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Fórmula Um: quebrando barreiras

Na busca por velocidade, construtores continuam tentando quebrar as barreiras de desempenho dos carros. Analisaremos aqui alguns dos desenvolvimentos mais significativos dos carros de F1® ao longo dos anos

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Fórmula Um: quebrando barreiras

Ferrari 156 – beleza e potência
Inovadora, original e simplesmente linda – em suma, um design clássico da Ferrari. Com aparência agressiva – foi apelidada de "nariz de tubarão" devido às entradas de ar frontais que dão uma “cara de mau” ao veículo –, essa era uma máquina com alto consumo de combustível, mas excelente desempenho. Com um motor V6 de última geração da Ferrari que dominou a categoria após a mudança do regulamento de 2,5 litros para 1,5 litro, Phil Hill tornou-se o primeiro piloto americano a vencer um campeonato da F1® em 1961. 

Brabham BT46b – carro-ventilador
A Brabham BT46b – ou "carro-ventilador", como ficou famoso – foi um dos veículos mais inovadores da história da F1®. A Brabham, empresa com histórico de apoio a muitas novas ideias e alta tecnologia, enfrentou os dominantes carros com "efeito solo" da era incorporando um grande ventilador na parte traseira do chassis. Ele ajudava a resfriar o motor, o que era permitido, mas também sugava o ar que passava debaixo do carro e criava uma enorme sustentação negativa, o que não era permitido. O carro podia parecer meio maluco, mas ganhou seu lugar na história devido a uma incrível estatística: aposentou-se invicto. Niki Lauda venceu seu único Grande Prêmio em Anderstorp, Suécia, em 1978. Depois o carro foi banido...

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Frank Williams FW07D – seis rodas
Para a temporada de 1979, a Williams utilizou o conceito de seis rodas da Brabham e criou uma versão mais eficiente que tinha um aspecto muito mais legal. Todos os pneus tinham tamanho semelhante, com as quatro rodas traseiras proporcionando enorme tração e aderência que a Williams esperava que fossem compensadas pela falta de um motor turbo. As rodas também proporcionavam um perfil geral mais estreito que diminuía o arrasto. Testes mostraram que o carro era uma grande promessa apesar do seu enorme comprimento e peso. Mas antes mesmo de entrar nas pistas, a autoridade do esporte, a Federation Internationale de l’Autombile, anunciou que os carros de F1® deveriam ter quatro rodas. Infelizmente, nunca saberemos quão bom poderia ter sido este carro ou se o equipamento adicional teria encontrado um mercado maior.

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Lotus 63 – 4x4
A experimental Lotus 63, projetada por Colin Chapman e Maurice Philippe para a temporada do Grande Prêmio de 1969, apresentou um sistema de tração nas quatro rodas procurando explorar seu potente motor de três litros. Com muitos anos de experiência na indústria automobilística, o astuto Chapman acreditava que aquele lindo veículo era um pioneiro do automobilismo. Mas apesar de ser rápido, era difícil de guiar. Graham Hill se recusou a pilotá-lo depois de uma volta de testes já no final do processo de design. 

Ferrari 312T – revolução do chassis 
Quatro campeonatos de construtores e três de pilotos em cinco temporadas (1975-79) provam que a Ferrari 312T estava em uma categoria a parte na competição. O designer Mauro Forghieri sabia que um recondicionamento do seu predecessor era essencial para melhorar sua dirigibilidade. O resultado foi uma grande asa dianteira que lembra muito os carros de Fórmula 1® de hoje e uma característica entrada de ar alta na altura da cabeça do motorista. Havia também o câmbio transversal – o T no nome – que transformou a dirigibilidade. Combine isso com o comprimento geral mais compacto e o 312T se tornou um carro de corrida clássico e versátil.

Tyrrell P34 – seis rodas
O Tyrrell P34, projetado por Derek Gardner, foi o primeiro veículo de seis rodas. Em teoria, a substituição das duas rodas dianteiras normais por quatro menores diminuiria a área total de borracha em contato com a superfície do asfalto, melhorando muito a aderência e reduzindo a propensão do carro a “subir”, algo que ocorre com rodas maiores. Os pilotos Jody Scheckter e Patrick Depailler ficaram em primeiro e segundo lugares no Grande Prêmio da Suécia durante a temporada de 1976, mas o carro de 1977 não foi bem, e o conceito foi então abandonado. Em termos de design técnico e desenvolvimento, no entanto, o carro tem um lugar especial no panteão da F1®.

Williams FW26 – Nariz de Morsa
Com seu nariz curto e pronunciado e pilares verticais que lembravam as presas de um animal, a Williams FW26 foi criativa, inovadora e intrigante – o carro mais impactante no grid da F1® na temporada de 2004. Mas em termos de desempenho, as revolucionárias características aerodinâmicas do chamado “Nariz de Morsa” foram decepcionantes. Os incomuns componentes não funcionavam. Apenas quando os pilares verticais foram removidos e um nariz mais convencional foi introduzido já perto do final da temporada que a potência do motor BMW 3.0 V10 da Williams – um dos melhores na época – se revelou nas pistas.

Lotus 79 – efeito solo
A Beleza Negra – como a Lotus 79 foi carinhosamente chamada devido ao design gracioso, perfil elegante e pintura preta e dourada – mostrou-se impressionantemente veloz na sua estreia no Grande Prêmio da Bélgica em 1978. Mario Andretti foi pole position com mais de um segundo a frente do segundo colocado e venceu facilmente a corrida. O motivo é que ele foi o primeiro carro de F1® a desenvolver o efeito solo de aerodinâmica que sugava o carro para baixo e aumentava muito a velocidade nas curvas. Um triunfo da engenharia que acabou se tornando um protótipo para o futuro do automobilismo.

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