O Conselho de Diretores da Pirelli & C. aprovou o Plano industrial 2013-2017. O plano foi apresentado hoje para a comunidade financeira em Londres pelo Presidente e CEO da Pirelli & C., Marco Tronchetti Provera e pela alta gerência do grupo.

RESULTADOS OBTIDOS NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS

 

O plano industrial 2013-2017 da Pirelli surge dois anos após o Plano Industrial, com visão para 2015, apresentado em novembro de 2011 e representa sua evolução estratégica. O plano surge em meio a um contexto macro-econômico que vem mudando profundamente em relação àquele, observando-se os anos de 2012 e 2013 bastante impactados por uma crise que abateu a economia européia em particular. Na Europa, de fato, a difícil situação econômica resultou em um atraso de aproximadamente dois anos quando comparado às expectativas de outrora em relação ao crescimento do setor.

Antecipando a tendência de mercado, a Pirelli em 2011 já tinha identificado o segmento Premium como um dos com melhores perspectivas. Esse segmento, mesmo em um contexto econômico internacional difícil, continua a crescer a uma taxa três vezes mais rápida que o não-premium e, graças a suas altas margens, foi um dos fatores que mais contribuíram para os resultados obtidos até o momento. Uma informação transmite melhor a eficiência dessa estratégia: os produtos Premium (com tamanho igual ou acima de 17 polegadas) representam mais de 53% das receitas do negócio de veículos de passeio e mais de 80% de lucro, que apresenta um percentual de 7 pontos percentuais acima, ambos em termo de receita e lucro, comparado a somente dois anos atrás.

De 2011 até agora, a Pirelli:

-      consolidou suas parcerias com as montadoras de veículos, com uma participação do mercado no Equipamento Original ‘Prestige’ de aproximadamente 50% (+11 pontos percentuais comparado a 2011) e de aproximadamente 19% no ‘Premium’ (+5 pontos percentuais comparado a 2011) e reforçou sua posição como principal fornecedora para montadoras de veículos na Alemanha, nas regiões da Apac, Nafta e Latam;

-      aumentou o peso nos negócios de pneus de passeio do segmento Premium, que atualmente representa 53,3% das receitas totais (+7,4 pontos percentuais comparado a 2011) e mais de 80% de Ebit (+7 pontos percentuais a partir de 2011);

-      continuou a se concentrar na faixa superior do canal de reposição, movendo-se de uma estratégia baseada em volumes para uma baseada no valor;

-      alcançou a posição ‘best in class’ no segmento industrial em termos de lucratividade, com uma margem de Ebit atual acima de 13% (+4 pontos percentuais comparado a a média da indústria européia no setor) e um ROI de aproximadamente 20% nos últimos três anos;

-      consolidou o posicionamento geográfico em economias de desenvolvimento rápido. As atividades nesses países atualmente representam mais de 56% das receitas totais e mais de 63% dos lucros, com um aumento de mais de 9 pontos percentuais comparado a 2011. Um crescimento estimulado particularmente pelas regiões da Apac, Latam e Mea, assim como Nafta, capazes de absorver tanto o impacto da crise da economia européia como a diminuição do ritmo econômico do mercado russo.

-      desenvolveu, por meio da evolução da organização ao longo do tempo, uma estrutura adequada para a implementação, também por meio da transformação de sua cultura interna, de um novo modelo de negócio que saiu de uma lógica de ‘volumes’ para uma de ‘valor’. Após uma fase inicial que, nesse sentido, teve todas as funções se reportando diretamente para o Presidente e CEO, uma segunda fase que hoje em dia contém, além das funções de staff, duas áreas macro: uma dedicada ao desenvolvimento de produto, simplificação de processos e a relação com as montadoras de veículos e outra com uma visão geral de todas as operações e a implementação de eficiências. O que resultará na melhor execução e uma transferência mais eficiente de valor diretamente das montadoras para os consumidores finais;

-      de 2009 até agora, a Pirelli assistiu a uma evolução constante do ponto de vista de sua estrutura acionária e de governança. Em relação à estrutura acionária, o peso dos acionistas institucionais estrangeiros contou com um crescimento de 16% em 2009 para 27% em 2011 e 36% atualmente, uma prova dos bons resultados industriais obtidos; as ações em mercado foram de 49,3% para 73,8% como uma consequência da dissolução do contrato de bloqueio de acionistas; a Camfin, com 26,2%, permanece o principal acionista da empresa, que está se direcionando a uma estrutura acionária mais difusa. Em relação à governança, durante as assembleias de aprovação dos resultados de 2013, o Conselho, que desde 2009 conta com maioria de diretores independentes, migrou de 15 membros para os atuais 19. A partir de 2011, dois comitês, ‘Nominações e Sucessões’ e ‘Estratégias’, foram introduzidos e o Conselho representou um papel chave na supervisão dos processos de gestão de risco.

