém, o cronograma começa com a Corrida Sprint, que terá largada com a grelha invertida. Noel Leon largará na pole para essa corrida, graças ao seu décimo lugar na classificação.
Os compostos selecionados para o fim de semana em Barcelona são o Duro e o Macio. A Corrida Sprint será disputada com a opção mais dura, exigindo uma gestão cuidadosa da degradação do eixo dianteiro. Para a Feature Race, ambas as estratégias parecem viáveis. Esperamos que as equipes se dividam entre a combinação Duro–Macio e a inversa. Largar com o pneu vermelho oferece melhor aderência nas primeiras etapas da corrida, sem ser particularmente penalizante em caso de neutralizações, graças à possibilidade de prolongar o stint com uma gestão adequada.
FÓRMULA 3
Na sexta-feira, Theophile Nael registrou o melhor tempo, com 1min28s263. Logo atrás dele, Ugo Ugochukwu terminou em segundo lugar, a apenas 0s039 de diferença. O terceiro lugar ficou com Hiyu Yamakoshi, que encerrou a sessão a 0s135 de Nael.
O composto selecionado para o fim de semana de corrida em Barcelona é o Duro, em um circuito onde as forças laterais sobre os pneus são particularmente elevadas devido às muitas curvas de alta velocidade. O eixo dianteiro representa a principal limitação por esse motivo e exigirá uma gestão ainda mais cuidadosa por parte dos pilotos. Além disso, este ano, a pressão no eixo traseiro será 1 psi mais alta do que na temporada passada, com o objetivo de aumentar a degradação. Os pilotos precisarão, portanto, adaptar sua abordagem de gestão dos pneus; no entanto, essa mudança facilitará o controle do eixo limitante.