Após a estreia no ano passado, a Pirelli retorna à Rússia no novo circuito Moscow Raceway, para a oitava rodada do Campeonato Mundial de Superbike, que chega praticamente à sua metade, pois a temporada de 2013 terá 15 etapas. Na pista russa, os pilotos da Superbike e Supersport vão correr ao lado dos participantes Copa das Nações.

A classificação geral da classe Superbike está cada vez mais apertada e vários pilotos continuam a se alternar no topo, incluindo Tom Sykes (Kawasaki Racing Team), o atual líder do campeonato, que vem de uma excelente vitória dupla em Imola. Em seguida vem a dupla da Aprilia Racing Team, Sylvain Guintoli e Eugene Laverty; seguidos pelo piloto italiano da BMW Marco Melandri. Além dos espetáculos proporcionados pelos pilotos, esta primeira parte da temporada foi gratificante também graças ao excelente trabalho feito pelos novos pneus Diablo Superbike de 17 polegadas que até agora têm mostrado as suas qualidades, contribuindo de maneira fundamental para melhorar os tempos de volta e bater recordes históricos.

Na categoria Supersport, na qual os pilotos usam o pneu Diablo Supercorsa SC com sulcos na banda de rodagem; Sam Lowes (Yakhnich Motorsport) lidera a classificação com 140 pontos, mas é seguido de perto pelos pilotos de MAHI Racing Team India Kenan Sofuoglu com 106 e Fabien Foret com 85.

O circuito russo também vai sediar a segunda das três etapas previstas da Copa das Nações 2013, um troféu da Pirelli patrocinado pelo magnata russo Alexander Yakhnich e aberta a pilotos com idade mínima de 16 anos. A Pirelli garante aos pilotos no mínimo um conjunto de pneus secos (SC1 dianteiro e traseiro) e um conjunto de pneus de chuva para cada corrida. Na dianteira, eles terão os compostos  Diablo Supercorsa SC2 (R1031) medida 120/70-17, e para na traseira Diablo Supercorsa SC1 (R303) medida 180/60-17.

O Moscow Raceway é uma pista para carros e motos inaugurada no ano passado, perto de Syčëvo na região de Volokolamskij, a cerca de 80 quilômetros a oeste de Moscou.

A construção do circuito, projetado pelo renomado arquiteto alemão Hermann Tilke, começou em outubro de 2008 e, após um período de interrupção, foi reiniciado em junho de 2010, com conclusão em meados de 2012.

Este circuito tem um total de 18 layouts diferentes, com um comprimento máximo de 4.070m e mínimo de 1.357m. Os dois principais formatos utilizados são o de 3.955m, normalmente utilizado para corridas de carros e outro de 3.931m, destinado a corridas de moto, como a Superbike.

 

Moscou do ponto de vista dos pneus:

A pista de Moscow Raceway tem 10 curvas para a esquerda e sete à direita, uma inclinação máxima de 4% e a largada é do lado direito para o piloto na pole position.

O traçado da pista russa oferece um setor bastante lento e técnico e uma parte muito rápida, composta de duas retas longas e consecutivas.

Para os pneus dianteiros, a pista requer um bom equilíbrio entre manter a velocidade na parte mais fluída, e a força/apoio nas frenagens violentas nas sequências de curvas. Já para os pneus traseiro, o traçado não é propriamente crítico.

No entanto, no ano passado, a pista foi bastante agressiva tanto com os pneus dianteiros quanto os traseiros, por causa da presença constante de sedimentos arenosos na superfície e o piso irregular.

A presença da areia representa uma redução da área de contato do pneu, comprometendo significativamente a aderência entre o composto e asfalto. Como consequência disto, houve uma forte tendência para derrapar nas curvas, o que n um asfalto bastante abrasivo, aumento o consumo dos pneus devido à fricção. Mas a medida que a pista ia ficando limpa e emborrachada, esse fenômeno foi sendo reduzido.

A escolha dos pneus traseiros terá que levar em conta o nível de aderência/limpeza da pista, e os pilotos devem tentar enfrentar as primeiras sessões do fim de semana com um pneu traseiro mais robusto (SC2), e depois mudar o foco para as os compostos SC1.

Quanto à escolha do pneu dianteiro, que devem ser levado em conta é a robustez do pneu, além da sua resistência mecânica. Por isso, para melhorar a robustez do eixo dianteiro nas curvas e para um desgaste mais uniforme, a solução mais adequada é definitivamente a SC2.

Moscou do ponto de vista técnico:

“Nós temos andado aqui pela primeira vez no ano passado, poucos meses após a inauguração e fomos os primeiros a fazê-lo com máquinas de duas rodas,” disse o diretor de competições Moto da Pirelli Giorgio Barbier.

“Em 2012, competimos no final de agosto e o asfalto ainda era muito novo, praticamente sem aderência, com obras ainda em andamento ao redor da pista, o que trouxe um monte de areia para o asfalto, causando alguns problemas com o desgaste dos pneus durante os testes e treinos livres. Este ano, o circuito finalmente está pronto e ocorreram competições diferentes, de modo que o asfalto deve ter mais borracha, no entanto, continua a existir o tempo imprevisível, que poderia desempenhar um papel importante”, conclui Barbier.

 

As soluções da Pirelli para as categorias Superbike e Supersport:

Para a etapa de Moscou, a Pirelli está levando 3.366 pneus para o fim de semana da corrida, incluídos aqueles para a Copa das Nações. Destes, 1.394 são destinados para os pilotos da  Superbike,e  1.768 para os da Supersport, bem como 204 para a Copa das Nações.

Cada piloto da Superbike terá 35 pneus dianteiros e mesma quantidade de traseiros, enquanto os pilotos da Supersport terão 25 dianteiro e 27 traseiros.

As estatísticas de 2012 da Pirellipara Moscou:

• Número total de pneus Pirelli levados: 3.864

• Número de soluções (seco, intermediário, de chuva e de classificação apenas para a traseira) para a classe Superbike: 5 dianteiros e 6 traseiros

• Número de soluções para a classe Supersport (seco, intermediário e de chuva): 4 frontais e 5 traseiros

• Número de pneus disponíveis para cada piloto da Superbike: 34 dianteiros e 36 traseiros

• Número de pneus disponíveis para cada piloto da Supersport: 24 dianteiros e 28 traseiros

• Temperatura na Corrida 1: ar 18°C, asfalto 18°C

• Temperatura na Corrida 2: ar 21° C, asfalto  37°C

• Velocidade de corrida máxima atingida por um pneu Pirelli: 317 km/h, Max Biaggi (Aprilia Racing Team) na Corrida 2, na quarta volta.