O foco no Premium, implementado nos últimos dois anos, tornou a Pirelli uma empresa capaz de gerar em 2013 um fluxo de caixa livre superior a 3% das receitas.

METAS ALCANÇADAS COM O PLANO ANTERIOR

 

Em termos de Ebit:

-      o segmento de passeio atingiu as metas estabelecidas para 2011 e 2012 e, nas economias de desenvolvimento rápido, também as de 2013;

-      o segmento industrial excedeu as metas de todos os três anos;

-      as eficiências totais anunciadas atingiram as expectativas para os três anos;

-      o gerenciamento eficaz  do capital de giro e dos investimentos permitiram, mesmo após a aquisição de canais de distribuição comerciais na Escandinávia (Dackia) que não estava previsto no plano anterior, obter um índice entre o fluxo de caixa líquido (antes dos dividendos e o impacto do Prelios) e receitas acima de 3% em 2013.

Em relação ao negócio Consumer, as metas de 2013 foram afetadas pela desaceleração da economia europeia, o enfraquecimento do mercado de veículos na Rússia juntamente com atrasos no desenvolvimento da rede comercial local e o desaquecimento do mercado global de motocicletas, afetado pela crise econômica.

 

TENDÊNCIA DA INDÚSTRIA

 

O mercado automotivo continuará a ser impactado por fatores externos, tais como uma incerteza persistente na macro-economia, obrigações regulatórias, volatilidade na taxa de câmbio e na evolução da demanda em relação aos hábitos do consumidor e estilo de vida. O setor de veículos tem previsão de crescimento a uma taxa anual de 3,7% até 2017, com um aumento constante na participação do Premium. Em 2017, em particular, está previsto que quase 10% do total do parque circulante será composto de veículos Premium, com um aumento em relação à estimativa de 9,1% para 2013. O Premium permanecerá concentrado na Europa e na área da Nafta, que representará 60% do total comparado aos 65% em 2013, além da área Apac, cuja participação prevê-se aumentar para 30% dos 27% atuais.

No segmento de pneus, confirmando a eficiência do posicionamento estratégico da Pirelli, prevê-se que o Premium deverá continuar a crescer a uma taxa 3 vezes mais rápida que o segmento não-premium, com um crescimento anual médio esperado em nível global de 2013 para 2017 de 7,3% comparado a 2,4% para não-premium (+3,6% do crescimento total)

Nas economias estabelecidas (Europa e Nafta), em particular, o crescimento anual previsto no Premium é de 5,7% comparado a 0,3% do não-premium (+2,2% de crescimento total). Em economias de crescimento rápido, em resumo, o crescimento anual médio previsto para o Premium é de 11,6% comparado aos 3,8% do não-premium (+4,8% do crescimento total).

Em 2017, está previsto que o Premium deve representar 26% do mercado total de pneu (38% nos mercados estabelecidos e 15% em economias de desenvolvimento rápido), um crescimento de 4 pontos percentuais comparados a uma estimativa de 22% em 2013.

Desta forma, um contexto possível para o futuro é que:

-      a lucratividade dos produtos Premium nos mercados de veículos e de pneu permanecerá estruturalmente superior à média dos respectivos setores;

-      as economias estabelecidas continuarão a ter um papel preponderante no segmento Premium;

-      o segmento de pneu continuará a ser regido pelas dinâmicas positivas das economias emergentes, começando pela área Apac;

-      a volatilidade da taxa de câmbio permanecerá significativa, particularmente em mercados emergentes;

-      o comércio internacional será caracterizado por intercâmbios entre blocos regionais em oposição aos globais.

