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Os rapazes que
vieram do Brasil

Piquet vs Senna: o maior duelo de conterrâneos da história dos GP

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Os rapazes que
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Com a aposentadoria, no final da temporada, de Felipe Massa, em 2018 o Brasil não será mais representado a nível de pilotos. E até aqui...seria possível comentar. Mas não: está justamente aqui o centro da questão, porque se zero brasileiros na F1 são hoje uma não notícia, há poucos anos teríamos gritado escandalosamente. Nos anos Noventa, somente para lembrarmos, os pilotos brasileiros nos Grandes Prêmios eram desperdiçados. Haviam se tornado quase uma moda, bem como em outros períodos os franceses, os italianos... Entre 1981 e 1991, como pico absoluto, dos 11 títulos conquistados e atribuídos, seis foram a pilotos com passaporte brasileiro: três à Nelson Piquet e a mesma quantidade à Ayrton Senna. Havia o suficiente para fazer pensar ao domínio. E com o novo século outros dois pilotos com o mesmo sangue chegaram à Ferrari. A partir do ano de 2000 Rubens Barrichello não alcançou o título mundial com as vermelhas somente porque...tinha como companheiro de time um certo Michael Schumacher, que fez terra queimada durante cinco temporadas seguidas. Rubinho, como era chamado em casa, deixou o seu lugar ao conterrâneo Felipe Massa. E o Brasil da corrida continuou com o sonho de ter em casa o herdeiro do Senna, até a coroação acariciada por poucos segundos em 2008, quando uma ultrapassagem sob um dilúvio nos últimos quinhentos metros do último GP da temporada, justo em Interlagos, entregou o título por só um ponto a Lewis Hamilton. Daqueles terríveis segundos resta nos arquivos uma expressão em visão mundial do pai de Massa, passado em um segundo da alegria desenfreada a uma decepção à qual não conseguia acreditar...

Os rapazes que vieram do Brasil

Os seis campeonatos conquistados de Piquet a Senna não são, porém, os únicos que premiaram pilotos brasileiros. O primeiro a ser coroado foi Emerson Fittipaldi. Antes dele, a América do Sul já havia marcado à fogo o Mundial, mas com as cores da Argentina: Juan Manuel Fangio cinco vezes campeão mundial entre 1951 e 1956; José Froilan Gonzàlez campeão de bom nível, com a pérola do GP da Grã Bretanha vencido em 1951 e soldado à história como o primeiro sucesso alcançado com a Ferrari. Fittipaldi chegou provocando a grande onda: Carlos Pace tornou-se um piloto muito veloz e concreto com a Brabham, para, depois, perder a vida em um acidente aéreo na metade dos anos Setenta. Menos brilhante foi Wilson Fittipaldi, irmão mais velho de Emerson que não teve bom êxito. Para não falar do ainda menos concreto Ingo Hoffmann, que entrou nos GP somente porque Emerson, já Campeão em 1972 com a Lotus e dois anos depois com a McLaren, havia inventado o projeto Copersucar: monoposto totalmente brasileiro, graças ao grande patrocinador do açúcar nacional e às suas grandes ambições; porém, completamente desiludidas pelos resultados. 

Mas a verdadeira epopeia brasileira na F1 estava sendo preparada. Quando no final dos anos setenta apresentou na Brabham um certo Piquet, o Mundial se perguntou quem ele era. Haviam poucas informações sobre ele. Carlos Reutemann, campeão nunca coroado, no final do GP de conclusão de 1981, perdido o título com vantagem de Piquet, confessou: “Incrível... Lembro quando trabalhava na Brabham como um faz tudo: polia a carroceria”. Tudo verdade. Piquet conquistou os Grande Prêmios com o suor. Apresentou-se a Bernie Ecclestone com o perfil mais baixo do mundo, e o titular do time Brabham da época, o escalou – obviamente com custo zero – para ser sparring partner do Niki Lauda, que chegou no ano anterior da Ferrari na onda de dois títulos coroados que haviam recolocado em evidência a história do “Cavallino”. Tornou-se, rapidamente, um verdadeiro piloto: veloz, preciso, agressivo mas nunca desleal. Vencido o Mundial 1981 com um Grande Premio final histórico com toque americano no estacionamento do Hotel Caesars Palace em Las Vegas, repetiu-se em 1983, sempre com a Brabham, mas com o turbo BMW tornou-se imbatível, também graças a combustíveis mais que suspeitos.  E agora, com dois títulos no bolso, estava pronto para o mais gigantesco duelo mono passaporte que a Fórmula lembra: aquele com Senna.

Senna, cujo sobrenome era Da Silva. Senna era o sobrenome da mãe, Neide, a verdadeira luz da família. O jovem o havia escrito no capacete desde os tempos do kart; nunca mais o teria deixado. Entre os dois conterrâneos, houve uma rivalidade imediata. Piquet não o suportava: Senna não abaixava a cabeça; dizia tudo o que pensava; mas, principalmente, tinha as marcas do grande campeão, um perfume que os pilotos emanam mesmo antes que o vento o leve. O jovem começou a ganhar já no segundo ano nos GP, com uma prestação suntuosa sob o dilúvio em Portugal, 1985. Continuou também em 1986 e 1987, mesmo com uma Lotus que estava anos luz da Williams-Honda ponto de referência daqueles anos, até presentear em 1987 Piquet com a terceira coroação. Depois, para Ayrton, abriu-se o ciclo McLaren. E não só: A McLaren com motor Honda, ou seja, com o turbo retirado da Williams, que se encontrou, de repente, dois degraus mais abaixo na escada para o sucesso. O resto é história não recente, mas inesquecível: Senna foi logo coroado em 1988; então, batido pelo companheiro de equipe Prost, não sem um truque no penúltimo GP da temporada de 1989, no Japão; novamente triunfante em, 1990 e 1991. E, aqui, praticamente, encerra-se a página do Brasil que dita a lei na Fórmula 1. 

Com um apêndice, com pneus Pirelli. Senna, de fato, debuta no Circus no GP Brasil 1984 com uma Toleman com motor Hart e pneus “P lunga”. É o sexto e já tem pontos na África do Sul, sua segunda corrida. Mesmo resultado no GP seguinte, na Bélgica. Depois, uma daquelas discussões políticas típicas da F1 daqueles tempos levaram o time inglês a correr com outros pneus. Piquet deve à Pirelli as páginas mais brilhantes de seu por do sol. Já em primeiro lugar no Canadá, em 1991, com a Benetton com pneus “P Zero”, na última corrida do ano voa no molhado em Adelaide, na Austrália, ganhando segundos em cada volta sobre a McLaren de Senna ao comando. Para a “P lunga” se prospecta um sucesso clamoroso naquele que é o último GP antes do já anunciado afastamento do Circus. Piquet voa com os “P Zero wet” mas Senna percebe até muito bem: começa a gesticular em direção aos responsáveis da competição que encerram a corrida após somente 14 voltas: 24 minutos e meio que fazem parte do GP mais breve de sempre.

Brasil, Pirelli e o duelo entre os maiores pilotos brasileiros de sempre. Estes também são laços.

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