LEWIS HAMILTON FOI O MAIS RÁPIDO NO TL2 USANDO O PNEU ULTRAMACIO QUE ESTREIA EM ABU DHABI

CERCA DE 0,8S SEPARA O DESEMPENHO ENTRE OS PNEUS ULTRAMACIO E SUPERMACIO E 1,4S ENTRE A OPÇÃO MAIS MACIA E DURA DISPONÍVEL

Houve uma grande evolução da pista no circuito de Yas Marina, especialmente durante o TL1. Isso significou que vários pilotos fizeram suas melhores voltas com os compostos mais duros, em relação aos mais macios usados anteriormente, conforme as condições foram melhorando. Entretanto, com o entardecer, quando o TL2 aconteceu em um horário similar ao do classificatório deste sábado, e da corrida, de domingo, a pista estabilizou, o que significa que os tempos feitos com cada composto são representativos.

A sessão do TL2 aconteceu às 17h locais, com a pista perdendo cerca de três graus centígrados durante o treino e mais de dez graus se compararmos com o TL1. Como esperado, o pneu ultramacio provou ser o mais rápido, ao fazer a melhor volta do dia com Lewis Hamilton, da Mercedes. A marca de 1min40s861 é mais de um segundo mais rápida do que a alcançada em 2015, na mesma sessão, porém com pneus supermacios.

A natureza lisa da superfície do traçado e as condições que variavam com o passar do tempo resultaram em um cenário no qual as diferenças de velocidade entre cada tipo de composto fosse pequena, isso se compararmos com outras pistas. Até o momento, cerca de 0,8 segundo separa os pneus supermacios dos ultramacio. As equipes completaram simulações de corrida e classificatório, com as duas Mercedes separadas apenas por 0.079s.

Paul Hembery, diretor de motorsport da Pirelli: “Como estávamos esperando, o consumo e a degradação dos pneus é mais elevada nos compostos mais macios, graças as altas acelerações longitudinais e as fortes zonas de freada. Entretanto, o padrão depende muito do estado da pista, que mudou muito durante todo o dia graças a evolução natural e a queda da temperatura durante o TL2. Como resultado, os pilotos estão buscando acertar um alvo móvel quando esperam definir a estratégia e o acerto dos carros, o que acrescenta um elemento extra para o desafio imposto nesta final do campeonato. Hoje, nós já vimos alguns dos planos feitos pelas equipes sendo influenciados pelas escolhas de pneus feitas antes do evento para cada piloto, o que nos ajuda um pouco a entender suas estratégias individuais. ”

Treino Livre 1 Treino Livre 2
1.Hamilton 1m42s869 Macio novo 1.Hamilton 1m40s861 Ultramacio novo
2.Rosberg 1m43s243 Ultramacio novo 2.Rosberg 1m40s940 Ultramacio novo
3.Verstappen 1m43s297 Macio novo 3.Vettel 1m41s130 Ultramacio novo


Treino Livre 1 – Melhor tempo por composto

Macio Hamilton 1m42s869
Supermacio Perez 1m44s155
Ultramacio Hamilton 1m43s051


Treino Livre 2 – Melhor tempo por composto

Macio Rosberg 1m42s294
Supermacio Raikkonen 1m42s257
Ultramacio Hamilton 1m40s861


Stints mais longos do dia por composto

Macio Wehrlein 28 voltas
Supermacio Bottas 22 voltas
Ultramacio Gutierrez 20 voltas


Estatísticas de hoje dos pneus:

Macio Supermacio

Ultramacio

kms percorridos * 3631 988 1815
Jogos de pneus usados ** 47 14 25
Maior número de voltas ** 28 22 20

* Quantidade de quilômetros percorridos, por todos os pilotos, nos treinos livres 1 e 2.
** Por composto, somados todos os pilotos.


Pressão mínima prescrita dos pneus:
21.5 psi (eixo dianteiro) e 20 psi (eixo traseiro).

Fato Pirelli do dia: exatamente 15 anos atrás, o Campeonato Mundial de Rally Pirelli de 2001 foi vencido por Richard Burns na etapa realizada na Grã-Bretanha com um carro da Subaru. Quatro anos depois, daquele dia, o piloto perdeu a luta contra um tumor cerebral. A Fundação Richard Burns, apoiada pela Pirelli, honra sua memória e ajuda pessoas afetadas por doenças ou lesões cerebrais. Para mais informações, acessem o site www.richardburnsfoundation.com.

Avistado no paddock: o Rei Juan Carlos I da Espanha. Fã apaixonado do esporte motor e amigo da família Sainz, o antigo monarca do país europeu já esteve presente em vários GPs.