Este fim de semana, os novos pneus de Fórmula 1 da Pirelli voltam para casa. Os pneus de competições são feitos exclusivamente em Izmit, Turquia: o local de fabricação dos pneus de competição de alta tecnologia da Pirelli. A pesquisa e o desenvolvimento dos pneus ocorrem em Milão, usando modelagem matemática e análise de substâncias químicas no laboratório como ponto de partida. Os pneus protótipos são feitos em Izmit, e, após terem sido testados e liberados para produção, os produtos especialmente elaborados para as corrida podem ser fabricados.

Em primeiro lugar, o talão do pneu (a parte que entra em contato com o aro) é feito em uma linha de produção. Há cerca de 100 ingredientes químicos separados em um pneu de Fórmula 1, divididos entre 18 componentes principais.

Em seguida, as lonas do pneu são feitas em uma linha de produção separada, que define a forma do pneu e assegura sua rigidez estrutural geral.

A terceira linha de produção é a parte mais crucial do processo, já que é onde o talão e a lona são modelados juntos para formar um pneu reconhecível, completo com o padrão dos sulcos. Neste momento, o código de barras – o “passaporte” do pneu – também é adicionado.

As seguir, há o período de vulcanização, durante o qual o pneu é “cozido”. Isto determina as características definitivas do composto e da estrutura.

O passo final é o controle de qualidade, que faz medições e faz um escaneamento do pneu semelhante a uma radiografia para verificar a integridade e a uniformidade da estrutura. No total, cerca de 50.000 pneus de Fórmula 1 serão feitos este ano em Izmit, localizada a cerca de uma hora de distância de carro do circuito de Istambul Park.

A Pista

O circuito de 5.338 quilômetros de Istambul Park normalmente é caracterizado pelas altas temperaturas do asfalto: mas, este ano, a previsão inicial é para tempo úmido até sábado, quando se espera que as condições melhorem ligeiramente. Isto significa que é mais provável que os pneus intermediários e pneus para chuva da Pirelli tenham um teste verdadeiro pela primeira vez durante um fim de semana de corrida: e poucos lugares demandam mais dos pneus do que Istambul Park.

Há algumas áreas de forte desaceleração, como a primeira curva, onde os carros diminuem da sétima para a terceira marcha. Isto pode causar um travamento do pneu frontal esquerdo devido à curvatura incomum e causar o achatamento de parte do pneu: um problema que pode ser reduzido ou eliminado com a maior aderência oferecida pela opção de pneus macios. 

A seguir temos a seção mais técnica da pista – curvas três a seis – que consistem de uma sequência técnica de curvas onde o piloto precisa maximizar a velocidade aderindo muito de perto ao traçado de corrida ideal.

No meio da volta há a lendária curva oito, considerada como uma das mais técnicas de todo o Campeonato Mundial com três ápices e uma velocidade de entrada de quase 260 km/h. Durante essa curva de alta velocidade os carros e os pneus experimentam aceleração lateral de 4.6 G e também carga vertical de 950 quilos. A maior aderência do pneu macio melhora a precisão direcional e a segurança na condução.

Depois de uma reta curta os carros reduzem a velocidade de 150 km/h numa chicana com curvas fechadas e opostas (curvas nove e dez) antes de outra reta onde toda a potência do motor é liberada novamente, priorizando a tração.

A curva 11 é feita em alta velocidade, a 300 km/h, a velocidade e força vertical aumentando o ângulo de giro do pneu, que também tende a erguer sua extremidade exterior.

A curva final demanda precisão na condução, com aceleração progressiva para evitar patinagem das rodas, o que aumenta o desgaste, voltando para a reta principal.

O Diretor de Esportes a Motor da Pirelli diz

“Estamos tendo tempo úmido e chuvoso no momento, que não é o que você espera da Turquia! Isso posto, viemos aqui para testar com Pedro de la Rosa com o Toyota TF109 em abril e tivemos exatamente o mesmo tipo de condições: cerca de 15 graus Celsius e chuva, então temos alguma idéia do que encontraremos. Vimos durante esses testes que especialmente o pneu intermediário foi muito impressionante e se as condições ficarem como estão este pneu pode ser usado amanhã. Esperamos que haja alguma corrida no seco, contudo, já que conseguimos uma nova evolução do pneu duro para que as equipes testem durante as sessões de treinos livres da sexta-feira, e seria interessante ter sua avaliação. Seja o que for que acontecer, tenho certeza que será um fim de semana fascinante.”

A gama de pneus para chuva da Pirelli

Intermediário

Estes pneus têm sulcos raso de três milímetros para dispersar a água (até 20 litros de água por segundo a 300km/h), mas isto reduz a área de contato e resulta em menor aderência em uma pista seca. Quando a chuva é forte, os pilotos trocam de pneus para pneus de chuva no “ponto de transição”. As marcas no pneu são azuis.

 

Chuva

Estes pneus têm sulcos profundos de cinco milímetros, semelhantes a um pneu de automóvel para estrada, e são projetados para expelir mais de 60 litros de água por segundo a 300km/h. Um pneu de automóvel para estrada pode deslocar apenas cerca de 10 litros de água por segundo, em velocidades muito mais baixas. As marcas no pneu são cor de laranja.

Um vídeo animado em 3D dedicado aos pneus para chuva e intermediário da Pirelli está disponível na área para a imprensa na Internet.

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