A Pirelli marca o seu retorno à Stock Car neste final de semana. A empresa, que conta com mais de 100 anos de tradição no automobilismo, volta ser a fornecedora exclusiva da categoria mais popular do automobilismo brasileiro até 2016. Os pneus para toda a temporada de 2013 já foram fabricados na planta de Izmit, na Turquia, em um dos mais modernos complexos de produção de pneus de competição do mundo, onde também nascem os compostos da Fórmula 1.

Para atender as 17 equipes que participam da Stock Car, o time da Pirelli será composto por aproximadamente 20 profissionais, entre engenheiros e montadores, que vão atuar desde a orientação às equipes até a coleta de dados dos pneus utilizados. O engenheiro inglês Jonathan Wells, que tem sete anos de experiência na Fórmula 1, estará à frente dos trabalhos e será o diretor esportivo da Pirelli para a categoria.

A cada corrida, a empresa fornecerá dois jogos de pneus PZero slick (pista seca) por carro e também poderão ser fornecidos os modelos Cinturato (chuva) tendo em vista as condições climáticas da cidade em que a prova ocorrer.

Excepcionalmente, para a etapa de estreia da temporada 2013, que acontece de 1º a 3 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a Pirelli irá destinar um jogo a mais de pneus para cada carro. Esta exceção acontece por conta de um dia extra de treinos, a ser realizado nesta sexta-feira, em que as equipes terão seu primeiro contato com o equipamento e irão ajustar os carros para a corrida também conforme o desempenho dos novos pneus.

Neste fim de semana, ao todo, 640 pneus serão utilizados pelas equipes. Em um final de semana normal, a Pirelli irá distribuir 368 pneus novos para os times.

Sistema de código de barras

O rigoroso processo de controle de qualidade na fábrica Motorsport da Pirelli em Izmit, na Turquia, que produz as linhas PZero e Cinturato da Fórmula 1 e também da Stock Car, garante que todos os pneus que saem da linha de montagem para uma determinada competição sejam idênticos entre si. Durante a sua produção, cada pneu recebe um código de barras específico, que é gravado na estrutura no processo de vulcanização, o que torna o identificador inviolável.

Nos circuitos, os pneus serão distribuídos aleatoriamente para as equipes, mas poderão ser rastreados pela Pirelli caso haja necessidade. “O código contém todas as informações do pneu, o que o torna localizável durante o fim de semana da prova, com o software RTS (Racing Tyre System) da Pirelli, que também é o mesmo utilizado na F1. O programa pode analisar todos os dados coletados, como pressão e temperatura dos pneus antes e depois da corrida, temperatura do asfalto, número de voltas percorridas etc para um acompanhamento preciso do desempenho dos pneus durante as corridas de cada time”, explica Jonathan Wells.

Após cada etapa, todos os pneus inservíveis serão recolhidos e posteriormente destinados à reciclagem.