PLANO EM DUAS FASES: EM 2022, RETORNAR AOS VALORES PRÉ-COVID DE 2019; EM 2025, SER LÍDER NO SEGMENTO HIGH VALUE SPECIALTIES COM GERAÇÃO DE CAIXA ELEVADA

CENTRALIDADE DE HIGH VALUE CONFIRMADA COM FOCO EM PNEUS ACIMA DE 19 POLEGADAS, SPECIALTIES E VEÍCULOS ELÉTRICOS

CRESCIMENTO DA BASE SELETIVA EM EQUIPAMENTO ORIGINAL; CAPITALIZAÇÃO DO EFEITO PULL-THROUGH DE HOMOLOGAÇÕES NA REPOSIÇÃO

ACELERAÇÃO DE PROCESSOS E INOVAÇÃO DE PRODUTOS COM 44 NOVAS LINHAS ATÉ 2025

PRESENÇA EM NOVA MOBILIDADE COM PNEUS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS, PNEUS COM SENSOR E PARA CICLISMO

INVESTIMENTOS: NO PERÍODO DE DOIS ANOS 21-22, SERÁ ENTRE ~710 E ~730 MILHÕES DE EUROS ESSENCIALMENTE PARA ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE. NOS TRÊS ANOS SEGUINTES, PERÍODO 23-25, SERÁ ENTRE ~1,2 E ~1,3 BILHÃO TAMBÉM PARA A CAPACIDADE HIGH VALUE EM PAÍSES COM MENORES CUSTOS DE PRODUÇÃO

CONCLUSÃO DO PLANO DE COMPETITIVIDADE COM EFICIÊNCIA LÍQUIDA DE ~170 MILHÕES DE EUROS EM UM PERÍODO DE DOIS ANOS 2021-2022 (100 MILHÕES EM 2020). ATÉ 2025 UM ADICIONAL ~70/~100 MILHÕES GRAÇAS PRINCIPALMENTE AOS BENEFÍCIOS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

SUSTENTABILIDADE NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DE NEGÓCIO

PLANO DE INCENTIVO DE GESTÃO (LTI) PARA APOIAR AS METAS DO PLANO INDUSTRIAL

METAS

Metas para o período de dois anos 2021-2022

RECEITAS NO FINAL DE 2022 ENTRE ~5,1 E ~5,3 BILHÕES DE EUROS

MARGEM EBIT AJUSTADA NO FINAL DE 2022 ENTRE >16% E ~17%

PRÉ-DIVIDENDO DE FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO PARA O PERÍODO DE DOIS ANOS 2021-2022 ENTRE ~700 E ~800 MILHÕES DE EUROS

POSIÇÃO FINANCEIRA LÍQUIDA NO FINAL DE 2022 ENTRE ~2,75 E ~2,65 BILHÕES DE EUROS, IGUAL A DUAS VEZES O EBITDA AJUSTADO

Metas para o período de três anos 2023-2025

RECEITAS NO FINAL DE 2025 ENTRE ~5,7 E ~6,2 BILHÕES DE EUROS

MARGEM EBIT AJUSTADA NO FINAL DE 2025 ENTRE ~19% E ~20%

PRÉ-DIVIDENDO DE FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO PARA O PERÍODO DE TRÊS ANOS 2023-2025 ENTRE ~1,7 E 1,9 BILHÃO DE EUROS

POSIÇÃO FINANCEIRA LÍQUIDA NO FINAL DE 2025 ENTRE ~1,6 E ~1,4 BILHÃO DE EUROS, IGUAL A ~1 VEZ EBITDA AJUSTADA

DIVIDENDO: ~50% DO LUCRO CONSOLIDADO 2021-2022 E ~40% DO LUCRO CONSOLIDADO 2023-2024

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO APROVA PROPOSTA DE INDICAÇÃO DE GIORGIO LUCA BRUNO COMO VICE-CEO, COMEÇANDO EM 15 DE JUNHO DE 2021

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RESULTADOS CONSOLIDADOS DE 2020 APROVADOS

LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO 42,7 MILHÕES (457,7 MILHÕES EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019)

LUCRO LÍQUIDO DA MATRIZ: 44 MILHÕES (273,2 MILHÕES EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019)

EM ASSEMBLEIA GERAL, CONVOCADA EM 15 DE JUNHO, O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO IRÁ PROPOR A DISTRIBUIÇÃO DE UM DIVIDENDO DE 0,08 EURO POR AÇÃO PARA UM TOTAL DE 80 MILHÕES

O Conselho de Administração da Pirelli & C. aprovou os resultados consolidados de 2020 e o Plano Industrial 2021-2022 | 2025, que foi apresentado à comunidade financeira pelo Vice-Presidente Executivo e CEO, Marco Tronchetti Provera, e pela Alta Administração.

A emergência desencadeada pela Covid-19 viu a empresa responder à crise de forma unificada, graças também à experiência adquirida na China desde o início da pandemia, acelerando o processamento de dados, aumentando o uso da virtualização e focando ainda mais na sustentabilidade, no centro da gestão do capital humano, no ciclo de vida do produto e na cadeia de abastecimento.

O CENÁRIO

O Plano Industrial Pirelli 2021-2022 | 25 inclui duas fases distintas no nível macroeconômico:

- 2021-2022: fase caracterizada por uma recuperação substancial do PIB global (com uma taxa média anual igual a +4,6%, impulsionada pela China com +6,6% e EUA com +4,9%), atrelada à campanha de vacinação. Espera-se uma valorização geral do euro, em particular em relação ao dólar;

- 2023-2025: fase de estabilização do crescimento (com taxa média anual global de 3,1% esperada no período, novamente impulsionada pela China com +5,3%) e do mercado de câmbio.