Essas tendências já foram base para o plano industrial prévio e atualmente fornecem à Pirelli uma vantagem quando comparada aos seus concorrentes.

 

PLANO INDUSTRIAL 2013-2017: META DE LUCRO EM >15% E ROI EM 28% PARA 2017 GERAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO ANTES DOS DIVIDENDOS DE 1,6 BILHÕES DE EUROS

 

Ações do plano 2013-2017:

- crescimento maior nos segmentos de negócios de maior valor agregado

- obtenção de valor dos produtos Medium selecionados

- redução adicional de volumes e capacidade no segmento Standard

- realização de novo plano de eficiências

- investimento seletivo em projetos de alto retorno

- controle contínuo de capital de giro

Os pontos acima permitirão um aumento no retorno de investimentos (ROI) e no lucro (margem Ebit), com o objetivo de alcançar as metas abaixo ao final do plano:

Total em 2017:

-      margem EBIT (antes dos custos de reestruturação) > 15% (aprox. 13% estimado para 2013);

-      ROI (excluindo participações financeiras) em torno de 28% (20% estimado para 2013);

-      Dívidas líquidas/Ebitda líquidos abaixo de 0,3 (estimado 1,2 em 2013).

 

Lucratividade na unidade de negócios:

-      em torno de 12,5% em 2013 para em torno de 16% em 2016 no segmento de passeio (crescimento de ROI em torno de 18% para 25% em 2016);

-      de aproximadamente 15% em 2013 para >17% em 2016 no setor de motocicletas (crescimento de ROI de aproximadamente 47% para aproximadamente 52%);

-      de > 13,5% em 2013 para aproximadamente 14% em 2016 no segmento industrial (crescimento de ROI de aproximadamente 23% para aproximadamente 27%).

Peso das áreas geográficas sobre a lucratividade:

-      a contribuição Ebit das economias de desenvolvimento rápido (excluindo América do Sul), atualmente igual a 20%, tem uma previsão de crescimento até aproximadamente 30% em 2016 (com uma taxa de crescimento anual média de 22% alavancada pelo crescimento previsto do Premium);

-      a contribuição Ebit da América do Sul, atualmente igual a 45%, ficará em torno de 35% (com um crescimento médio anual de 3% e uma margem de Ebit estável em torno de 15% no período);

-      finalmente, em mercados maduros, a contribuição Ebit, atualmente igual a 35%, passará a mais dos 35% em 2016 (com crescimento médio anual de 12% associado à dinâmica e eficiências maiores do Premium, especialmente na Europa);

Meta do setor de pneus

                                                             2013E             2014E            2016E     Cagr 2013-16

Receitas         (em euros)                      ~6.2 bln          6.6 bln            7.5 bln            ~6.5%

% industrial                                           27%                27%                26%

% consumer                                         73%                73%                74%

Margem Ebit                                      >13.5%           14%                ~15%

Antes de reestruturação de custos

% industrial                                           27%                25%               24%

% consumer                                         73%                75%               76%

No geral, considerando Ebit em 2013 de 100, nossa previsão é um Ebit de 134 em 2016.

Meta para segmento Consumer

                                                             2013E             2014E            2016E              Cagr 2013-16

Receitas         (em euros)                      >4.5 bln          ~4.9 bln          5.5 bln            ~6.5%

Margem Ebit                                      >13.5%            >14%                >15.5%

Antes de reestruturação de custos

No segmento Industrial, considerando Ebit em 2013 como 100, nossa previsão é um Ebit de 140 em 2016.

Meta para segmento industrial

                                                             2013E             2014E             2016E              Cagr 2013-16

Receitas         (em euro)                                    <1.7 bln          >1.7 bln           ~2.0 bln        >6%

Margem Ebit                                      >13.5%            >13%                ~14%

Antes de reestruturação de custos

Em geral, considerando Ebit em 2013 de 100, nossa previsão é um Ebit de 121 em 2016.

 

EFICIÊNCIAS

 

Por conta das ações acima mencionadas para reforçar a competitividade, após os 322 milhões em eficiências obtidos entre 2011 e 2013, o plano para 2017 prevê eficiências adicionais de aproximadamente 350 milhões de euros. Desses, aproximadamente 320 milhões virão das eficiências associadas às atividades industriais e de produto (56% de materiais, 30% dos custos de mão de obra, 8% dos controles de custo e 6% da produção aumentada em países de baixo custo industrial) mais outros 30 milhões de euros das despesas gerais e administrativas.

