Baku: o circuito de rua mais veloz do ano, com a maior reta

Baku, de 27 a 29 de abril de 2018

Comparado ao ano passado, a seleção de pneus que a Pirelli leva para Baku são dois níveis mais macios, com o macio, supermacio e o ultramacio nomeados para a disputa. Um passo é da seleção de fato, outro é porque todos os compostos de 2018 são um nível mais macios do que os seus equivalentes usados em 2017. Esta não é a única importante diferença. Este ano, o Grande Prêmio do Azerbaijão está sendo realizado dois meses antes do que era anteriormente, ou seja, podemos esperar condições climáticas mais frias.

OS TRÊS COMPOSTOS SELECIONADOS

O CIRCUITO DO PONTO DE VISTA DO PNEU
  •  Com a corrida começando logo após às 16h locais, a temperatura da pista vai esfriar rapidamente com o pôr do sol. Nenhuma das sessões de treinos livres acontecem no mesmo horário marcado para a corrida.
  •  Como a pista de Baku é um circuito de rua cercada por edifícios, existem muitas áreas do traçado com luz e sombras, o que torna ainda mais difícil para avaliar a temperatura do asfalto.
  •  A reta principal tem dois quilômetros de comprimento, o que significa que os pneus podem esfriar antes da área de frenagem. Depois de Spa, Baku é a volta mais longa da temporada.
  •  As estratégias do ano passado foram afetadas por entradas do carro de segurança e uma bandeira vermelha, que pode desempenhar um papel preponderante na estreita pista. Os carros já se emaranharam nas curvas apertadas de Baku anteriormente.
  •  A estratégia vencedora envolveu três mudanças de pneus no ano passado, com a segunda mudança ocorrendo durante o período do carro de segurança e, a terceira, durante a bandeira vermelha. Daniel Ricciardo venceu a corrida partindo da décima colocação com uma estratégia de pneus saindo do supermacio e passando pelo macio, supermacio e novamente o supermacio no fim.
  •  Um dos maiores desafios para os pilotos no ano passado foi aquecer os pneus dianteiros e traseiros da mesma forma. Com condições climáticas mais frias, esse problema poderá ser acentuado.

Mario Isola, líder de competições de veículos da Pirelli: “O GP do Azerbaijão deve ter bem diferente desta vez, já que será realizado dois meses antes do que foi no ano passado e, presumivelmente, apresentando um contraste em termos de condições meteorológicas. Em 2017, as temperaturas da pista atingiram um pico de mais de 50 graus centígrados. No ano passado, sentimos que estávamos um pouco conservadores demais com a nomeação dos pneus no Azerbaijão, no primeiro ano do novo regulamento dos pneus, com o médio não sendo usado de verdade. Então, nós sentimos que este ano tivemos escopo para sermos um pouco mais agressivos com as nomeações. Isso deve fazer com que todos os três compostos sejam utilizados como opções realistas de corrida, com algumas estratégias de corrida inventivas, como vimos nos dois últimos grandes prêmios realizados no Bahrein e na China”.

O QUE HÁ DE NOVO
  •  Mercedes, Ferrari e Red Bull foram todos por caminhos diferentes nas escolhas dos pneus, com a Mercedes e Ferrari diferindo ainda entre ambos os seus pilotos.
  •  A Blancpain GT Series Endurance Cup começou no circuito caseiro da Pirelli de Monza, na Itália, no último fim de semana. O trio Vanthoor/Riberas/Mies com um Audi R8 LMS saiu vitorioso.
  •  A Fórmula 2 continua em Baku, como a única corrida de suporte no Azerbaijão na programação.

PRESSÕES MÍNIMAS PARA A LARGADA

Minimum described tire pressures 22.0 psi (pneus dianteiros) – 21.0 psi (pneus traseiros)
   


LIMITES DE CAMBAGEM

-3.50° (pneus dianteiros) – -2.00° (pneus traseiros)
   


PNEUS SELECIONADOS ATÉ O MOMENTO