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Fórmula 1®:
os EUA caem na estrada

Bem-vindos ao GP mais variado de toda a temporada 

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os EUA caem na estrada

Estamos nos aproximando do final desta 67ª temporada, e a Fórmula 1® agora chega ao seu 56º GP nos Estados Unidos neste fim de semana. Para algo que começou europeu, até que isso não é tão ruim - ocorre que o mais impressionante a ser dito sobre essa corrida é o quanto ela já mudou de lugar. Desconsiderando as 11 edições da 500 Milhas de Indianapolis que também eram válidas para o Campeonato Mundial de Fórmula 1® entre 1950 e 1960, os 55 grandes prêmios dos Estados Unidos foram realizados, até o momento, em mais de 10 circuitos diferentes. Nenhuma outra corrida adotou um estilo tão nômade como esse. Mas como os EUA são bastante conhecidos pelos seus road movies, é até lógico que essa tendência tenha conseguido se infiltrar no mundo seleto da Fórmula 1®. E com tantos lugares diferentes, há muitas histórias fascinantes e interessantes a serem contadas. 

Fórmula 1: os EUA caem na estrada

Mais de um terço das corridas realizadas nos Estados Unidos (20 de 56, incluindo a próxima a ocorrer no Texas neste fim de semana) ocorreram em Watkins Glen. O circuito na costa do Atlântico, perto de Nova York, era extremamente rápido. Os principais pontos a observar eram as curvas rápidas e cheias de mudanças de elevação: mesmo em 1970, Jackie Ickx fez a volta mais rápida com uma Ferrari a uma velocidade média impressionante de mais de 210 km/h. Infelizmente, segurança nem sempre andava de mãos dadas com a velocidade: em 1973, o francês François Cevert acabou deslizando por baixo do guard rail em sua Tyrrell, morrendo na hora, praticamente decapitado pela barreira que devia protegê-lo. No ano seguinte, outra corrida na pista de Glen atraiu a atenção. Era o GP final do campeonato de 1974 e os dois protagonistas na disputa pelo título eram Clay Regazzoni, da Ferrari, e o brasileiro Emerson Fittipaldi, da McLaren. Mauro Forghieri, o lendário diretor técnico da Ferrari, chegou ao circuito atrasado após ter perdido o voo. Quando ele chegou ali, já era sábado e a Ferrari estava com vários problemas técnicos. Mesmo Forghieri não conseguiria conjurar uma solução do nada, e assim, na corrida decisiva, Regazzoni foi derrotado por Fittipaldo, que garantiu seu segundo título mundial dois anos depois de vencer pela primeira vez com a Lotus.

O Grande Prêmio dos Estados Unidos já viu recordes serem definidos, já testemunhou o incomum, e mesmo inaugurou carreiras. Em 1959, Bruce McLaren obteve sua primeira de quatro vitórias na Fórmula 1® como piloto. A corrida era em Sebring, sob o calor do inverno ameno da Flórida, apesar de já ser meados de dezembro. Jack Brabham precisava de um quarto lugar para garantir o que seria o primeiro de seus três títulos.

Em 1976, a Fórmula 1® aterrissou em Long Beach. Parecia que enfim o esporte havia encontrado seu lar espiritual americano no estado glamoroso da Califórnia, a pouca distância da brilhante “cidade dos anjos”. O circuito na costa do Pacífico apresentava uma série de características específicas: uma série de curvas em 90º e uma reta longa que eventualmente levava a um “grampo” largo. Ao fundo, o horizonte da cidade de Long Beach, algo único: mobiliário urbano, semáforos em cada entroncamento e o perfil impossível de confundir do transatlântico Queen Mary. Nessa primeira corrida, só deu Ferrari. O campeão mundial de então, Niki Lauda, vinha de duas vitórias do começo da temporada, uma no Brasil e outra na África do Sul. Sua marcha para um segundo título mundial parecia algo impossível de evitar. E a Ferrari conquistou Long Beach novamente, mas desta vez com seu colega de equipe, Clay Regazzoni, que experimentou o champagne da vitória após abrir uma vantagem de mais de 40 segundos sobre Lauda no fim. Esses três pontos que Lauda perdeu se tornariam vitais no fim de temporada após a tragédia que se abateu sobre o austríaco em Nurburgring, sua recuperação em tempo recorde dos ferimentos graves e o final apocalíptico em meio à chuva em Fuji. James Hunt acabou vencendo o campeonato naquele ano por apenas um ponto.

Há muitas outras curiosidades sobre o Grande Prêmio do Estados Unidos, mas é impossível mencionar todas elas aqui. Mas um lugar realmente inesquecível para sua realização foi Las Vegas em 1981. Não havia circuito permanente na cidade -  e nem no estado de Nevada. Assim, a corrida foi realizada com uma disposição temporária para lá de esquisita, usando blocos de concreto armado (as normas de segurança eram diferentes naquela época) no estacionamento do hotel do Caesar’s Palace, um dos lugares de apostas mais famosos em Las Vegas. 

O Grande Prêmio de Las Vegas acabou sendo realizado duas vezes.  Em 1981, Alan Jones venceu com a Williams, enquanto a Brabham de Nelson Piquet chegou ao quinto lugar e evitou que Carlos Reutemann ganhasse o título - na semana seguinte, seria a vez de Reutemann ganhar o GP.  Em 1982, Michele Alboreto foi o vencedor pela Tyrrell, sendo parabenizado no pódio por ninguém menos que a sensação da Motown Diana Ross.

A temporada de 1984 viu o primeiro e único GP dos EUA realizado em Dallas. Mas antes de voltar a Austin em 2012, houve uma outra corrida americana no Texas. A diferença é que ela foi realizada no verão de 1984, com temperaturas elevadas típicas do sul do Texas para a época do ano. Com isso, a prática livre, a corrida de qualificação e a própria corrida foram todas realizadas mais cedo que o normal para evitar o sol escaldante. No entanto, essas precauções não conseguiram evitar um final dramático para o Grande Prêmio, quando herói britânico Nigel Mansell desmaiou ao vivo em frente à TV enquanto empurrava sua Lotus, que havia quebrado, pela linha de chegada...

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