Rio de Janeiro, 18 de junho de 2012 – A Pirelli apresentou hoje, na Conferência Internacional das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, projetos que serão desenvolvidos no Brasil, com colaboração do Ministério do Ambiente e de Proteção do Território e do Mar da Itália e com o Estado de São Paulo, para analisar e reduzir o impacto ambiental causado pelas atividades de produção e utilização de pneus.

A apresentação dos projetos foi feita pelo presidente da Pirelli Brasil, Paolo Dal Pino, e pelo diretor de Sustentabilidade e Governança de Riscos da Pirelli, Filippo Bettini, no âmbito das iniciativas do Pavilhão Italiano na Conferência Rio+20, com a presença do Ministro do Ambiente italiano, Corrado Clini.

Os projetos referem-se a compromissos assumidos pela companhia durante o Sustanaibility Day de 23 de janeiro de 2012, na sede da Pirelli em Milão, com base no qual a empresa, por meio de suas próprias tecnologias, desenvolve sistemas produtivos e produtos capazes de garantir a redução do impacto ambiental, com maior qualidade e segurança para o consumidor. Esses elementos permitem que a Pirelli aumente constantemente sua eficiência – com importantes benefícios até mesmo econômicos – e disponha de vantagem competitiva nos mercados internacionais.

Por meio dos projetos apresentados hoje, a Pirelli compromete-se a calcular – aplicando metodologias de avaliação reconhecidas internacionalmente – o rastro de carbono (carbon footprint) relativo ao ciclo de vida completo de um pneu da marca, produzido na fábrica de Campinas, no Estado de São Paulo. Este estudo inclui também a identificação das soluções mais viáveis economicamente e mais eficientes para reduzir as emissões de gases do efeito estufa relacionados ao ciclo de vida deste pneu.

O cálculo do rastro de carbono será feito também para a biossílica obtida a partir da casca de arroz, que é produzida na fábrica Pirelli na cidade de Meleiro, no estado de Santa Catarina. Este processo inovador e ecológico desenvolvido pela Pirelli usa o descarte do processamento do arroz para produzir a matéria-prima, que é essencial nos compostos dos pneus, em substituição à sílica obtida por métodos convencionais, ambientalmente mais impactantes.

Outro projeto apresentado hoje determina que seja feita uma análise técnica e econômica para a integração da tecnologia solar térmica em algumas fases do processo de produção dos pneus, em substituição de fontes energéticas fósseis.

Há anos a Pirelli está empenhada na aplicação de um sistema de gestão das emissões dos gases do efeito estufa (carbon management), destinado a programar, realizar, monitorar e verificar as iniciativas para a redução de seu próprio rastro de carbono.

As diferentes iniciativas implementadas pela Pirelli para conter o impacto ambiental permitiram que, em 2011, o grupo diminuísse em 8% o consumo de energia e as emissões de CO2 em relação a 2009, com 28% a menos de consumo de água.

A fábrica de Campinas, em especial, recebeu no último mês de março, um prêmio da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) pelo projeto de reutilização de 100% da água usada na produção de pneus.

Os próximos objetivos de sustentabilidade ambiental, anunciados por ocasião da atualização do plano industrial no último mês de novembro em Londres, estabelecem que, até 2015, tanto o consumo energético específico quanto as emissões específicas de CO2 sejam reduzidos em pelo menos 15%, e que o consumo específico da água seja reduzido em 70% em relação aos valores de 2009.

Em sintonia com a sua estratégia “Green Performance”, a Pirelli produz pneus com melhor desempenho, que reduzem a distância de frenagem, melhoram a dirigibilidade e a aderência em superfícies molhadas, e também reduzem a resistência ao rolamento, além de ser mais leves, com benefícios tanto para a segurança quanto para o meio ambiente. O Scorpion Verde é o primeiro pneu ecológico de alta performance para picapes, SUVs e Crossovers; o Cinturato P1 é um pneu verde destinado a veículos pequenos e médios; o PZero Silver tem composto Ultra High Performance derivado da Fórmula 1; e a linha Cinturato P7 Blue tem a etiqueta europeia AA. O Cyber Tyre, em fase de testes finais, representará mais uma evolução em termos de segurança, graças à sua capacidade de “ler” a superfície da estrada por meio de um chip integrado, que envia informações importantes ao motorista, para possibilitar uma condução segura.

Em todo o mundo são produzidos 1, 5 bilhão de pneumáticos por ano, que ao final de sua vida útil precisam ser descartados. Os produtores do setor na Europa, nos Estados Unidos e também no Japão, criaram fábricas dedicadas ao reuso dos pneus usados com resultados positivos superiores até a 90%. A Pirelli está ativamente envolvida nesta frente, tanto na gestão do setor de coleta quanto no aperfeiçoamento de novas soluções para a reutilização. No Brasil, por meio da associação do setor, a ANIP, a empresa participa do Consórcio Reciclanip, dedicado à coleta e ao descarte dos pneus inservíveis, que em 2011 coletou aproximadamente 320 mil toneladas de borracha.

PIRELLI E OS INDÍCES FINANCEIROS DE SUSTENTABILIDADE

A Pirelli figura há muitos anos em alguns dos mais representativos índices financeiros de sustentabilidade – com a sua classificação em contínua elevação -, entre eles o FTSE4Good, o Dow Jones Sustainability, o ECPI, Aspi e Axia. Além disso, em 2011, a empresa foi reconhecida pelo quinto ano consecutivo como líder mundial de sustentabilidade no setor de Autopeças e Pneus no Dow Jones Sustainability Europe e no Dow Jones Sustainability World. Tais índices medem e atestam o desempenho da empresa quanto à sustentabilidade econômica, social e ambiental e constituem uma base essencial para as decisões colocadas em prática pelos ‘investidores éticos’.

Sobre a Pirelli

Com 140 anos de tradição, a Pirelli é uma multinacional italiana consagrada na indústria de pneus, com 22 unidades industriais em 13 países e atividades comerciais em mais de 160 países dos cinco continentes. Na América Latina, possui sete unidades produtivas, cinco delas no Brasil: Gravataí (RS), Campinas, Santo André e Sumaré (SP) e Feira de Santana (BA), além de uma na Argentina (Merlo) e outra na Venezuela (Guacara). A empresa emprega mais de 31 mil pessoas no mundo, sendo cerca de 11 mil na América Latina, das quais mais de nove mil estão nas unidades brasileiras.

Em Sumaré, no Estado de São Paulo, está localizado o Campo Provas Pneus Pirelli, pioneiro na América Latina, que completou 20 anos em 2008 e compõe um dos mais importantes Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa no mundo: o de Santo André. Com perfeita integração, em tempo real, aos demais Centros que a empresa possui na Itália, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, a unidade de estudos brasileira está capacitada a desenvolver, receber e aplicar as mais avançadas tecnologias na produção de pneus para uma gama completa de aplicações: caminhões e ônibus; automóveis e caminhonetas; tratores e máquinas para uso fora de estrada; motocicletas e bicicletas; além de câmaras de ar, protetores, materiais para a reconstrução de pneus e cordas metálicas.