 

INVESTIMENTOS JÁ REALIZADOS

 

No período de três anos, 2011-2013, a Pirelli investiu 1,5 bilhões de euros para ampliação de plantas, atualizações tecnológicas alinhadas ao foco Premium, melhor localização das fábricas (a capacidade produtiva de 100% dos produtos para veículos industriais e de 78% do Consumer está localizada em países de baixo custo de produção) e para complementar o trabalho de reestruturação que o restante da indústria tem feito atualmente.

Os investimentos do grupo atingiram seu pico em 2011. Isso, juntamente com o foco no Premium, estabeleceu as bases para uma robusta geração de caixa.

.

RECURSOS DISPONÍVEIS PARA O PLANO:

INVESTIMENTOS DE 1,6 BILHÕES, MAIS DE 60% NA EUROPA E AMÉRICA DO SUL

 

Geração de caixa bruto de aproximadamente 3 bilhões de euros

 

O plano prevê uma geração de caixa bruto (antes dos investimentos e dividendos) de 3 bilhões de euros, assim como a venda de ativos financeiros de 150 milhões de euros. O caixa total será usado para:

-      financiar os 1,6 bilhões de investimentos previstos para o período do plano

-      distribuir dividendos de mais de 700 milhões (com um pagamento confirmado igual a 40% dos ganhos líquidos consolidados)

-      redução da posição financeira líquida pela parte remanescente, igual a 850 milhões de euros do caixa líquido.

 

NOVOS INVESTIMENTOS

O novo plano, considerando os montantes investidos nos anos anteriores, prevê investimentos de até 1,6 bilhões nos próximos quatro anos. 82% desses será direcionado para o segmento Consumer (dos quais 74% em veículos de passeio, 6% em motocicletas e 2% em outros setores) e 18% será no segmento industrial (dos quais 11% em caminhão, 3% no setor agrícola e 4% em outros segmentos industriais).

Ao todo, 38% dos investimentos será feito na Europa, 26% na América do Sul, 14% na Apac, 10% na Nafta, 6% na Rússia e 6% no Meai (Oriente médio, África e Índia).

Com esses investimentos, a capacidade do setor Consumer crescerá dos atuais 69 milhões de unidades por ano para 81 milhões em 2017, com a previsão de que o segmento Premium cresça para 63% do total comparado aos atuais 48%. A capacidade industrial crescerá dos atuais 6,2 milhões de unidades para 6,8 milhões em 2017. Esses valores consideram a evolução de demanda de mercado.

Quociente dívida líquida/Ebitda cairá de 1,2 no fim de 2013 para 0,3 em 2017

 

Em 2017, esperamos que a posição financeira líquida melhore de <-1,4 bilhões previstos no fim de 2013 para aproximadamente -500 milhões, com melhorias no quociente dívida líquida/Ebitda de 1,2 para 0,3 no fim do plano.

 

O custo de débito deve permanecer abaixo de 6,5% durante a vigência do plano, devido à exposição de débito em países com altas taxas de juros. A taxa de impostos está prevista para cair progressivamente, para 36% em 2014, um ponto percentual menor do que em 2013, e para 35% em 2016.

O plano é baseado no pressuposto (obtido de instituições externas líderes de referência) de que o mercado forex terá um índice euro/dólar em uma média de 1,29 em 2014 para, então, estabilizar-se ou desvalorizar-se levemente, e o índice dólar/real com uma desvalorização de 5% em 2014, e subsequentemente 2% anualmente.

AÇÕES RELACIONADAS AOS NEGÓCIOS: FOCO NO PREMIUM E OBTENÇÃO DE VALOR DO SEGMENTO MEDIUM

 

 

 

SEGMENTO CONSUMER

 

CARRO DE PASSEIO

Cenário

No período de 2013-2017, espera-se que o mercado global de equipamento original cresça de 412 para 496 milhões de unidades, com um índice de crescimento médio anual de 4,8%, por conta do desempenho positivo do segmento Premium (+7,4%). Em 2017, a Premium representará 34% do total, com dinâmica diferente nas áreas geográficas individuais. Para o mercado de reposição, espera-se um crescimento médio anual de 3% durante a vigência do plano, novamente impulsionado pelo Premium, com um índice de crescimento médio anual de 7,3%, para 1.068 milhões de unidades. O segmento Premium representará 22% do volume total.