Em nível demográfico, em 2025 haverá mais de 500 milhões de consumidores “high-end” com prioridades redefinidas pela Covid-19, mais focados em: bem-estar e segurança, impacto ambiental, economia digital e procura de serviços cada vez mais online, com reflexos nos métodos de compra também no setor de pneus.

Quanto ao nível da mobilidade, após queda em 2020, o total de “milhas percorridas” globalmente crescerá rapidamente para atingir cerca de 11,8 trilhões de milhas em 2025 (>13 trilhões no plano anterior). Isso destacará duas tendências: uma preferência pronunciada pós-Covid pelo uso de carros particulares, mesmo a longo prazo (em 2025 as milhas percorridas serão cerca de 10 trilhões de acordo com o plano antigo), com um uso mais contido de novas formas de mobilidade (por exemplo, compartilhamento de carro e aluguel/locação de veículos), e uso crescente de veículos de duas rodas. Um fator importante será o aumento do uso de veículos elétricos: em 2025 eles passarão a compor 35% da produção de automóveis Premium e Prestige (30% no plano anterior) e 11% do parque automotivo global (9% no plano anterior). Isto define um desafio tecnológico considerável e coloca uma barreira competitiva significativa para o desenvolvimento de pneus que devem suportar cargas mais pesadas, ter menor resistência ao rolamento, oferecer mais aderência e um nível de ruído mais baixo.

Para o mercado automobilístico espera-se:

- produção de automóveis: crescerá uma média anual de 7% em 2020-2022 e uma média anual de 2% em 2022-2025. Para Premium e Prestige, o crescimento será de 6% em 2020-2022 e +3% em 2022-2025, e +10% e +3%, respectivamente, para o segmento de “outros SUVs”.

essa tendência irá impulsionar a demanda por pneus High Value (≥18 polegadas) em Equipamento Original, com um crescimento anual de 11% em 2020-2022 e de 3% em 2022-2025. O segmento ≥19 polegadas, que vale cerca de metade de todo o High Value, ao invés disso, crescerá 14% em 2020-2022 e 4% em 2022-2025. O segmento de pneus para carros elétricos, enquanto permanece uma pequena fração do total, crescerá a uma média anual de 50% em 2020-2022 e de 35% em 2022-2025.

- parque automotivo: crescerá a uma média anual de 2% tanto em 2020-2022 como em 2022-2025. Crescimento para Premium e Prestige será de 4% em ambas as fases do plano, sendo +3% em 2020-2022, e para o segmento “outros SUVs” é esperado +4% em 2022-2025;

apesar do crescimento moderado do parque automotivo, a demanda por pneus High Value ≥18″ no canal de reposição crescerá uma média anual de 10% em 2020-2022, e de 8% em 2022-2025. O segmento ≥19″ é mais resiliente: +11% em 2020-2022 e +10% em 2022-2025. Pneus para carros elétricos, cuja incidência sobre o total permanece limitada nos primeiros anos, crescerá mais de 50% em 2020-2022, e mais de 30% em 2022-2025.

PLANO INDUSTRIAL 2021-2022 | 2025

O Plano Industrial Pirelli 2021-2022 | 2025 aproveita as oportunidades oferecidas por este cenário e, em continuidade estratégica com o plano anterior, permanece centrado no High Value, potencializando uma marca que é sinônimo de reputação, liderança e tecnologia avançada, com os seguintes pontos fortes:

- liderança na faixa ≥19” (três vezes em relação aos concorrentes);

- liderança na China no segmento High Value;

- aumento da participação no mercado de Equipamentos Originais de veículos elétricos;

- mais de 83% da capacidade de produção em países com custos de produção mais baixos;

- liderança em pneus High Value para motocicletas e forte crescimento em pneus de ciclismo;

- consolidação em setores emergentes, como conectividade, novos serviços e micro mobilidade.

Ao mesmo tempo, o Plano introduz novos elementos e acelera em direções específicas:

- crescimento em specialties, pneus para veículos elétricos e diâmetros ≥19″;

- rebalanceamento de equipamento original, para dar mais ênfase à reposição;

- aceleração do crescimento na China;

- análise do consumidor online e offline, com processos orientados por dados também para o desenvolvimento de produtos para o canal de reposição em caráter regional;

- implementação total de modelo de negócio digital.

Esses critérios permitirão:

- aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pela recuperação do mercado nos próximos 24 meses;

- acelerar a geração de caixa, reforçando a liderança da Pirelli no segmento High Value Specialties.

A meta da Pirelli é trazer a incidência do carro High Value nos volumes totais de Equipamento Original para 70% em 2025 (de aproximadamente 60% em 2019), com diâmetros ≥19″, que crescerão a uma média anual de 15% em 2020-2022 e de 5% em 2022-2025, taxa superior à do mercado. A incidência de veículos elétricos nos volumes de Equipamentos Originais irá de quase zero em 2019 para 30% em 2025. A incidência do canal de reposição em carros High Value aumentará de aproximadamente 40% em 2019 para aproximadamente 60% em 2025. O segmento ≥19″ da Pirelli deve crescer em uma média anual de 18% até 2022 e de 12% em 2022-2025, neste caso também superior ao mercado, com Specialties abrangendo 70% de todo o canal de reposição de High Value ao final do plano.

