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O composto dos sonhos

Porque o composto usado em um pneu é a chave para o sucesso nas corridas e porque, graças à nossa experiência no Superbike, a Pirelli está sempre desenvolvendo novos produto

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O composto dos sonhos

A cada ano, além de nossos pneus de linha, a Pirelli projeta cerca de trinta modelos em desenvolvimento somente para o Superbike World Championship, sendo que as mudanças mais significativas estão nos compostos. Mas por que o composto usado em um pneu — e especialmente um pneu de motocicleta — é tão importante?

A Pirelli é a única fornecedora oficial de pneus desde 2014 para todas as classes do FIM Superbike World Championship, que inclui Superbike, Supersport, Superstock 1000, Superstock 600 e European Junior Cup. Os pneus usados nas corridas do campeonato mundial, bem como nos vários campeonatos nacionais nos quais a Pirelli está envolvida, são produtos de linha que também estão disponíveis ao público. Especificamente, os DIABLO™ Supercorsa são usados em todas as categorias - exceto na Superbike, em que se usa os DIABLO™ Superbike. Ao longo do ano, a Pirelli apresenta, então, uma série de outras soluções em desenvolvimento.

E para quê? Na Pirelli, a meta é desenvolver uma série de pneus que seja o mais versátil possível e adequada para uso em qualquer motocicleta e para atender às necessidades de todos os pilotos e de todas as pistas. Não existe um único pneu ou composto capaz de atender a todas essas necessidades, e é por isso que nossa série de pneus é atualizada e aperfeiçoada a cada ano com o auxílio de nossos esforços para o World Superbike e para os diversos campeonatos nacionais.

Embora seja verdade que não exista um composto multiuso, a Pirelli possui um catálogo bem limitado em quantidade de soluções porque cada tipo é altamente versátil e apresenta um amplo leque de aplicações. Especificamente, temos dois compostos para o pneu dianteiro, o SC1 e o SC2, e três para o traseiro, o SC0, o SC1 e o SC2. O SC2 para pneus traseiros, que é o mais duro, está tendo um uso cada vez mais limitado nas corridas de campeonatos mundiais, mas ainda é constantemente atualizado para campeonatos locais, como o britânico SBK, o alemão IDM, e os demais campeonatos do norte da Europa, em que há a necessidade de o pneu resistir a temperaturas mais baixas.

Por outro lado, o SC0 é o pneu traseiro mais macio e mais popular no World Superbike porque a Pirelli ampliou significativamente seu campo de aplicação nos últimos anos, de forma que agora possa ser utilizado em temperaturas mais baixas do que no passado. Quando o SC0 não puder mais ser usado, o SC1 entra em cena. Este composto de série intermediária pode ser aplicado na maioria dos tipos de asfalto e temperaturas, mas oferece menos aderência do que o SC0 por ser mais duro.

E como os pilotos escolhem o melhor composto a ser usado durante uma corrida?

Normalmente, a escolha para uma corrida de motocicleta é bem simples pois há algumas regras básicas a serem seguidas. Contudo, ainda assim é possível que os inexperientes cometam erros pois o raciocínio por trás da escolha de pneus para uma motocicleta não é o mesmo para um veículo de passeio.

Sem usar uma linguagem técnica demais, digamos apenas que o calor amolece um pneu, e é por isso que se prefere um composto mais duro para um carro conforme sobe a temperatura, e que se opta por um composto mais macio quando cai a temperatura. No que se refere a carros, os pneus possuem uma área de contato mais larga, e a potência do veículo é transferida da melhor forma para a pista quando o pneu consegue penetrar no asfalto o máximo possível, o que é realizado na medida em que o carro faz pressão sobre o pneu. Entretanto, ao mesmo tempo, essa área de contato tem de permanecer firme a fim de dar estabilidade ao veículo. Um pneu macio talvez não propicie apoio adequado, comprometendo desse modo a precisão na pilotagem e o veículo pode sair de traseira ou de dianteira, dependendo das características do pneu. Por esse motivo, prefere-se um composto mais duro em um carro quando sobem as temperaturas.

Mas vejamos o que acontece quando temos somente duas rodas. A principal diferença entre um carro e uma motocicleta está na área de contato do pneu. A área de contato em uma motocicleta é muito menor, aproximadamente do tamanho de um cartão de crédito, e a carga aplicada ao pneu fica bem longe da de um carro. Por essa razão, a fim de obter aderência, precisamos de um pneu macio o suficiente para penetrar no asfalto, principalmente quando o asfalto oferece pouca aderência ou porque está desgastado com a idade ou porque a superfície está particularmente quente. Embora o asfalto em si seja feito de um material praticamente insensível a mudanças de temperatura, na medida em que ela sobe, a eficiência do composto se reduz porque é feito de um material termoplástico que se altera significativamente em termos de rigidez e de aderência conforme se elevam e caem as temperaturas. Um composto duro perde aderência em temperaturas mais altas, de forma que precisamos de um composto mais macio como o SC0, que pode penetrar no asfalto e proporcionar a tração exigida durante a corrida. É por isso que um composto duro se deteriora mais rápido do que um macio quando a temperatura sobe. Em outras palavras, com um carro o objetivo principal é a precisão na pilotagem, enquanto que com uma motocicleta é a aderência, o que leva à escolha oposta de compostos em comparação com um carro.

Fácil, né? Na verdade, não acaba aqui, porque o que acabamos de ver se aplica apenas ao pneu traseiro de uma motocicleta. Para o pneu dianteiro, a Pirelli usa a mesma estratégia dos carros. O composto semimacio SC1 para o pneu dianteiro geralmente é usado em temperaturas mais baixas, enquanto que se usa o SC2 mais duro em temperaturas mais altas.

Para entender a lógica por trás da escolha do pneu dianteiro, temos de analisar o que acontece com um pneu macio e em altas temperaturas durante freadas. Ao frear antes de uma curva, o pneu dianteiro se comprime e, conforme o piloto entra na curva, ele solta o freio e o pneu recupera sua elasticidade, o que pode causar vibrações, imprecisão e a moto pode derrapar. Esse efeito é ampliado com um composto mais macio, e por esse motivo a Pirelli segue a mesma estratégia usada em carros para o pneu dianteiro de uma motocicleta, optando por compostos mais duros como o SC2, que garantem a precisão certa. Por outro lado, podemos recorrer a compostos mais macios quando caem as temperaturas, como o SC1, que nessas temperaturas mais baixas ainda são capazes de propiciar a precisão e apoio necessários para pilotar a motocicleta. No entanto, embora os pilotos quase sempre concordem em usar um pneu traseiro mais macio a fim de obter o máximo de aderência, a escolha do pneu dianteiro é mais complicada e frequentemente depende muito do estilo de corrida do piloto e de suas preferências pessoais.

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