Estratégia

A estratégia da Pirelli para o plano será de acelerar o desenvolvimento do segmento de pneus Premium e Super Premium (com uma dimensão igual a ou maior que 17 e 18 polegadas), que comprovadamente impulsionam a criação de valor tanto em Equipamento Original quanto em Reposição. Esperamos, portanto, que o volume dos produtos Premium cresça de uma estimativa de 38% em 2013 para 44% em 2016, com uma contribuição estimada para o faturamento a partir de 56% em 2013, de 60% em 2016 e de uma margem Ebit (antes da reestruturação e excluindo a Rússia) de aproximadamente 16% (em torno de 14% em 2013).

A Pirelli também pretende reduzir ainda mais os volumes e capacidade no segmento Standard e aumentar a competitividade e lucratividade do segmento Medium. A Pirelli espera conferir valor adicional para sua estratégia de crescimento deste segmento, em virtude de sua dinâmica comercial e de mercado, considerando as altas margens de alguns dos produtos nele incluídos.

A oferta de Medium acompanha o nível desejado pelos fabricantes de veículos Premium, permitindo que ofereçamos uma linha completa de produtos, e a demanda vinda de nossa crescente rede de própria varejo, assim como atender a demanda em locais como Brasil, onde este segmento ainda é preponderante.

A estratégia Premium compreende os seguintes elementos:

-          uso contínuo do fornecimento de Equipamento Original como alavanca para aumentar as vendas no segmento de Reposição (estratégia de OEM);

-          maior foco no consumidor por meio de um programa de integração da rede de varejo e de marketing focado;

-          reforço das atividades comerciais nas áreas de maior interesse, com expansão da rede de varejo, a qual em 2016 vai atingir em torno de 9.500 unidades (6.000 ao final de 2013), com uma meta de vendas de 50% no segmento Premium.

Para tornar o segmento Medium ainda mais competitivo e lucrativo, a Pirelli prevê uma série de ações:

-          planejamento dentro das metas de custo, graças, também, à maior versatilidade nos compostos e instalações;

-          racionalização do portfólio de produtos;

-          padronização dos componentes;

-          produção focada em fábricas de baixo custo (China, România e Rússia);

-          extensões de produtos tais como Runflat e Inverno para o segmento não-premium, para trazer as altas margens destes produtos para este segmento.

Em linha com o foco em Premium, os volumes e a capacidade no segmento Standard serão reduzidos ainda mais.

RÚSSIA

O histórico macroeconômico na Rússia piorou em decorrência de uma desaceleração no crescimento do PIB (+1,8% em 2013 comparado com os +3,4% esperados), o que levou a menos emplacamentos de veículos (-5% em 2013), uma queda na demanda de pneus (-3,5% estimados em 2013) e maior dificuldade de acesso ao crédito. Fatores econômicos levaram a uma subutilização das linhas de produção, com impactos negativos no custo. A Pirelli também está atrasada na expectativa de completar a gama disponível de produtos e do desenvolvimento da rede de vendas.

A Rússia, no entanto, é um mercado estratégico para a Pirelli por causa da natureza de sua demanda, concentrada em pneus de inverno. Graças à aquisição de duas novas instalações locais, a capacidade produtiva da Pirelli está muito bem colocada para atender o mercado. Com uma fábrica construída “do zero”, a Pirelli teria atingido sua capacidade de produção atual em 2018. O desenvolvimento de instalações e atualização para o padrão Pirelli está ocorrendo de acordo com o plano e nenhum investimento adicional em capacidade é estimado, em comparação com os planos anteriores. A meta é atingir a capacidade total de utilização, parcialmente graças às exportações da produção de Kirov para a Europa, eficiências melhoradas e medidas de racionalização. A fábrica de Voronezh, concentrada exclusivamente no segmento Premium, manterá uma capacidade de 2 milhões de unidades ao ano, enquanto Kirov, não focada nos pneus Premium, terá uma capacidade em 2017 de 6,9 milhões de unidades (comparado com 5,9 milhões de unidades em 2013). Ambas as fábricas obtiveram a certificação dos fabricantes de veículos e estão, portanto, aptas para produzir para as montadoras europeias.