Para apoiar a execução do plano, fortalecendo a gestão interna, em linha com o que foi anunciado em 24 de março de 2021, a reunião de hoje do Conselho de Administração aprovou a proposta do Vice-Presidente Executivo e CEO, Marco Tronchetti Provera, para nomear Giorgio Luca Bruno como conselheiro e, em decorrência, para indicá-lo como seu subordinado direto, vice-CEO a partir de 15 de junho de 2021.

A Pirelli hoje conta com aproximadamente 30.500 funcionários de 92 nacionalidades em 35 países. A força de trabalho tem idade média de aproximadamente 39 anos, permanência média na empresa de aproximadamente dez anos e uma taxa de desligamento voluntário inferior a 5% em 2020. A presença de mulheres no quadro de funcionários é igual a 30%. Sempre na vanguarda do bem-estar, da capacitação e do apoio à comunidade, a Pirelli desenvolve programas adequados de Cuidado, Treinamento e Inclusão Social.

OS CINCO PROGRAMAS CHAVE

O Plano Industrial 2021-2022 | 2025 será implementado por meio de cinco programas: Comercial, Inovação, Competitividade, Operações e Digital.

COMERCIAL

Visa o crescimento de volumes e receitas por meio de três alavancas de High Value – com foco nos produtos mais lucrativos – e uma para reposicionamento no Standard.

Carro High Value:

- Reposição: maximizar o “pull-through” graças ao extenso portfólio de homologações. Em 2021-2022, de fato, 85% do crescimento nos volumes pull-through High Value (demanda para reposição em carros com pneus Pirelli como Equipamento Original) estará ligado ao crescimento do mercado de reposição homologado, enquanto 15% virá do aumento de participação neste mercado. O forte crescimento do mercado de Apac é significativo neste contexto;

- Reposição: conquistar novos clientes e aumentar a participação no mercado, capturando a margem alta de demanda “push-through” também no crescente mercado de SUV. Meta possibilitada por um programa inédito de lançamento de 28 linhas de produtos para atender às necessidades dos consumidores em uma base regional. O crescimento na América Norte e na Europa é relevante neste contexto;

- Equipamento Original: crescimento seletivo para consolidar o efeito pull-through também no futuro, em particular em ≥19″ (que a partir de 2022 representa mais de 50% dos volumes totais do Equipamento Original e cerca de 90% de novas homologações em 2025), em veículos elétricos e em Specialties, que constituem uma barreira tecnológica significativa.

Carro Standard:

- Neste segmento, após a recuperação do mercado pós-Covid-19, a Pirelli estabilizará os volumes para aproximadamente 25 milhões de peças em 2025, melhorando ainda mais a lucratividade em níveis de dois dígitos com um mix focado nos nichos mais rentáveis, e concentrando a produção em três eficientes fábricas especializadas.

O programa colocará o consumidor cada vez mais no centro, tanto no desenvolvimento das linhas de produtos como em pesquisas de mercado realizadas com análises de dados cada vez mais avançadas e preditivas. Parcerias cada vez mais estreitas com revendedores, otimizando a cadeia de abastecimento por meio da integração de dados em estoque e distribuição, ajudando assim a criar uma cadeia de abastecimentos mais eficiente. O consumidor será alcançado mais facilmente também graças uma presença efetiva e generalizada no mercado, com o número de pontos de venda crescendo para aproximadamente 22.000 em 2025, em comparação aos 17.000 em 2020.

Impacto nas receitas: entre ~+800 milhões e ~+ 1 bilhão entre 2021-2022 com a contribuição predominante de volumes, entre ~600 milhões de euros e ~900 milhões de euros em 2023-2025, e uma contribuição mais equilibrada entre volumes e mix melhorias (com a incidência de High Value no crescimento total de ~71% em 2021 para ~2025). Em particular, um aumento nos volumes de ~10 milhões de peças é esperado em 2021-2022, dos quais 60% acima de 19”, e mais ~6 milhões de peças em 2023-2025, com mix alto.

INOVAÇÃO

O programa visa acelerar as metas já identificadas no plano anterior aproveitando pontos fortes, como a capacidade de supervisionar e identificar tendências tecnológicas com antecedência, graças a parcerias com montadoras, para captar as necessidades dos consumidores e impulsionar programas de Open Innovation com centros de excelência.
O programa, que terá o Eco & Safety Design como pilar central, prevê:

- P&D: fortalecer ainda mais as competências com planos para “aquisição de talentos” e crescimento de recursos em todos os níveis, também por meio de programas de aprimoramento de talentos e colaborações com universidades;

- Virtualização e simulação: maior aceleração de seu uso no desenvolvimento e industrialização de produtos. Em 2025, o desenvolvimento de 60% dos pneus para Equipamento Original será totalmente virtual e será 100% para novas linhas de reposição. Virtualização e simulação irão reduzir o tempo de desenvolvimento em 30%, o custo dos protótipos em 20% e o tempo de disponibilidade para novas linhas de produtos em 30%;

- Materiais: redução do tempo de desenvolvimento de novos materiais em 30% também graças à virtualização, um fator chave junto com a sustentabilidade. Em 2025, a Pirelli prevê que usará, em linhas selecionadas de produtos, mais de 40% dos materiais de fontes renováveis, além de aumentar o uso de materiais reciclados e redução de materiais derivados de fontes de energia fósseis. Haverá também uma grande atenção ao pneu no final de sua vida, onde projetos de Open Innovation irão contribuir para o desenvolvimento de novos processos, como a pirólise, o que favorece uma mudança da ideia de reciclagem para a de regeneração;

- Nova mobilidade e conectividade: o mundo elétrico será central, em particular no Equipamento Original. Em 2025, as homologações da Pirelli de veículos híbridos elétricos/plug-in dobrarão para cerca de 60% do total, em comparação com 2020, aproveitando a tecnologia Elect. A conectividade também irá crescer, com impactos positivos na gestão da frota e segurança graças à interação entre veículos e infraestrutura: a Pirelli é a primeira produtora do mundo a fornecer seus próprios pneus ‘Pirelli Cyber’ como Equipamento Original em um carro (McLaren Artura), e a única a fazer parte da 5G Automotive Association.

