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O campeonato inteiro, corrida a corrida e pneu a pneu

Um panorama da recentemente concluída temporada da F1® através de seus destaques mais significativos e com o auxílio dos infográficos e comentários da Pirelli

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O campeonato inteiro, corrida a corrida e pneu a pneu

Não são só os pilotos ou os motores as únicas estrelas na pista. Os pneus representam um papel fundamental no desempenho dos carros, e uma escolha errada na estratégia da equipe pode colocar todo o trabalho a perder. A corrida não depende só da habilidade do condutor, mas principalmente do uso preciso dos pneus.Cada competição é única, pois além do traçado diferente das pistas e da sua duração, as condições climáticas também influenciam decisivamente no resultado. É a partir delas que as equipes montam sua estratégia, podendo optar por diferentes categorias de pneus, entre eles hipermacio, ultramacio, supermacio, macio, médio, duro e superduro, como no caso da Fórmula 1.
A temperatura dos pneus é necessária para a geometria da suspensão dos carros de corrida, pois dirá qual parte do pneu está em contato com a pista. Eles também influenciam na precisão do freio e entradas do acelerador em movimento.
A Pirelli é a fornecedora oficial de pneus para os carros de Fórmula 1, e traz das pistas para o mercado, as mais avançadas tecnologias. O P Zero, por exemplo, é o pneu de altíssima performance da marca italiana, líder no segmento premium.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou mudanças para a Fórmula 1 a partir de 2021. A partir da data, os pneus serão classificados apenas como macio, médio e duro. Outra medida adotada pela FIA será o banimento dos cobertores térmicos para pré-aquecimento dos pneus nos boxes e grids de largada. A federação pretende com isso que a borracha seja levada à temperatura ideal pelo próprio piloto com o passar das voltas, sem um auxílio externo.

Do outono no hemisfério sul (ou do confortável final da primavera na Europa) a um tépido início de inverno sob o sol de Abu Dhabi, a temporada 2015 da F1® foi longa e quente. E não apenas em termos climáticos! Eis como se desenrolou, corrida a corrida:

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MELBOURNE (15 de março) – Austrália, primeira corrida da temporada. Pneus médios e macios. Hamilton venceu com apenas um pit stop para trocar de pneus macios para médios depois de 25 voltas. Seu companheiro de equipe, Rosberg, adotou a mesma estratégia para pegar o segundo lugar, como fizeram os cinco colocados atrás deles. A corrida foi influenciada por temperaturas frescas e um novo safety car projetado para proteger os pneus.

SEPANG (29 de março) – Como esperado, com a Malásia veio o calor. A corrida começou com uma temperatura de 56°C na pista, mas mesmo essas condições extremas não foram problema para os pneus Pirelli, que levaram Sebastian Vettel à sua primeira vitória com a Ferrari. Desta vez, a estratégia para vencer foi a de dois pit stops, primeiro no composto médio e depois uma troca de pneus na 17ª volta, continuando com os médios, antes da forçada final com pneus de composto duro a partir da 37ª volta.

XANGAI (12 de abril) – Foram os médios e macios novamente na China, onde Hamilton voltou ao topo do pódio. Sua estratégia foi a de sair com pneus macios a partir do início e ficar com eles depois de 14 voltas antes de trocar para os médios na 33ª volta. Foi uma grande batalha de estratégias entre a Mercedes e a Ferrari conforme caíam as temperaturas. Embora não tenha ganhado, a Ferrari se revelou muito rápida com pneus mais macios.

MANAMA (19 de abril) – No Bahrein, a corrida começou no fim da tarde e terminou depois do pôr do sol, e foi assim marcada por temperaturas em queda rápida, dificultando particularmente o estabelecimento de uma estratégia de troca de pneus. Hamilton venceu novamente, parando duas vezes para a troca de pneus: macios desde a largada; macios de novo depois de 15 voltas; médios a partir da 33ª volta até o final. Raikkonen também entrou duas vezes e pegou o segundo lugar à frente de Rosberg na outra Mercedes, mas diferentemente de Hamilton, Raikkonen por sua vez ficou com os pneus médios até o meio da corrida antes de mudar para os macios no final.

BARCELONA (10 de maio) – O GP da Espanha novamente foi para a Mercedes em uma das mais severas pistas para os pneus. Desta vez foi Rosberg a chegar à vitória depois de dois pit stops: médios no início; médios de novo depois de 15 voltas, e duros depois da 44ª. Hamilton entrou três vezes, indo de médios-médios-duros-médios. Seguiram-se dois dias de testes na pista depois da corrida, na terça-feira e na quarta-feira.

MONTE CARLO (24 de maio) – Um circuito com superfície irregular e baixa aderência, acentuada por temperaturas frescas até o sábado. Com condições tão particulares, Rosberg venceu pelo terceiro ano seguido com a ajuda de uma estratégia de uma parada (depois da 37ª volta, perto do ponto intermediário) e uma troca de pneus supermacios para macios. A corrida teve uma grande variedade de estratégias, com alguns pilotos fazendo duas e até mesmo três paradas.

MONTREAL (7 de junho) – Novamente foi necessária apenas uma parada no Canadá, onde a pista na Ilha de Notre Dame alivia a carga sobre os pneus. Hamilton conquistou a vitória, largando com pneus supermacios e trocando para macios depois de 32 voltas. Rosberg e Bottas seguiram a mesma estratégia para chegar em segundo e em terceiro. Raikkonen (supermacios-macios-supermacios) em quarto foi o primeiro deles a fazer duas paradas.