O plano de desenvolvimento pode ser dividido nos seguintes elementos:

-          aumentar os produtos de inverno para completar a oferta

-          aumentar o fornecimento de pneus para grandes fabricantes europeus de Equipamento Original para beneficiar do efeito da estratégia de OEM sobre Reposição

-          acelerar a rede multi-canal para chegar mais rápido ao projeto varejo (que já possui mais de 600 lojas Premium Pirelli) e aumentar a penetração nos canais de distribuidores de veículos

-          expandir a presença comercial no mercado CIS

-          aumentar a produção ao aumentar a capacidade de utilização da fábrica 

-          plano de eficiências para aumentar a lucratividade.

 

Rússia EBIT [Earnings Before Interest and Taxes - Lucro Antes dos Juros e Impostos] e metas de receitas

Essas ações vão oferecer uma margem Ebit ”mid-single digit”  em 2014, com receitas em torno de 280 milhões de euros, e a margem Ebit de dois dígitos a partir de 2016, com receitas em torno de 370 milhões de euros.

 

MOTO

O mercado de moto deverá crescer a uma taxa média anual de 6,3% entre 2013 e 2017, com 393 milhões de unidades estimadas para 2017. Durante 2012 e 2013, a queda na demanda, a forte desvalorização da moeda brasileira, o fim dos incentivos na América do Sul e o aumento da competitividade produziram uma queda nas receitas e margens abaixo das expectativas. A Pirelli está esperando recuperação de mercado no final de 2013 e pode combater este cenário negativo com sua excelência tecnológica e expansão esperada nos novos mercados.

O objetivo é manter a posição em mercados consolidados e elevá-la em mercados de alto crescimento, por meio de:

-          esforços de pesquisa contínuos para explorar a competitiva vantagem tecnológica;

-          forte inovação de produtos e o lançamento de mais de 14 novos produtos específicos para as demandas específicas de cada mercado até 2017;

-          simplificação dos processos de produção;

-          crescimento redes de distribuição/vendas;

-          crescimento em mercados tradicionais;

-          expansão na Europa (em países onde a quota de mercado hoje está abaixo da média), nos EUA (com um novo distribuidor) e na área da Asean [Associação da Nações do Sudeste da Ásia], com uma presença comercial inicial para mais tarde avaliar novos desenvolvimentos;

-          um plano de eficiência.

Esperam-se receitas em 2014 de mais de 400 milhões de euros (< 400 milhões estimados em 2013), > 500 milhões em 2016, com margem crescendo de ~16 % em 2014 (~15% em 2013) a > 17% em 2016.

 

SEGMENTO INDUSTRIAL

A Pirelli ocupa uma posição de liderança absoluta na América do Sul e na África do Norte e é um dos principais protagonistas no Oriente no segmento de caminhões, sendo líder no segmento de mercado Agro na América do Sul. No segmento industrial, a Pirelli atingiu sua meta de Ebit em termos absolutos e na margem um ano antes do previsto. O Ebit no segmento, na verdade, é > 13,5% em comparação com a média europeia para os seus concorrentes de aproximadamente 9% no primeiro semestre de 2013.

Nos últimos três anos, apesar da desaceleração do mercado, a Pirelli atingiu um ROI [retorno nos investimento] de aproximadamente 20%, superior ao do grupo.

A Pirelli conseguiu contrariar a desaceleração do mercado e o efeito negativo das taxas de câmbio, que reduziu o impacto positivo da redução dos custos de matérias-primas, por meio do lançamento de novos produtos – em particular a Série 01 –, eficiência, conversão rápida da planta Settimo Torinese e a colocação de 100% da produção industrial em países com baixos custos industriais.

A capacidade de produção anual de pneus de caminhões e agro aumentará em 2%, passando de 6,2 milhões de unidades em 2013 para 6,8 milhões de unidades em 2017.