Lançamentos/homologações de produtos: a Pirelli renovará mais de 50% de sua oferta de produtos até 2025, uma aceleração em relação ao plano anterior: em 2020-2022 serão lançadas 24 linhas (20 no plano anterior), um número que aumentará para 44 linhas no total no período de 5 anos 2021-2025. Na fase 2021-2022 estão previstos dez lançamentos por ano e 330 homologações, na fase 2023-2025 estão previstos oito lançamentos por ano e mais de 300 homologações.

COMPETITIVIDADE

O programa de eficiência já foi iniciado em 2019. Com a fase um concluída em 2020, a fase dois está prevista para 2021-2022 e continuará a ser aplicada em quatro áreas.

- Custo do produto: focado na modularidade e contenção de custos, graças aos tempos de desenvolvimento mais curtos devido ao uso crescente de virtualização/simulação.

- Manufatura: otimização da presença industrial, com maior digitalização das fábricas também para tornar a produção mais flexível.

- SG&A (Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas): racionalização de compras e otimização da rede logística.

- Organização: transformação digital de processos e organização.

Em 2023-2025, por outro lado, está prevista uma fase três que irá alavancar a excelência operacional alcançada nas fábricas e na transformação digital total da empresa.

Eficiências líquidas: a fase dois proporcionará economias líquidas de cerca de 170 milhões de euros em 2021-2022, igual a 4,5% dos custos básicos totais em 2020, que, somados aos 110 milhões já registrados na fase um (2,5% dos custos base de 2019) elevando o total líquido para cerca de 280 milhões em 2022, equivale a 7,5% dos custos básicos de 2020. Além dessas economias, no período 2023-2025 haverá eficiências líquidas entre 70-100 milhões de euros da fase três, dos quais cerca de 50% virão dos primeiros benefícios da transformação digital.

OPERAÇÕES

Uma primeira fase até 2022 prevê o retorno a uma saturação de fábrica de 90%, graças a uma racionalização de capacidade que já está em andamento, com importância crescente em países com custos de produção mais baixos. Isso será seguido em 2023-2025 por uma fase de expansão da capacidade para suportar o crescimento dos volumes, atuando em conectividade, automação e IOT em nível industrial, com benefícios em termos de eficiência e eliminação de defeitos de produção.

Presença e capacidade produtiva: em 2022 a capacidade das fábricas será de ~73 milhões de peças, ~53 milhões das quais de High Value. Em 2025, a capacidade será igual a ~75 milhões de peças, ~56 milhões das quais de High Value.

Em 2025, a presença de produção da Pirelli contará com 18 unidades produtivas no total, 15 das quais para carro (12 de High Value e três de Standard), uma em ciclismo, em Bollate, uma para motocicletas (Java na Indonésia) e uma para semiacabados (Burton, Reino Unido). A capacidade de High Value será concentrada para 77% em países com custos de produção mais baixos (74% em 2020).

DIGITALIZAÇÃO

Vai transformar os processos-chave da empresa, conectando-os em tempo real. Em 2023, a Pirelli adotará um modelo de negócios simultâneo com fluxos de trabalho sustentados por cinco plataformas digitais capazes de integrar funções internas com parceiros/clientes externos em tempo real e a todo momento. Todos os dados serão armazenados em um “lago de data” para melhor interpretação por meio de modelos de IA.

INVESTIMENTOS

O plano será sustentado por investimentos focados em atualização tecnológica, aumento de produtividade e maior capacidade de High Value. Consistente com o plano, duas fases são previstas:

- 2021-2022: investimentos entre ~710 e ~730 milhões de euros, o equivalente a 7-7,5% das receitas totais. O foco será na atualização tecnológica, melhoria do mix e aumento da produtividade para responder à crescente demanda por especialidades e otimizar as eficiências industriais;

- 2023-2025: os investimentos crescerão entre ~1,2 e ~1,3 bilhão, atingindo um pico de 9% das vendas em 2023, seguido por 7,5% em 2024 e 6% em 2025. Nessa fase, eles serão utilizados não apenas para a atualização tecnológica constante, mas também para aumentar a capacidade de High Value (em particular em países com menores custos de produção), em linha com o aumento esperado da demanda.

METAS

* assumindo uma política de dividendos com um payout igual a ~50% do lucro líquido consolidado em 2021-2022 e igual a ~40% em 2023-2024.

Para o período de dois anos 2021-2022, a empresa prevê um crescimento nas vendas entre ~800 milhões de euros e ~1 bilhão de euros, com receitas do grupo no final de 2022 entre ~5.1 e ~5.3 bilhões de euros. O programa comercial possibilitará a captura de oportunidades vinculadas à recuperação do mercado e ao foco nos segmentos com maior crescimento (Carro ≥19″) e maior conteúdo tecnológico (Specialties e veículos elétricos).

