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Mudança climática: como combater o aquecimento global e a poluição

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Mudança climática: como combater o aquecimento global e a poluição
Mudança climática: como combater o aquecimento global e a poluição 1

Entenda os fatores climáticos
A Terra está se aquecendo. Ao longo da história, as atividades humanas em todos os continentes libertaram grandes quantidades de gases para a atmosfera. A temperatura média do planeta aumentou 1,02 °C desde a Revolução Industrial e existe uma projeção de aumento de até mais 4 °C até o final deste século. Pequenas mudanças na temperatura média do planeta podem se traduzir em grandes e perigosas mudanças no clima e no tempo.

A poluição e a mudança climática estão intimamente relacionadas. O Dióxido de Carbono (CO2) é o grande responsável pela poluição e aquecimento da Terra, gerando 53% dos gases de efeito estufa - GEE. Apesar da emissão de CO2 ser o principal motor das mudanças climáticas mundiais e também a principal fonte de poluentes atmosféricos, existem outras fontes que também emitem gases para a atmosfera, como o desmatamento, os processos industriais e algumas práticas agrícolas, sendo essa última responsável por 20% do incremento anual de emissões de gases poluentes.

O gás Metano (CH4), por exemplo, é produzido através de algumas atividades agrícolas, como o cultivo de arroz irrigado, a pecuária e o tratamento dos solos com detritos de animais, e também proveniente da extração e transporte de combustíveis fósseis, representando 17% dos gases de efeito estufa. 

O aquecimento global ocorre quando o Dióxido de Carbono, o Metano e outros poluentes do ar e gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, absorvendo a luz e a radiação solar que atingem a superfície terrestre. Normalmente, essa radiação escaparia para o espaço, mas esses poluentes, que podem durar séculos na atmosfera, prendem o calor e fazem com que o planeta fique mais quente, gerando o efeito estufa e o aquecimento do globo. Portanto, as escolhas que fazemos hoje afetam a quantidade de gases do efeito estufa que colocamos na atmosfera em um futuro próximo e nas próximas décadas.

Quais as principais consequências para o mundo
Todos os anos, pesquisas trazem mais informações sobre as mudanças climáticas e muitos cientistas concordam que desequilíbrio ambiental, problema econômico e de saúde irão se intensificar cada vez mais se as tendências atuais continuarem e o aquecimento não diminui. Essas pesquisas conectaram, por exemplo, o vulcanismo com um leve impacto de resfriamento na mudança climática. Mas esse é apenas um ponto positivo na balança dos impactos...

Florestas, fazendas e cidades enfrentarão novas e pesadas pragas, ondas de calor, fortes chuvas, furacões e aumento das inundações. Todos esses eventos danificarão ou destruirão a agricultura e a pesca, levando espécie de plantas e animais a extinção. O oceano e as geleiras do planeta também sofrerão grandes impactos - os oceanos estão se aquecendo e se tornando mais ácidos, será o fim do gelo no Ártico - as calotas polares estão derretendo e o nível do mar está aumentando. Alergias, asma e surtos de doenças infecciosas tornam-se mais comuns devido aos níveis elevados da poluição do ar e a propagação de habitats favoráveis a reprodução de mosquitos, como o Aëdes Aegypti por exemplo. À medida que estas e outras mudanças se tornam reais, elas representam desafios latentes à nossa sociedade e ao nosso meio ambiente.

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O que o mundo está fazendo
Alguns acordos e convenções intergovernamentais traçam planos drásticos de mudança. A Convenção Internacional, por exemplo, tem como objetivo estabilizar as concentrações de gases do efeito estufa a um nível que impeça as interferências humanas prejudiciais ao sistema climático. Espera-se que os países industrializados façam o máximo para reduzir as emissões em casa. Em seguida veio o Protocolo de Kyoto, que reconhece os países desenvolvidos como os principais responsáveis pelos atuais níveis elevados de emissões de GEE na atmosfera e, portanto, possuem metas maiores de redução. 

Assinado em dezembro de 2015, o acordo de Paris baseia-se na Convenção e coloca todas as nações numa causa comum para empreender esforços ambiciosos de combate às alterações climáticas e adaptação aos seus efeitos, com um apoio reforçado para ajudar os países em desenvolvimento. O objetivo é garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5° C até o fim deste século e tente salvar a situação.

