Nos testes realizados com equipes da Fórmula 1 em 2013, a Pirelli não favoreceu nenhum time e, como sempre, agiu profissionalmente, com transparência e absoluta boa fé. Os compostos em questão não serão utilizados na atual temporada, uma vez que integram a gama de produtos que está em desenvolvimento em vista de uma eventual renovação do contrato de fornecimento de pneus para a categoria em 2014.

A empresa reforça que nenhum dos testes foi feito com o objetivo de beneficiar algum carro específico, mas somente para testar soluções para os pneus que devem ser utilizados em campeonatos futuros. Assim, o uso do carro da Mercedes foi resultado de comunicação direta entre a FIA e a própria equipe. A Pirelli não solicitou, de forma alguma, a Mercedes, FIA ou outras equipes, que foram convidadas a participar dos testes de desenvolvimento dos pneus para 2014, a utilização de um carro da atual temporada.

Os pneus que serão testados pelos times nos treinos livres em Montreal, no Grande Prêmio do Canadá, até hoje não foram usados por nenhuma equipe. Em relação aos novos compostos, o problema de delaminação foi resolvido pelos técnicos da Pirelli exclusivamente em testes em laboratório. A delaminação, que ocorreu apenas em quatro situações e sempre em razão de detritos na pista, nunca colocou em risco a segurança dos pilotos, mas a imagem da Pirelli – este é o motivo da empresa ter decido intervir de imediato.

De acordo com as regras que regem sua conduta, a Pirelli sempre respeitou os limites contratuais estabelecidas entre a FIA, as equipes e os organizadores da competição, assim como os princípios de lealdade esportiva.

A Pirelli reafirma, no entanto, a necessidade de realizar testes para o desenvolvimento dos pneus, os quais são adequados e regulados por normas claras e compartilhadas entre as partes interessadas. A companhia confirma sua disponibilidade, conforme já comunicado às escuderias por diversas vezes, para organizar testes com vistas ao desenvolvimento dos compostos para 2014 com todas as equipes do campeonato.

 

RESPOSTAS DA PIRELLI PARA A FIA

Em relação aos questionamentos recebidos da FIA, a Pirelli prontamente providenciou as respostas necessárias para esclarecer os resultados dos testes e quais foram as suas responsabilidades.

 

SEM FAVORITISMO: TESTES DE DESENVOLVIMENTO PARA OS PNEUS DE 2014 FORAM OFERECIDOS A TODOS

 

Os testes foram conduzidos de acordo com o contrato firmado entre a Pirelli e a FIA, o qual dá à fornecedora a possibilidade de realizar testes de desenvolvimento de pneus com cada uma das equipes por até 1.000 quilômetros, sem especificar que tipo de carro será usado nem sancionar a presença simultânea de todas as escuderias na execução dos testes.

Neste contexto, desde 2010 a Pirelli deixou claro que não é possível nem útil realizar este tipo de teste com todos os times simultaneamente. De fato, este tipo de teste que visa o desenvolvimento tecnológico e a pesquisa por novas soluções envolve muitos tipos diferentes de pneus, os quais devem ser avaliados por um único carro por vez.

Os testes para as especificações do campeonato, no entanto, são diferentes, uma vez que ocorrem nos treinos de inverno e contam com a participação de todas as escuderias, de forma a encontrar as soluções mais satisfatórias a todos os carros que integram a competição. Por este motivo, a Pirelli insiste na necessidade de realizar os testes de inverno em condições que serão de fato encontradas no decorrer da temporada.

Em março de 2012, inclusive, a Pirelli enviou um e-mail para todas as equipes, FIA e FOM com um convite aos times para indicar suas disponibilidades para a realização de testes para o desenvolvimento dos pneus que seriam utilizados em 2013. Além disso, a fornecedora explicou que havia a necessidade de conduzir os testes com os carros das escuderias, uma vez que não dispunha de um modelo próprio que fosse adequado para este fim (a Pirelli tem usado de um Renault 2010 adaptado e, antes disso, um Toyota 2009).

O convite foi repetido posteriormente em diferentes contextos oficiais e reforçado com algumas equipes no último mês de março para o desenvolvimento dos compostos de 2014.

TESTES CONDUZIDOS EM BARCELONA FORAM PARA O DESENVOLVIMENTO DOS COMPOSTOS DE 2014 E NÃO PARA MODIFICAÇÕES NOS DE 2013

 

Estes testes, como sempre, foram realizados com um composto único nunca utilizado em um campeonato, considerando estruturas que não estão em uso na temporada atual ou que não serão utilizadas posteriormente no decorrer de 2013. Os testes dos pneus foram conduzidos “no escuro”, o que significa que as equipes não tinham informações sobre quais especificações estavam sendo avaliadas ou sobre o seu objetivo em si – elas também não receberam informações posteriores.

Além disso, os testes não consideraram de forma alguma a delaminação, uma vez que este problema havia sido tratado e resolvido pelos técnicos da Pirelli em testes em laboratório, com base em informações obtidas durante as primeiras corridas da temporada 2013.

A Pirelli sempre solicitou carros que tivessem performance compatíveis com aqueles que estão sendo utilizados no decorrer do campeonato, mas nunca referiu-se àqueles que são efetivamente utilizados nas provas de 2013.

“MERCEDES 2013” EM BARCELONA FOI OBJETO DE DISCUSSÃO ENTRE A EQUIPE E A FIA. PIRELLI NÃO SOLICITOU NEM TEVE CONHECIMENTO SOBRE VIOLAÇÃO DE REGRAS

 

O teste em Barcelona foi conduzido em cooperação com a Mercedes entre 15 e 17 de maio de 2013. A escuderia disponibilizou um carro e os dois pilotos titulares, que se alternaram no volante em dias diferentes.

O estudo foi feito com um composto de base, e não em uso, em 12 estruturas diferentes, as quais nunca foram utilizadas em 2013, apenas uma com kevlar. Com isso, a equipe não teve qualquer vantagem no que se refere à aquisição de conhecimento sobre o comportamento dos pneus que estão em uso nesta temporada.

O tipo de carro utilizado durante os testes foi objeto de discussões diretas realizadas entre a Mercedes e a FIA, conforme mostrado em troca de e-mails entre a escuderia e a Pirelli. A Mercedes, em particular, informou à Pirelli que seu modelo 2011 não poderia ser utilizado e que já havia contatado a FIA sobre o uso do carro de 2013. Não há dúvidas que as questões relativas ao veículo eram de domínio exclusivo da escuderia e que a Pirelli foi excluída desta questão – não obstante a necessidade da Pirelli, sob o ponto de vista técnico, de ter um carro representativo em termos de impacto no desenvolvimento dos pneus.

Para confirmar que se tratava de um teste comum de desenvolvimento e não com foco em intervenções específicas, a Pirelli não fez solicitações acerca dos pilotos ou da equipe da Mercedes que estaria presente nos testes.

PNEUS EXPERIMENTAIS PARA O GP DO CANADÁ NUNCA FORAM USADOS

 

Os pneus com a nova estrutura de kevlar que serão dados às escuderias durante os treinos livres no GP do Canadá, em Montreal, serão testados pela primeira vez em pista, após desenvolvimento em laboratório. Os novos compostos superaram o problema de delaminação.

 

SEM MUDANÇAS NA DURAÇÃO DOS PNEUS

 

A Pirelli não fez modificações que afetem a duração dos pneus e, consequentemente, o número de paradas nos boxes, em função da falta de unanimidade entre as equipes.