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O que é a Arquitetura Sustentável

Ter uma visão holística das atividades de construção em termos ecológicos, econômicos e sociais ao longo de todo o ciclo de vida do projeto é a proposta da Arquitetura Sustentável

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O que é a Arquitetura Sustentável

A Arquitetura Sustentável é um braço da arquitetura que utiliza técnicas de construção ambientalmente amigáveis e materiais que minimizam qualquer tipo de poluição ambiental, tanto física quanto química.

Ela leva em conta todas as medidas de prevenção dos principais danos ao ecossistema de onde a edificação é construída, os perigos para a saúde das pessoas (desde os trabalhadores até os usuários do imóvel) e também preza pela relação da obra com o ambiente local, regional e global. A Arquitetura Sustentável é uma inevitável solução para o fato de que nossos recursos são limitados e que não se pode encontrar ou comprar mais espaços livres em nossas cidades. 

É necessária uma abordagem integral de planejamento para se construir de uma maneira econômica, social e ecologicamente sustentável. No mundo de hoje - que sofre constante influência da mudança do clima global, onde ainda existe a exploração de recursos limitados e crescentes conflitos sociais e econômicos - a capa da Arquitetura Sustentável pode trazer uma contribuição significativa para a estabilidade social. Implica por exemplo:

- Na mudança dos conceitos locais de arquitetura convencional, na direção de projetos flexíveis com possibilidade de readequação para futuras mudanças de uso e atendimento de novas necessidades, relacionados a uma alta eficiência e baixa manutenção;

- Na busca de soluções que potencializem o uso racional de energia ou de energias renováveis como a solar, o uso de sistemas de ventilação natural, elementos que criem impacto no aquecimento e refrigeração do ambiente, além de priorizar uma iluminação natural e redução no uso de matriz energética suja;

- Na gestão ecológica da água;

- Na redução do uso de materiais que por definição causem impactos ambientais;

- Na redução dos resíduos da construção com cuidados especiais que diminuam as perdas e priorizem a reutilização de materiais.


Alguns grupos de arquitetos ao redor do mundo defendem a Arquitetura Sustentável como uma cooperação responsável pelo futuro do desenvolvimento da sociedade. E explicam os cinco princípios base para a sustentabilidade aplicada na arquitetura:

Ecologia
A utilização correta de materiais, de acordo com as suas propriedades naturais, em combinação com uma moderna tecnologia de construção, que alia técnicas ecológicas de sustentabilidade e, ao mesmo tempo, cria importante valor econômico. 

Os materiais regenerativos, por exemplo, precisam de menos energia na produção. Portanto é possível substituir vigas de concreto nas estruturas da obra pelo uso de madeira natural - acompanhada de selos de certificado ou de ciclo renovador de pouca duração, ou até mesmo pelo bambu – que está em estudo por ser um sustentável substituto do aço, devido a sua resistência e flexibilidade além do baixo impacto gerado em seu cultivo. 

Além disso, deve-se utilizar de blocos e tijolos de terra comprimida, tintas não tóxicas, fazer uma análise de acabamentos que utilizam o produto natural, o telhado ecológico, a utilização de palha e fibras naturais na decoração, um projeto de paisagismo que harmoniza as plantas e jardins com os ambientes residenciais ou de trabalho. Todas essas soluções já foram utilizadas na engenharia civil sustentável e são ótimas dicas de aplicação da Arquitetura Sustentável.

Economia
Somente quando as pessoas puderem pagar, é que a solução será utilizada. Portanto o grande desafio da Arquitetura Sustentável é encontrar soluções adequadas e acessíveis. A implementação de construções sustentáveis gera mais condições econômicas se integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto. E ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um prédio convencional, a economia do uso de recursos pode ser de 30%, durante a vida do imóvel.

Além disso, a construção verde provoca uma valorização na integração sociedade-ambiente e gera processos numa balança positiva para o meio-ambiente. Pela crescente procura por esse tipo de projeto, tende a causar à construção sustentável cada vez maior viabilidade. 

A construção sustentável também vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos.

Sociedade
Um projeto que envolve arquitetura e urbanismo é sempre um fator determinante nas condições de vida das pessoas. A Arquitetura Sustentável cria ambientes que promovem a integração social com o meio ambiente. Mas que tipo de sociedade queremos construir? O planejamento neste conceito inclui, dentre outras categorias, aspectos da dignidade humana, proximidade, diversidade e uso misto das áreas, aumentar o valor ambiental e socioeconômico de uma área já existente, ou mesmo restaurar o seu valor inicial. 

É importante a educação conjunta da sociedade em um pensamento holístico, orientado para o ciclo de vida em todas as formas da arquitetura, que é o pré-requisito para a criação da qualidade de vida.

Desejo criativo
Para muitas pessoas criatividade é algo ligado ao imprevisto, ao surpreendente. Mas toda atividade criativa é essencialmente proveniente da solução de algum problema. Na Arquitetura Sustentável a liberdade criativa é infinita. É o resultado da consciência da necessidade de apoiar a diversidade representada por pessoas, artes e meio ambiente.
Esse é um processo mental, que combina força, iniciativa e flexibilidade e resulta em produtos valiosos, funcionais, inovadores e reciclados, que propõe o atendimento a médio e longo prazo da solução de problemas ambientais e sociais.

Incentivo 
As pessoas envolvidas no processo de planejamento e desenvolvimento urbano devem estar conscientes de sua responsabilidade. Sem incentivo, as soluções sustentáveis e inovadoras ganham barreiras para ser colocadas em prática. Em um padrão internacional, diversas medidas de incentivo são propostas.

Por aqui, um exemplo nacional de medida de incentivo é o IPTU Verde. Trata-se de um desconto no valor do IPTU para o contribuinte que construir ou reformar a sua casa ou empresa implantando sistemas eco eficientes em sua obra, como a captação e reuso da água, geração de energia, tratamento de resíduos, aproveitamento bioclimático e uso de materiais provenientes de fontes naturais renováveis ou recicladas. Esse projeto foi aprovado em algumas cidades do Brasil como por exemplo: Campinas, Guarulhos e Araraquara (em SP), Rio de Janeiro (RJ) e Vila Velha (ES), e deve se expandir.

É indiscutível, portanto, que os edifícios do futuro terão de consumir uma energia radicalmente menor. Os novos lançamentos imobiliários são um reflexo dessa tendência. Uma mistura de materiais que respiram, fachadas que interagem ao sol e calor, espaços com conforto que criam seu próprio sistema climático – praticamente um novo guia na área de Arquitetura, o gera uma mudança de paradigma que dificilmente poderia ser mais profunda.

A construção sustentável não será mais entendida pela natureza como um oponente, mas como um modelo. A arquitetura, como se pode dizer, é biologizada. Casas tomam a forma de células do corpo, e as paredes representam materiais que respondem ao estímulo que vem de fora, pela natureza. Tudo em perfeita harmonia.

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