SPIELBERG (21 de junho) – Mais uma vez na Áustria, um safety car logo depois do início possibilitou que os pilotos poupassem seus pneus no caminho para outro primeiro e segundo lugares da Mercedes, com Rosberg à frente de Hamilton e ambos adotando uma estratégia supermacios-macios. As temperaturas na corrida estiveram frescas com ameaça de chuva que só foi cair na terça-feira, o primeiro dia da sessão final de testes no ano.

SILVERSTONE (5 de julho) – O GP da Grã-Bretanha parecia ser todo Williams no início, mas Hamilton os ultrapassou com um primeiro pit stop logo no começo, e seguindo com a vitória após um total de somente duas paradas, a primeira depois de 19 voltas para trocar de médios para duros e a segunda na 43ª volta para os pneus intermediários necessários para o aguaceiro até o final da corrida.

BUDAPESTE (26 de julho) – O GP da Hungria ficou mais emocionante devido a uma série de acidentes e a um longo tempo com o safety car. Foi Vettel que tirou o máximo proveito de sua Ferrari, assumindo a liderança e mantendo-a até receber a bandeirada. As estratégias na corrida variaram bastante, com o vencedor fazendo dois pit stops e indo de macios-macios-médios.

SPA (23 de agosto) – Ficou para os pneus médios e macios no GP da Bélgica no circuito de Spa-Francorchamps, o mais longo e mais cativante de todo o campeonato, e outra dobradinha para Hamilton e Rosberg. Infelizmente, da corrida na Bélgica a Pirelli se lembrará mais da falha dos pneus de Vettel no final quando estava brigando pelo terceiro lugar. A culpa foi atribuída a todos os entulhos na pista, devido ao altíssimo número de pneus furados ao longo do final de semana, incluindo o responsável por outra falha nos pneus, desta vez para Rosberg na sexta-feira.

MONZA (6 de setembro) – A Pirelli largou no GP da Itália, o mais rápido da temporada, com pneus médios e macios. Hamilton venceu novamente com apenas um pit stop (macios desde o início, seguido por médios a partir da 26ª volta), uma estratégia também adotada pelos nove pilotos atrás dele. Descobriu-se no começo da corrida que a Mercedes de Hamilton tinha um pneu ligeiramente abaixo da pressão exigida, mas nenhuma penalidade foi aplicada.

CINGAPURA (20 de setembro) – Terceira vitória da temporada para Vettel no circuito pelas ruas de Cingapura. Vettel fez duas paradas ligeiramente cedo em sua Ferrari (supermacios-supermacios-macios) depois que dois safety cars afetaram o ritmo da corrida. A maioria dos demais pilotos também entrou na pit lane duas vezes.

SUZUKA (27 de setembro) – Oitava dobradinha da temporada para a Mercedes no Japão quando Hamilton tirou proveito de sua estratégia médios-médios-duros, batendo seu companheiro de equipe Rosberg, que terminou em segundo, seguindo uma combinação de médios-duros-duros. A estratégia da corrida variou bastante, com muitos pilotos fazendo três paradas.

SOCHI (11 de outubro) – A segunda vez para a F1® com a baixa aderência do circuito de Sochi na Rússia. Hamilton precisou de apenas uma parada para vencer a corrida, permanecendo com os pneus supermacios mais tempo (32 voltas) do que com os macios graças aos baixos níveis de degaste. A Pirelli finalizou durante o final de semana um contrato para continuar a fornecer pneus à F1® até 2019.

AUSTIN (25 de outubro) – A chuva caiu forte ao longo do final de semana no Texas, onde Hamilton venceu de novo e garantiu o título de 2015 e o terceiro campeonato mundial de sua carreira. A maioria dos pilotos fez duas ou três paradas, largando com pneus intermediários antes de mudar para os macios na segunda metade da corrida, com a pista secando.

CIDADE DO MÉXICO (1º de novembro) – A F1® voltou ao México pela primeira vez em 22 anos em uma pista que alterna trechos rápidos (com Vettel atingindo 366 km/h no final da reta principal!) e lentos, levando à pit lane. Rosberg venceu com duas paradas, macios na largada, seguido por médios depois das 26ª e 46ª voltas, uma jogada necessária devido às temperaturas acima do esperado no dia da corrida.

SÃO PAULO (15 de novembro) – Macios e médios novamente no Brasil, onde Rosberg conquistou a vitória com uma perfeita estratégia de três paradas: macios no início; médios depois das 14ª, 34ª e 49ª voltas em um total de 71 programadas. Muitos concluíram a corrida com apenas duas paradas, tirando proveito dos longos e rápidos tempos com pneus de composto médio.

ABU DHABI (29 de novembro) – Atuaram aqui os supermacios-macios pela sexta vez nesta temporada. Praticamente todos os participantes fizeram dois pit stops no que foi a terceira vitória consecutiva de Rosberg, que largou com supermacios antes de trocar para pneus macios nas 10ª e 31ª voltas. Uma estratégia um pouco diferente (macios-macios-supermacios) permitiu a Vettel apresentar uma sensacional recuperação desde as últimas colocações até o quarto lugar na bandeirada.

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