 

CAMINHÃO

As perspectivas para o mercado de pneus de caminhão para o período de 2013-2017 é de crescimento anual de 2,1%, passando de 141 milhões de unidades em 2013 para 153 milhões de unidades em 2017. Os mercados em desenvolvimento rápido crescerão a uma taxa média anual de 2,3% em comparação com 1,8% dos mercados maduros. No que diz respeito às áreas geográficas, a América do Sul e a MEA vão crescer, respectivamente, a uma taxa de 3,7% e 2,4%, Apac 1,7% e a Europa 1,5%.

A Pirelli pretende consolidar sua posição de liderança na área da América do Sul e nos principais mercados (Arábia Saudita, Marrocos e África do Sul) da área da MEA, e reforçar a sua posição na área da Apac e melhorar a rentabilidade na Europa, por meio de:

-      implementação de uma plataforma de produção global que pode ser adaptada em nível local às necessidades do cliente;

-      introdução de soluções para suprir os controles e monitoramento dos custos de frota;

-      uma organização enxuta, com particular atenção para a eficiência.

Na área da Apac, em particular, o crescimento de volume anual médio para 2013-2017 deverá ser inferior a 2%, com uma fatia menor de pneus radiais.

Na China, a Pirelli tem como objetivo aumentar a capacidade de produção de suas fábricas e explorar novas parcerias. Entre as ações que o grupo pretende aplicar, está a identificação de novos parceiros de distribuição, a extensão da rede de varejo e a introdução de soluções para frotas. Pirelli também visa reforçar a cooperação com o governo e outros fabricantes de pneus para promover a introdução da tecnologia Tubeless para a reconstrução, e os pneus verdes.

 

AGRO

O mercado sul-americano para pneus Agro, no qual Pirelli detém uma posição de domínio absoluto, é caracterizado por uma taxa de crescimento entre as mais rápidas em nível mundial e uma elevada concentração de produtores. Segundo estimativas, ele vai crescer 6%, passando de 1,4 milhões de unidades em 2012 para 2 milhões de unidades em 2017. O mercado brasileiro está passando por uma evolução tecnológica contínua, exigida pela constante renovação do parque de máquinas, facilitada por generosos incentivos do governo. Equipamento Original representa mais de 50% do mercado agro.

A meta da Pirelli na América do Sul é aumentar o peso das receitas Agro na receita industrial total de 12% em 2013 para 14% em 2016, com uma rentabilidade de dois dígitos.

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO: DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E NOVOS PRODUTOS

 

O investimento em pesquisa e desenvolvimento, equivalente a 7% das receitas Premium, está concentrado em produtos de alta qualidade, oferecendo os seguintes resultados importantes:

-      No Consumer, 10 das novas linhas de produtos das 20 previstas para o período 2011-2015 já foram lançadas, alinhadas aos planos anunciados;

-      Em Caminhão, a evolução dos produtos Winter [de inverno], Regional e Offroad da gama 01 foi concluída com êxito;

-      Em Moto, os novos produtos Enduro e Sport Touring receberam os reconhecimentos máximos nos testes de 2013;

-      A primeira geração de Cyber ​​Tyre foi comercializada em 2012 e a segunda será lançada no mercado em 2015.

-      No setor de P&D, eficiências de aproximadamente 50 milhões de euros foram alcançadas em apenas dois anos, equivalente a mais de 70% da eficiência total prevista para o período de 2012-2014.

Para alcançar os resultados do novo plano de 2013-2017, a Pirelli pretende reforçar ainda mais seu compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento – uma área que tem sua principal conexão em Milão e 10 centros regionais e emprega 1.400 engenheiros – em todos os segmentos de negócios.

A área de passeios desenvolverá 14 novas linhas de produtos (dos quais 6 são Winter): 6 serão destinados a Equipamentos Originais e 8 à Reposição. Os novos produtos serão, em parte, destinados a todos os mercados, e em parte aos mercados locais. Seis linhas incluirão produtos de nicho, como os pneus Runflat, Seal Inside e Noise Reduction. Além de aumentar significativamente o portfólio de produtos, a Pirelli apresentará outras inovações tecnológicas. Entre elas, o sistema PNCS (Sistema de Cancelamento de Ruído da Pirelli) para reduzir a poluição sonora, e novos materiais e geometrias que visam reduzir a resistência ao rolamento de alguns produtos em 20% até 2017.