Espera-se que a lucratividade observe uma melhora progressiva, com uma margem de Ebit ajustada entre >16% e ~17% no final de 2022, graças à eficácia das alavancas internas: volumes, preço/mix e eficiências líquidas. Os benefícios decorrentes da Fase dois do Plano de Competitividade apresentado em 7 de fevereiro de 2020 estão confirmados, com eficiências líquidas no período de dois anos 2021-2022 esperadas para totalizar ~170 milhões de euros.

O fluxo de caixa líquido acumulado antes dos dividendos para o período de dois anos 2021-2022 é esperado entre ~700 e ~800 milhões de euros, apoiado principalmente pelo melhor desempenho operacional.

No final de 2022, a Posição Financeira Líquida será entre ~2,75 e ~2,65 bilhões de euros, igual a ~2 vezes o Ebitda ajustado (~3,3 bilhões de euros no final de 2020, igual a 3,7 vezes o Ebitda ajustado).

Para o período de três anos, 2023-2025, (segunda fase do plano), a Pirelli espera um crescimento de receita entre ~600 milhões e ~900 milhões de euros, com vendas do grupo no final de 2025 entre ~5,7 e ~ 6,2 bilhões de euros, com uma contribuição mais equilibrada entre crescimento em volume e preço/mix.

A lucratividade (margem Ebit ajustada) é esperada entre ~19% e ~20% em 2025, sustentada pelo crescimento de volumes acima mencionado, melhoria no preço/mix e a contribuição da Fase 3 do Programa de Competitividade, com benefícios esperados entre ~70 e ~100 milhões de euros, no período de três anos.

O fluxo de caixa líquido acumulado no período 2023-2025 é visto entre ~1,7 e ~ 1,9 bilhão de euros, apoiado por:

melhorias da gestão operacional, decorrente dos programas acima mencionados;

menores despesas com reestruturações e racionalizações organizacionais, em comparação com o período de dois anos 2021-2022, cujos programas terminarão em 2022.

No final de 2025, a Posição Financeira Líquida deverá estar entre ~1,6 e ~1,4 bilhão de euros, equivalente a cerca de uma vez o Ebitda ajustado.

Com base na perspectiva de geração de caixa para o período 2020-2025, a política de dividendos aprovada pelo Conselho de Administração prevê um payout de cerca de 50% dos resultados líquidos consolidados de 2021 e 2022, e um payout de cerca de 40% dos lucros líquidos consolidados de 2023 e 2024.

O sólido perfil de caixa permitirá a garantia de um Retorno sobre o Capital Investido (ROIC), líquido do impacto fiscal, melhorando ao longo de todo o horizonte do Plano: ~16% em 2021 (10,4% em 2020), ~19% em 2022, ~25% em 2025.

AS METAS DE SUSTENTABILIDADE DO PLANO

As principais metas da estratégia de desenvolvimento sustentável para 2025 e 2030 estão resumidas a seguir, alinhadas à materialidade dos impactos socioambientais da empresa e em apoio à Agenda 2030 das Nações Unidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A sua definição é baseada na mitigação dos riscos e na exploração das oportunidades decorrentes dos cenários 2025-2030, incluindo: avanço tecnológico e digital, economia circular, crescimento populacional e escassez de recursos naturais. Muitos desses elementos, no curto a médio prazo, sofreram uma aceleração após os efeitos da pandemia.

Abordagem e meta “Eco & Segurança” ao longo do ciclo de vida do produto:

A abordagem Eco & Segurança da Pirelli visa maximizar o desempenho ambiental e ao mesmo tempo a segurança das pessoas, abrangendo todo o ciclo de vida de um produto em uma economia circular caracterizada pela redução dos recursos ambientais utilizados, principalmente quando não renováveis.

As metas “Eco & Segurança” da Pirelli referem-se a pneus para o consumidor e, portanto, devem ser comparadas, quando relevante, exclusivamente a metas de pneus para o consumidor e não a outras categorias de pneus ou consolidação de segmentos de produção.

No nível de matérias-primas, para as linhas de produtos selecionadas, a Pirelli planeja:

- Até 2025: materiais renováveis >40%; materiais reciclados >3%; materiais de origem fóssil <40%;

- Até 2030: materiais renováveis >60%; materiais reciclados >7%; materiais de origem fóssil <30%.

A abordagem “Eco & Segurança” também está totalmente integrada à gestão responsável de produtos químicos, em uma interpretação preventiva e antecipatória das indicações da literatura científica e possíveis desenvolvimentos regulatórios.

Existem muitas metas de eficiência ambiental relacionadas ao processo de produção. No que se refere às emissões de CO2, o plano de descarbonização do grupo continua em conformidade com as metas aprovadas pela iniciativa Alvos Baseados na Ciência (Science Based Target) em 2020, em linha com o Acordo de Paris e para manter o aquecimento global “bem abaixo” de 2°C.

Em 2025, a Pirelli pretende:

- reduzir as emissões absolutas de CO2 em 25% em relação a 2015;

- usar 100% de eletricidade renovável.

No geral, a abordagem ambiental da Pirelli permitirá que o grupo seja neutro em carbono em 2030 tanto para eletricidade quanto para energia térmica.

A eficiência no uso de recursos ambientais até 2025 também prevê:

- uma redução do consumo específico de energia em 10% em comparação com 2019:

- redução da retirada específica de água em 43% em relação a 2015;

- 98% dos resíduos encaminhados para serem recuperados (Visão Zero de Resíduos para Aterro).

Em linha com a política livre do uso único de plástico (Single Use Plastic Free Policy), adotada em 2019, até 2021 a Pirelli eliminará os plásticos de uso único em todos os escritórios e fábricas em todo o mundo.

