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O legado italiano na Serra Gaúcha

Documentário eterniza a influência da imigração no Rio Grande do Sul

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O legado italiano na Serra Gaúcha

A Pirelli é uma empresa italiana que chegou ao Brasil em 1929, mas no final do século XIX muitos imigrantes já estavam por aqui trocando experiências com os brasileiros e se encantando com a riqueza da cultura europeia. Até hoje é possível ver a grande influência da Itália na região da Serra Gaúcha no vinho produzido, na música, na gastronomia e na arquitetura.

A diretora e roteirista Marcia Monteiro pretendia fazer um filme sobre vinho, mas quando chegou no Rio Grande do Sul percebeu que tinha muitos assuntos interessantes que não poderiam ficar de fora do documentário. Foi então que surgiu o ‘Legado Italiano’, que está disponível nas plataformas digitais.

Marcia conta que não havia nenhum registro audiovisual sobre o vinho brasileiro e por isso resolveu contar essa história. Logo na primeira visita à Serra Gaúcha, conheceu Remy Valduga, autor do livro ”O Sonho de um Imigrante”, e se deu conta da importância da vinda dos italianos para o Brasil. “O livro me permitiu mergulhar no tempo e perceber o que representou a imigração e os desafios vivenciados. A partir daí eu conheci lugares e pessoas que me possibilitaram perceber as várias camadas de uma cultura preservada ao longo dos 145 anos de imigração para a região”, explica.

E foram mesmo várias as surpresas que Marcia encontrou na região. Por isso ela decidiu que cada cidade representaria um dos temas do filme. Em Bento Gonçalves, por exemplo, o foco foi a força da vitivinicultura e do enoturismo da região; em Caxias do Sul, a importância da indústria metalúrgica e da Festa da Uva, enquanto Flores da Cunha, onde nasceu Angelo Giusti, compositor do hino oficial da imigração italiana no Rio Grande do Sul, foi escolhida como a representante da musicalidade que se tornou um dos atrativos turísticos da cidade.

PRESERVAÇÃO DA CULTURA

Depois de cinco anos e mais de 90 entrevistas feitas no Rio Grande do Sul e no norte da Itália, nas regiões do Trentino e Vêneto, de onde vieram grande parte dos imigrantes para o Brasil, e da Ligúria, de onde os navios saíam com destino à América, Marcia acredita que o maior legado da imigração é o pertencimento.

“Os descendentes de italianos que vivem na Serra Gaúcha preservam a cultura ancestral e dão um valor enorme às conquistas realizadas pelos antepassados. E a questão da posse da terra foi uma das grandes molas propulsoras para viessem para o Brasil. O sonho de ser dono do seu pedaço de terra se tornou realidade na região, fato que fez toda a diferença”, acredita a diretora.

Mas as lembranças da terra natal sempre estiveram presentes e Marcia percebeu o que chama de saudade geracional. “Temos o depoimento do José Tonello, de 88 anos, que declarou que o filme lhe proporcionou conhecer um pouco da Itália contada por seu avô e agradeceu por isso”, explica ela.

A equipe que fez o documentário tem recebido um retorno bastante positivo por parte dos entrevistados, que ficaram felizes porque as histórias contadas em encontros familiares estão eternizadas. Agora, a cultura e os valores trazidos pelos primeiros imigrantes podem ficar disponíveis para as futuras gerações.

Nas filmagens feitas na Europa, a diretora percebeu a admiração e respeito que os italianos têm por quem veio para o Brasil e diz que eles reconhecem a grandeza que significou a travessia do Oceano Atlântico. E os relatos sobre a imigração italiana no Brasil devem ter uma continuação: Marcia já está fazendo pesquisas para um outro filme sobre a influência da Itália a partir da história do café em São Paulo.

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