Em moto, a Pirelli pretende consolidar sua liderança tecnológica com produtos de desempenho cada vez melhor. Durante o período de 2014-2017, 10 novos produtos Pirelli estão previstos para lançamento e 11 Metzeler. Em particular, uma nova linha radial para motos de 250-350cc será desenvolvida para a América do Sul, enquanto a linha Metzeler Custom Touring será lançada na América do Norte.

Em caminhões, a Pirelli lançará 11 novos produtos ao longo do período de 2014-2017. Entre estes, o novo regional com maior quilometragem e tecnologia de reconstrução da banda de rodagem, os pneus para rodoviase  cidades terão resistência ao rolamento em alinhamento com a oferta dos principais concorrentes e a conclusão da gama de pneus para condições de inverno muito rigorosas. Por fim, a Pirelli se concentra no desenvolvimento de tecnologia de reconstrução e atendimento ao cliente por meio do Cyber Fleet.

No negócio agro, a Pirelli transferirá o processo de radialização de pneu no canal de reposição, investirá em capacidade de produção local e na renovação da gama de produtos e estabelecerá parcerias com as principais marcas – John Deere, CNH, AGCO – também visando o desenvolvimento de produtos para atender às necessidades locais.

 

OUTROS NEGÓCIOS

Em virtude do cenário de mercado e buscando maximizar o retorno sobre os investimentos ao concentrar os recursos em negócios mais rentáveis, a Pirelli pretende aumentar o valor dos negócios de Meio Ambiente e Filtros por meio de spin offs e/ou parceiras com atuais parceiros. A Pirelli Pzero, uma empresa do segmento de design e moda, continuará representando uma importante alavanca para a valorização da marca.

PLANO DE SUSTENTABILIDADE

O plano de sustentabilidade da Pirelli integra e apoia o plano industrial do grupo com uma visão para 2020 e foi desenvolvido em conformidade com o modelo “Value Driver” inspirado no PRI (Princípios para o Investimento Responsável) da ONU e no Pacto Global das Nações Unidas para encorajar o diálogo entre investidores e empresas sobre questões de sustentabilidade (ESG, Meio-ambiente, Social, Economia). O crescimento, a produtividade, a governança e o gerenciamento de riscos são as diretrizes.

Apesar do contexto macroeconômico difícil, a Pirelli já obteve resultados importantes: as receitas de produtos “verdes” representam hoje 42% da receita de pneus, a redução do indicador de frequência de acidentes (-60% em relação a 2009) foi alcançada dois anos antes do previsto e a reciclagem de resíduos de produção está alinhada aos objetivos do plano de 2011-2013. O desempenho de sustentabilidade da Pirelli é confirmado pelos índices de classificação líderes da indústria: em 2013, foi reconhecida pelo setimo ano consecutivo como líder global de sustentabilidade para o setor de “Autopeças e Pneus” nos índices mundiais e europeus de Sustentabilidade Dow Jones, confirmado o proprio resultado igual a 100/100 nos indícess FTSE4GOOD e, entre outras coisas, é a única empresa do setor pneus inserida no Global Compact 100, novo índice de finança sustentável das Nações Unidas.

O plano de sustentabilidade de 2014-2017 que estabelece uma série de metas para 2020 prevê:

-      receitas de produtos “verdes” em 2017 iguais a 48 % da receita de pneus;

-      redução de 90% no indicador de frequência de acidentes em 2020 em comparação com 2009. Esta meta será alcançada graças aos investimentos em equipamentos cada vez mais seguros, além de programas para reforçar a cultura de segurança entre os funcionários do grupo;

-      redução de 15 % nas emissões de CO2 até 2020;

-      redução de 18 % no coeficiente de consumo específico de energia até 2020;

-      redução de 58% no coeficiente de uso específico de água até 2020;

-      reciclagem de resíduos de produção acima de 95% até 2020;

-      manutenção do investimento em pesquisa e desenvolvimento, equivalente a 7% do faturamento Premium, dedicado ao desenvolvimento de produtos mais seguros e de menor impacto ambiental.

Finalmente, o plano de sustentabilidade se apoiará na adoção de modelos cada vez mais avançados de gerenciamento de riscos estratégicos e operacionais e uma direção mais abrangente das responsabilidades econômicas, sociais e ambientais da cadeia de suprimentos em uma perspectiva de desenvolvimento harmonizada.