A Pirelli também visa melhorar ainda mais o desempenho ambiental e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança do produto na fase de uso. Em 2025, mais de 70% dos novos produtos automotivos – com o novo Ipcode rotulado padronizado de acordo com os valores de classificação europeus – terá resistência ao rolamento classe A ou B de acordo com os mais altos padrões de rotulagem europeia – e mais de 90% estará nas classes de segurança A ou B de “aderência em piso molhado”.

Em apoio à inovação relacionada à economia circular, a Pirelli trabalhará no desenvolvimento de processos inovadores que garantam o alto nível de qualidade exigido para seus pneus no uso de matérias-primas secundárias provenientes de produtos em fim de vida.

Para acelerar a transição para a mobilidade do futuro, a Pirelli também visa a “sensorização” de pneus, que, por meio do Cyber ​​Tire, pode permitir o diálogo e a troca de dados entre pneu, veículo, motorista e infraestrutura. A velocidade de desenvolvimento também será facilitada pelo novo simulador digital, que faz uso da experiência da Pirelli na F1 e permite tempos de desenvolvimento de produto reduzidos em 30%, uma redução acentuada na produção de protótipos físicos e máxima eficiência de codesenvolvimento de equipamentos originais de clientes.

O valor das receitas dos produtos Eco & Segurança Perfomance (antigo Green Performance) crescerá oito pontos percentuais até 2025, atingindo 66% das vendas totais de pneus de automóveis do Grupo, enquanto o valor das receitas de Eco-Segurança em produtos High Value será de 71%.

Capital humano

A cultura de segurança no local de trabalho continuará a apoiar a meta de zero acidentes, com um índice de frequência de lesões esperado de ≤0,1 até 2025. O plano se concentrará em uma gestão cada vez mais inovadora do capital humano. Novas soluções de marketing para recrutamento de talentos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática) serão acompanhadas por testes cada vez mais inteligentes de trabalho e treino em novas habilidades digitais, em um ambiente de trabalho inclusivo e capaz de enfrentar os desafios do futuro de uma maneira ágil. Os objetivos ESG, parte integrante dos planos de incentivos de curto e longo prazo, serão um facilitador de tensão positiva no cumprimento das metas da empresa.

Cadeia de suprimentos

A meta é contar com uma cadeia de suprimentos cada vez mais resiliente aos riscos ESG e com um número cada vez maior de parceiros de inovação sustentável. Diante de rigorosos procedimentos de seleção e monitoramento do desempenho ambiental e no âmbito dos direitos humanos, o modelo adotado pela Pirelli conta com a capacidade de criação de valor compartilhado. Para tal, continuará a ser dada particular importância aos acordos de codesenvolvimento de matérias-primas cada vez mais sustentáveis, bem como à implementação de roteiro para a gestão sustentável da borracha natural, caracterizada por um compromisso presencial em parceria com fornecedores, a fim de mapear e gerenciar os riscos socioambientais até a origem da cadeia. Ao mesmo tempo, as atividades de mapeamento iniciadas com os fornecedores de cobalto e minerais de conflito também continuarão.

Com o objetivo de diminuir a pegada de carbono, a Pirelli estabeleceu como objetivo obter uma redução de 9% nas emissões absolutas de CO2 dos fornecedores de matéria-prima até 2025 em relação a 2018, objetivo por sua vez aprovado pela iniciativa Alvos Baseados na Ciência (Science Based Target).

Suporte da comunidade

O diálogo e a integração com as comunidades onde atua sempre foram um bem precioso para a Pirelli e que continuará a ser desenvolvido para promover a segurança viária, a cultura e a inclusão.

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PLANO DE INCENTIVO DE GESTÃO (LTI) PARA APOIAR O NOVO PLANO INDUSTRIAL

Os planos de incentivos de longo prazo LTI – que visam garantir a fidelidade da administração e o correto enfoque nas metas de desempenho – acompanham todo o arco do plano. Com uma estrutura móvel em ciclos de três anos (ciclos LTI 20-22; LTI 21-23; LTI 22-24; LTI 23-25) que prevêem metas revisadas no início de cada ano, para garantir o alinhamento constante entre as metas e o sistema de incentivos.

O Conselho de Administração da Pirelli aprovou hoje as metas do novo plano de incentivo monetário de três anos 2021-2023 para a gestão do grupo Pirelli (“Novo Plano LTI“), correlacionado às metas do Plano Estratégico 2021-2023 | 2025. O Novo Plano de LTI, assim como o anterior, está em linha com as práticas de retribuição variáveis adotadas em nível internacional e é baseado no desempenho das ações da Pirelli (o chamado TSR), permitindo assim o alinhamento dos interesses da administração com os dos acionistas. O Novo Plano de LTI, como no passado, é totalmente autofinanciado na medida em que os encargos relativos são incluídos nos dados econômicos do plano industrial.

O Novo Plano de LTI envolve as seguintes metas:

  • Retorno Total de Acionista (TSR) relativo, com peso na meta de 40% do prêmio de LTI em comparação com um painel selecionado de pares Tier 1;
  • fluxo de Caixa Líquido do Grupo (antes dos dividendos), com peso na meta de 40% do prêmio de LTI;
  • posicionamento da Pirelli em indicadores de sustentabilidade selecionados em nível global, com peso na meta de 20% do prêmio LTI.

A data de qualquer primeiro desembolso ocorrerá no primeiro semestre de 2024 (caso os resultados de 2021-2023 sejam alcançados).

