Após dois circuitos velozes e históricos no coração da Europa (Spa e Monza), a Fórmula 1 segue para uma pista completamente diferente: o ultra-moderno circuito de rua de Cingapura, única corrida noturna do calendário. Para se adequar ao anda e para característico da pista, a Pirelli escolheu os pneus P Zero Vermelho supermacio e P Zero Branco médio.

Além do fato de que a corrida ser realizada à noite, há uma série de outros fatores que tornam o circuito de Marina Bay único. Em termos de duração, esta é geralmente a corrida mais longa do ano, pois muitas vezes se aproxima do limite de tempo de duas horas, o que significa que os carros carregam a maior carga de combustível da temporada. É também é uma das corridas mais úmidas do ano e, estatisticamente, há uma grande chance de uma intervenção do safety car. Todos esses elementos afetam o desgaste dos pneus e a degradação, bem como as estratégias.

“Os pneus que estamos trazendo para Cingapura este ano apresentam uma mudança em relação ao ano passado, quando escolhemos o supermacio e o macio. Isso ocorreu porque toda a gama de pneus está mais macia este ano, para maximizar o desempenho e a aderência. Cingapura tem ondulações – uma característica típica dos circuitos de rua – e há muito mobiliário urbano, como linhas brancas pintadas e bueiros que comprometem a aderência e a tração. Correr à noite apresenta um conjunto único de parâmetros para os pneus lidarem à medida que a pista e a temperatura ambiente evoluem”, diz Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli.

“Os carros também carregam a maior quantidade de combustível do ano, o que tem um efeito direto sobre o desgaste dos pneus e a degradação. É uma corrida longa, e isso dá às equipes uma grande variedade de estratégias, o que contribui para tornar o evento verdadeiramente espetacular para o público. Nosso objetivo, como sempre, é o de contribuir para esse show, fornecendo pneus com o compromisso certo entre desempenho e degradação, a fim de garantir uma corrida bem acirrada”, conclui Hembery.

 

O circuito do ponto de vista do pneu:

- Como Cingapura tem o segundo maior número de curvas do ano (23), a tração é fundamental. O asfalto tende a ser irregular e escorregadio, com aderência comprometida pelas marcações de rua e bueiros. Mas os carros ainda podem gerar 4.3 g na frenagem, apesar da falta de aderência.

- Os níveis de umidade em Cingapura estão entre 75% e 90%, o que muitas vezes pode trazer a chuva. Consequentemente, há uma grande chance de que o pneu intermediário Cinturato Verde ou o de chuva Cinturato Azul também possam ser utilizados.

- Cingapura tem um dos pit stops mais longos do ano, por causa do Pit Lane de 404 metros com limite de velocidade inferior ao da maioria das corridas (60km/h), o que tem um impacto sobre a estratégia também.

Notas técnicas sobre pneus:

- Além de ser uma corrida longa, o consumo de combustível é uma dos mais altos do ano, devido à natureza de para e anda do circuito. Cerca de metade da volta é feita em plena aceleração, mas também há várias áreas de frenagem.

- Todos que subiram ao pódio no ano passado usaram estratégia de duas paradas. Sebastian Vettel venceu a corrida largando da terceira posição no grid com o pneu P Zero Vermelho supermacio e, em seguida, completou duas passagens com o pneu macio P Zero Amarelo. Jenson Button terminou em segundo lugar usando exatamente a mesma estratégia. Todos os top 10 no grid começaram a corrida com o composto supermacio.

- A estratégia de corrida em Cingapura tem que ser muito flexível, para levar em conta a alta probabilidade de entrada do Safety Car (o que aconteceu duas vezes no ano passado). Períodos com Safety Car significam que alguns pilotos podem realizar um pit stop ‘free’, e também diminuem o desgaste e a degradação, pois os tempos de volta são muito mais lentos.