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É do Brasil... por pouco

Se voltarmos ao início da Fórmula 1®, uma rodada no Brasil pareceria tão possível de acontecer quanto uma na Antártida. Mas então o Grande Prêmio aportou aqui em 1973, tornando-se parte fundamental do calendário

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É do Brasil... por pouco

Naquele ano, Emerson Fittipaldi vencia o primeiro de seus dois títulos mundiais, pela Lotus. O segundo título viria no ano seguinte, pela McLaren. Após esse momento de destaque, que despertou um apoio popular nas arquibancadas geralmente visto no futebol, a mania nacional, dois outros pilotos verde-e-amarelo viriam a inspirar a adoração de seus fãs: Nelson Piquet e Ayrton Senna. Ambos campeões, claro, cujos destinos estavam ligados à Pirelli. Piquet venceu sua corrida final com pneus Pirelli no Grande Prêmio do Canadá de 1991, correndo pela Benetton. Senna fez sua estreia no campeonato com pneus Pirelli, correndo pela Toleman, em 1984.

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Fittipaldi, Piquet, Senna: por mais de 20 anos, esses grandes brasileiros fizeram a Fórmula 1® dançar ao som do samba, a mais de 300 km/h. Aliás, um samba vencedor: juntos, eles conquistaram 78 grandes prêmios e oito títulos mundiais nas 20 temporadas entre 1972 e 1991. Ou seja, os brasileiros estiveram por cima por quase metade desse período inesquecível e emocionante da Fórmula 1®, até o desfecho fatal em 1º de maio de 1994, que culminou na morte de Ayrton Senna e da soberania brasileira na Fórmula 1®. Eis que chegam dois Felipes, Massa e Nasr. Os guardiões desse legado. Entretanto, eles mantêm um perfil menos chamativo. No caso de Massa, este será seu último Grande Prêmio do Brasil - o piloto anunciou sua aposentadoria para o fim da temporada.

Ele encerrará uma carreira que terá visto 250 grandes prêmios até o fim do ano, tornando-o o sétimo piloto mais ativo na história da Fórmula 1®. Antes dele vieram Rubens Barrichello (outro brasileiro, digno de ter sua história contada), Michael Schumacher, Jenson Button, Fernando Alonso, Riccardo Patrese e Jarno Trulli. Massa tem 11 vitórias, todas durante seu grande momento na Ferrari. Há um infortúnio nessa história aliás, pois em 2008 ele poderia ter facilmente se tornado campeão mundial, tornando-se uma das lendas brasileiras na Fórmula 1®, não fossem dois incidentes que o impediram de conquistar o título quando este estava ali tão perto.

Em 2008, Massa venceu 6 das 11 corridas que ganhou. Cinco delas foram condensadas no que se tornou praticamente a metade de uma temporada: de Bahrein, em abril, à Bélgica, no início de setembro. Era a Ferrari em seu melhor momento na era pós-Schumacher: uma equipe competitiva por natureza e que era capaz de evoluir rapidamente junto com sua parte técnica.

Daí veio Cingapura: a primeira corrida do circuito de rua da cidade-estado, com sua atmosfera de festa e luzes estonteantes para marcar a primeira corrida noturna na história da Fórmula 1®. Massa foi perfeito, fez tudo o que tinha que fazer: obteve a pole position e teve um ótimo início na liderança da corrida. Quer dizer, até chegar nos pit stops: uma das paradas mais infelizes na história da Ferrari e também da história da Fórmula 1®. É impossível esquecer a mangueira de combustível presa à Ferrari naquela parada. Felipe Massa, que não havia notado, deu a partida. E parou ali mesmo. Ele fez uma parada brusca no fim do pit lane ao ver que a mangueira jogava combustível para todo lado - com todos os riscos relacionados a um pit lane ocupado e cercado de máquinas a temperaturas altas. No fim, não houve incêndio e ninguém se machucou. Mas todas as esperanças de vitória ou mesmo de uma ótima pontuação para Massa desapareceram.

O segundo momento triste da temporada adversa de 2008 veio na corrida final da temporada, em Interlagos, e Felipe já estava perto de obter o título. Novamente, ele fez o que precisava e até mesmo venceu a corrida. Mas uma chuva torrencial e repentina, uma das que conseguem transformar Interlagos praticamente em um ringue de patinação perigoso, pôs tudo a perder. Atrás dele vinham Alonso, Raikkonen e Vettel. Atrás deles, Timo Glock, pela Toyota, que enfrentava problemas justamente na parte final da última volta. O carro vermelho e branco desacelerou na subida rumo à linha de chegada, dando à McLaren de Lewis Hamilton a oportunidade de passar algumas centenas de metros antes da linha de chegada. Essa foi uma das manobras mais importantes da vida de Hamilton, pois aquele quinto lugar permitiu que ele, já três vezes campeão mundial, conquistasse seu quarto campeonato por apenas um ponto.  Permanece a lembrança daquela volta final fatídica em Interlagos: o olhar de descrença do rosto do pai de Massa, Luis Antonio. Sua felicidade irrestrita transformou-se no mesmo instante em choque ao ver que o quinto lugar de Hamilton, no último momento, tirou de seu filho um título tão desejado.

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