Como o Brasil contribui para a Mudança Climática
O Brasil desempenha um papel importante e único na mudança climática mundial. É uma das dez maiores economias do mundo e lar de um do maior ecossistema e floresta do planeta: a Amazônia. O Brasil é o 10º maior emissor de gases de efeito estufa, mas ao contrário dos outros países, a geração de energia do Brasil contribui pouco para as emissões de gases de efeito estufa. 

Aqui, a agropecuária representa 68% de liberação dos GEE. O grande responsável é a mudança no uso da terra através do desmatamento. Geralmente, quem leva a culpa pelo desmatamento são as madeireiras. Mas poucas das árvores retiradas têm como destino a indústria de móveis ou estruturas de construção. A maior parte é queimada. E o motivo para limpar a terra da floresta é abrir espaço para pastagens. Segundo dados de pesquisa do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa) de 2015, o desmatamento representa 46% das emissões. A agropecuária direta gera 22% das emissões, proveniente do metano liberado na digestão do gado e da decomposição de fertilizantes usados no solo. 

Em segundo lugar está o setor de geração de energia, sendo responsável por 24% das emissões. Em seguida estão as atividades industriais, responsável por 5% das emissões de carbono no Brasil, proveniente da queima de combustíveis fósseis em veículos automotores e da indústria em geral.

Impactos no Brasil
O Brasil é bastante vulnerável às mudanças climáticas, principalmente devido aos seus ecossistemas frágeis e sua biodiversidade. As florestas tropicais da Amazônia e do Pantanal são de particular preocupação. Alguns estudos mostram que, à medida que a temperatura aumenta, a floresta amazônica pode se tornar mais seca, tornando os incêndios espontâneos mais frequentes. Esses incêndios liberam mais gases de efeito estufa, aumentando suas concentrações na atmosfera e aumentando as temperaturas. Há também a preocupação de que os recifes de coral ao longo das praias brasileiras possam sofrer os efeitos da passagem climática, chegando a extinção.

A mudança dos padrões de chuvas, especialmente na região nordestina afetada pelo processo de desertificação, significará recursos hídricos mais pobres e menor oferta de água. A agricultura sofrerá, agravando o risco de falta de alimentos. Menos chuva também afetará o fornecimento de energia hidrelétrica que, de acordo com a Associação Internacional de Energia, fornece mais de 80% da eletricidade gerada pelo Brasil. As inundações, que já constituem um fenômeno grave para várias regiões, podem aumentar. As áreas costeiras, onde as grandes populações e as atividades econômicas estão concentradas, serão vulneráveis ao aumento do nível do mar.

As mudanças climáticas também afetam a produtividade agrícola com possíveis efeitos sobre culturas como o milho, a soja, o trigo, o café e laranjas, que são importantes para a sobrevivência da economia do país.

O governo brasileiro faz parte dos grandes acordos internacionais, se comprometendo com a redução de emissão de carbono e outras ações que evitam a mudança do clima através de uma política de redução e controle. Com o acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e apresentou um indicativo de redução de 43% até 2030 (Referência aos níveis de 2005).

E o que a população pode fazer para combater a poluição e a mudança climática no Brasil?

Cada vez que dirigimos para a escola, usamos o ar condicionado, limpamos a janela ou até mesmo secamos o cabelo, fazemos escolhas que afetam a poluição do ar. Essas etapas, assim como muitas outras, são escolhas que as pessoas podem fazer para ajudar a reduzir a poluição do ar, dos rios e ajudar no controle da mudança climática. Aqui vão algumas dicas de como você também pode ajudar:

- Economize energia: lembre-se de desligar luzes, computadores e aparelhos elétricos quando não estiver em uso.
- Use lâmpadas e eletrodomésticos com alto nível de eficiência energética.
- Se possível, opte pelo uso de energia renovável, como o painel solar
- Diminua o uso do carro, dê carona, prefira o transporte público, andar de bicicleta e caminhar.
- Mantenha seu automóvel com as revisões em dia
- Evite o uso de produtos descartáveis e sacolas plásticas 
- Não desperdice água
- Não desperdice alimento
- Seja um consumidor atento: opte por produtos de origem sustentável
- Separe um dia na semana para não comer carne. É bom para sua saúde e para o meio ambiente
- Não compre produtos sem necessidade
- Separe o lixo
- Reuse
- Recicle
- Ajude a reduzir os resíduos tóxicos
- Educação: ensine seus filhos a tratar bem o meio ambiente e pensar na ecologia.

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