Os participantes do Novo Plano LTI, entre outros, incluirão o Vice-Presidente Executivo e CEO da Pirelli & C. Marco Tronchetti Provera, o Vice-CEO Giorgio Luca Bruno (uma vez nomeado), o Gerente Geral de Operações Andrea Casaluci e os gerentes qualificados pelo Conselho como “gestores com responsabilidade estratégica”. O Novo Plano LTI também se dirige a Gerentes Seniores (incluindo o diretor Giovanni Tronchetti Provera, em sua função de Gerente Sênior) e Executivos de grupo (gerentes da empresa italiana ou funcionários de unidades estrangeiras com cargos ou funções equivalentes aos gerentes italianos).

Caso o mandato cesse e/ou a relação de empregado seja encerrada por qualquer motivo antes do final do período de três anos, o beneficiário deixa de participar do Plano e, como consequência, o prêmio de LTI não será concedido, nem em uma base pró-quota. Para diretores da Pirelli & C. envolvidos em encargos específicos e que terminam suas funções porque seus mandatos terminaram e não são posteriormente nomeados nem mesmo como diretores, o pagamento pró-quota do LTI, entretanto, está previsto.

O Conselho de Administração da Pirelli também aprovou hoje, por proposta da Comissão de Vencimentos – que, como já se sabia, tinha recebido mandato do mesmo Conselho de Administração em 5 de agosto de 2020 – o ajuste da meta de Fluxo de Caixa Líquido acumulado do grupo (antes dos dividendos) do plano de incentivo monetário de três anos para o período 2020-2022. O ajustamento do Fluxo de Caixa Líquido foi efetuado com o objetivo de alinhá-lo ao guia anunciado ao mercado em 5 de agosto de 2020, na sequência da emergência sanitária associada à propagação da Covid-19 que originou uma revisão do Plano Estratégico 2020-2022 e lançamento do Plano Estratégico 2021-2023 | 2025. Após a aquisição da Cooper pela Goodyear (incluída no painel de referência da meta de TSR) ocorrida no início de 2021, o Plano de LTI prevê a possibilidade de normalizar – no caso de impactos significativos – os efeitos potenciais da meta de TSR.

O Novo Plano de LTI foi deliberado também nos termos do artigo 2389 do Código Civil, por proposta da Comissão de Vencimentos, com parecer favorável da Comissão de Auditoria em relação às matérias para as quais tal parecer é solicitado. Além disso, o Novo Plano de LTI será incluído na política de remuneração que será submetida à aprovação da assembleia geral convocada para aprovar os resultados financeiros anuais até 31 de dezembro de 2020.

Para mais informações sobre o funcionamento do Novo Plano de LTI, consulte o Relatório ilustrativo e o documento informativo que estará à disposição do público, nos termos e forma previstos na regulamentação aplicável.

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OS RESULTADOS CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2020 APROVADOS

O ano financeiro de 2020 encerrou com um lucro líquido de 42,7 milhões de euros (457,7 milhões de euros em 31 de dezembro de 2019).

O lucro líquido da empresa Pirelli & C. Spa Holding foi igual a 44 milhões de euros (273,2 milhões em 31 de dezembro de 2019). Na assembleia geral convocada para 15 de junho de 2021, o Conselho de Administração proporá a distribuição de um dividendo, também mediante a retirada de parte dos lucros apurados em exercícios anteriores, de 0,08 euros por ação, num total global de 80 milhões.

Recorda-se que a Pirelli, após as medidas tomadas para conter os efeitos decorrentes da pandemia Covid-19, transferiu integralmente os lucros do exercício financeiro de 2019. O dividendo para o exercício de 2020 será pago a partir de 23 de junho de 2021 (dividendo aos acionistas registrado em 21 de junho de 2021 e data de registro em 22 de junho de 2021).

Todos os resultados do exercício de 2020 foram divulgados ao mercado no dia 10 de março de 2021.

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Emissão de títulos

De acordo com as disposições da Bolsa de Valores italiana, observe que a empresa não possui títulos com vencimento nos próximos 18 meses e que, no decorrer do exercício financeiro de 2020, emitiu um empréstimo de bônus sênior sem garantia, e sem garantia de juros, de 500 milhões de euros com vencimento em 2025, cuja convertibilidade foi aprovada em Assembleia Geral de 24 de março de 2021.

Convocação da Assembleia de Acionistas e governança corporativa

O Conselho de Administração decidiu convocar – em uma reunião combinada, em 15 de junho de 2021 – a reunião de acionistas em sessão ordinária que será solicitada para:

- aprovar as demonstrações financeiras de 2020 e as resoluções relacionadas com a distribuição de dividendos;

- complementar o Conselho de Administração por meio da nomeação de um novo Diretor que o Conselho de Administração propõe na pessoa de Giorgio Luca Bruno;

- renovar o Conselho Fiscal em decorrência do término do mandato em curso. A reunião, com mecanismo de votação por lista, determinará os membros do Conselho Fiscal para o triênio 2021/2023, bem como fixará a sua remuneração e o seu Presidente;

- aprovar a Política de Remuneração, bem como aprovar, para a parte vinculada ao Retorno Total ao Acionista, a adoção de um novo plano de incentivo monetário – Incentivo de Longo Prazo (LTI) – destinado a toda a administração do Grupo e correlacionado com os objetivos do novo Plano Industrial 2021-2022 | 2025;

- pronunciar-se, com voto consultivo, sobre a remuneração paga no exercício de 2020.

