Xangai, de 13 a 15 de abril de 2018

A terceira corrida da temporada apresenta a primeira nomeação do ano com uma lacuna entre os compostos selecionados – médio, macio e o ultramacio. Na China, há sempre uma chance dos pneus Cinturato para uso em pista molhada serem utilizados também. O circuito de Xangai oferece uma mistura mais ou menos igual de retas e curvas, com as curvas oferecendo uma grande variação de velocidades e raios. É uma das corridas que a estratégia, muitas vezes, tem feito diferença no passado.

Os três compostos selecionados

O circuito do ponto de vista do pneu

•  As curvas um e 13 são as mais exigentes para os pneus. A curva um possui raio decrescente que leva diretamente para a curva dois, enquanto a longa curva 13 é feita em alta velocidade.
•  Há uma longa reta que pode ter o efeito de resfriamento para os pneus, significando que os pilotos devem prestar atenção à área de frenagem: esta é, também, uma oportunidade chave para ultrapassagens.
•  O circuito não é muito utilizado durante o ano, o que pode torná-lo muito ‘verde’.
•  A estratégia de 2017 foi influenciada pela chuva e pelos carros de segurança. Lewis Hamilton venceu com uma estratégia de duas paradas, iniciando com pneus intermediários e fazendo dois stints com pneus macios.
•  É um circuito rápido e muito fluído, com forças laterais (nas curvas) mais predominantes do que forças longitudinais (aceleração e frenagem).
•  No tempo frio, alguma forma de “macarrãozinho” na superfície dos pneus tem sido observada no passado: especialmente nos treinos livres.
•  A superfície é bastante lisa, tornando mais fácil encontrar um acerto consistente: o principal desafio é identificar o melhor compromisso entre pressão aerodinâmica e arrasto para encontrar o nível de acerto ideal das asas.

Mario Isola, líder de competições de veículos da Pirelli: “A nova gama de compostos de 2018 mais ampla dos P Zero nos permitiu definir algumas indicações este ano onde há uma lacuna nos pneus selecionados: no caso da China, ao lado do médio, pulamos direto para o ultramacio, deixando o supermacio de fora. Há uma grande diferença entre os compostos médio e os mais macios, que são muito próximos um do outro (com exceção do hipermacio). Então, por deixar o supermacio de fora na China, acabamos com três escolhas que são igualmente espaçadas (entre elas) em relação ao desempenho, abrindo várias possibilidades diferentes de estratégia. Esses cálculos já começaram com as equipes selecionando diferentes quantidades do ultramacio para a corrida e, também, vimos algumas abordagens diferentes para o treino classificatório. Como a China é uma corrida imprevisível de qualquer forma, graças a um número de diferentes oportunidades de ultrapassagem e o clima notoriamente variável, esta nomeação dos pneus introduz outro parâmetro que esperemos contribuir para um espetáculo ainda melhor.”

O que há de novo

•  O P Zero roxo faz sua estreia na etapa chinesa, enquanto o supermacio, que foi selecionado para a corrida do ano passado, ficou ausente.
•  A etapa da China é ligeiramente mais tarde no calendário este ano, trocando lugares com Bahrein para 2018.
•  O programa Pirelli Hot Laps da Fórmula 1 continua em Xangai, com a Mercedes-AMG entrando para o programa.

Pressões mínimas para a largada

21.0 psi (pneus dianteiros) e 20.0 psi (pneus traseiros)

Limites de cambagem

-3,50º (pneus dianteiros) e -2,00º (pneus traseiros)

Pneus selecionados até o momento