O anuário “Relatório sobre o governo societário e estrutura acionária” será também apresentado à assembleia geral, no qual, em particular, serão destacados os resultados positivos do processo de autoavaliação anual do Conselho de Administração e – conforme recomendado pelo regulamento de conduta emitida pelo Conselho Nacional de Contadores e Peritos Contabilistas (CNDCEC) em relação às sociedades cotadas – do Conselho Fiscal.

Mais informações sobre o indicado acima estarão disponíveis no Relatório ilustrativo do Conselho de Administração, que também contém as propostas de deliberação individuais para a assembleia geral.

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O relatório financeiro de 2020, que estará à disposição do público de acordo com os procedimentos e termos da lei, conterá também (capítulo “Relatório da Gestão Responsável da Cadeia de Valor”) a Demonstração Não Financeira Consolidada anual nos termos do Decreto Legislativo número 254 datado de 30 de dezembro de 2016, aprovado hoje pelo Conselho de Administração.

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The Manager Responsible for the preparation of the company accounting documents for Pirelli & C. S.p.A., Dr Francesco Tanzi, declares in accordance with paragraph 2 of article 154 bis of the Testo Unico della Finanza that the accounting information contained in the present press release complies with the accounting books and records.

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““Forward-looking statements” (including opinions, forecasts or expectations about any future event) that may be contained in this press release are based on a variety of estimates and assumptions by the Group, including, among others, estimates of future operating results, the value of assets and market conditions. These estimates and assumptions are inherently uncertain and subject to numerous business, industry, market, regulatory, geo-political, competitive and financial risks that are outside of the Group’s control. There can be no assurance that the assumptions made in connection with the forward-looking statements will prove accurate, or that the actual results will not differ materially. The inclusion of the forward-looking statements herein should not be regarded as an indication that the Group considers the forward-looking statements to be a reliable prediction of future events and the forward-looking statements should not be relied upon as such.

Forward looking statements do not take into account any additional negative effects that may arise from impacts on the global market in which Pirelli operates and more generally on the macroeconomic scenario, also following any eventual governmental measures related to the spread of Covid-19 (SARS-CoV-2) and any potential delay in the vaccination campaign.

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Pirelli – Dados financeiros em 31 de dezembro de 2020

(°) Adjustments refers to one-off, non recurring and restructuring expenses to the amount of euro 99.3 million (euro 124.1 million for 2019), expenses relative to the retention plan approved by the Board of Directors on February 26, 2018 to the amount of euro 8.4 million (euro 6.9 million for 2019), and COVID-19 direct costs to the amount of euro 59.8 million. For 2019 it had also included income from Brazilian tax credits to the amount of euro 71.0 million.

(°°) The item includes the impacts deriving from the application of the accounting standard IFRS 16 – Leases, to the amount of euro +103.9 million on EBITDA (euro +104.3 million for 2019) and euro -22.3 million on financial expenses (euro -24.0 million for 2019).


Pirelli – Dados do balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2020

Demonstrativo Financeiro

O Conselho de Administração da Pirelli & C. aprovou os resultados consolidados de 2020 e o Plano Industrial 2021-2022 | 2025, que foi apresentado à comunidade financeira pelo Vice-Presidente Executivo e CEO, Marco Tronchetti Provera, e pela Alta Administração.

A emergência desencadeada pela Covid-19 viu a empresa responder à crise de forma unificada, graças também à experiência adquirida na China desde o início da pandemia, acelerando o processamento de dados, aumentando o uso da virtualização e focando ainda mais na sustentabilidade, no centro da gestão do capital humano, no ciclo de vida do produto e na cadeia de abastecimento.

O CENÁRIO

O Plano Industrial Pirelli 2021-2022 | 25 inclui duas fases distintas no nível macroeconômico:

- 2021-2022: fase caracterizada por uma recuperação substancial do PIB global (com uma taxa média anual igual a +4,6%, impulsionada pela China com +6,6% e EUA com +4,9%), atrelada à campanha de vacinação. Espera-se uma valorização geral do euro, em particular em relação ao dólar;

- 2023-2025: fase de estabilização do crescimento (com taxa média anual global de 3,1% esperada no período, novamente impulsionada pela China com +5,3%) e do mercado de câmbio.

Em nível demográfico, em 2025 haverá mais de 500 milhões de consumidores “high-end” com prioridades redefinidas pela Covid-19, mais focados em: bem-estar e segurança, impacto ambiental, economia digital e procura de serviços cada vez mais online, com reflexos nos métodos de compra também no setor de pneus.

Quanto ao nível da mobilidade, após queda em 2020, o total de “milhas percorridas” globalmente crescerá rapidamente para atingir cerca de 11,8 trilhões de milhas em 2025 (>13 trilhões no plano anterior). Isso destacará duas tendências: uma preferência pronunciada pós-Covid pelo uso de carros particulares, mesmo a longo prazo (em 2025 as milhas percorridas serão cerca de 10 trilhões de acordo com o plano antigo), com um uso mais contido de novas formas de mobilidade (por exemplo, compartilhamento de carro e aluguel/locação de veículos), e uso crescente de veículos de duas rodas. Um fator importante será o aumento do uso de veículos elétricos: em 2025 eles passarão a compor 35% da produção de automóveis Premium e Prestige (30% no plano anterior) e 11% do parque automotivo global (9% no plano anterior). Isto define um desafio tecnológico considerável e coloca uma barreira competitiva significativa para o desenvolvimento de pneus que devem suportar cargas mais pesadas, ter menor resistência ao rolamento, oferecer mais aderência e um nível de ruído mais baixo.