A Pirelli vai levar os pneus P Zero Laranja (duros) e P Zero Branco (médios) para o GP da Inglaterra, que acontece em Silverstone entre os dias 28 e 30 de junho. Trata-se praticamente de uma segunda corrida em casa para a empresa italiana, uma vez que o depósito de logística de F1 se localiza na cidade britânica de Didcot, a menos de uma hora do circuito em Northamptonshire.

Serão fornecidos também dois conjuntos extras de pneus duros protótipos por carro, os mesmos vistos na Espanha, disponíveis apenas nas duas sessões de treinos livres da sexta-feira.

Silverstone, um dos circuitos mais antigos e mais rápidos do calendário da Fórmula 1, recebeu grandes reformas nos últimos anos. O traçado é rápido, o que significa que muita força G é colocada sobre os pneus, aumentando, consequentemente, o desgaste e a degradação. No passado, mesmo com as equipes utilizando diferentes estratégias, houve corridas com finais bem disputados.

“Silverstone tem velocidade média alta e sequências de curvas rápidas, por isso a corrida será o oposto do Canadá, realizada há três semanas – que era muito mais um ‘para e anda’, embora também exigisse muito dos pneus, mas por razões muito diferentes. Por essa razão, trouxemos os dois compostos mais duros da gama P Zero para o GP da Inglaterra, com um novo processo de colagem que une a banda de rodagem à cintura de aço, projetado para eliminar os problemas de delaminação”, diz Paul Hembery, diretor de motorsports da Pirelli.

“Durante os treinos livres em Silverstone teremos o mesmo protótipo duro visto no início desta temporada, que visa uma maior durabilidade do que o equivalente atual. A construção dos pneus não vai mudar, mas como as equipes não experimentaram os pneus que disponibilizamos na sexta-feira na Espanha, terão a oportunidade de testar este novo composto em uma pista diferente para coletar mais dados”, explica Hembery.

Outro fator importante em Silverstone é o clima britânico, muito variável. Por isso, não será nenhuma grande surpresa se os pneus Cinturato Verde (intermediário) e Cinturato Azul (chuva forte) forem utilizados em algum momento. Por essa razão, é muito difícil prever o número de pit stops no dia da corrida. No ano passado vimos estratégias de duas paradas em condições secas, depois de dois dias chuvosos. Mas este ano os compostos são mais macios, por isso, se a pista permanecer seca, poderemos ter entre três e quatro paradas. Devemos estar em posição para fazer uma previsão mais precisa após os treinos livres”, conclui Hembery.

O circuito de um ponto de vista dos pneus:

  • Enquanto as altas velocidades e grandes níveis de energia laterais são as principais características de Silverstone, há também algumas partes mais lentas e mais técnicas do circuito, onde ele foi modificado nos últimos anos. Nestas áreas, a aceleração combinada é particularmente importante. Isto acontece quando o piloto está esterçando o volante e acelerando ao mesmo tempo, na saída de uma curva. Nesse momento, o trabalho do pneu é crucial.

 

  • O piso em muitos trechos de Silverstone é novo, com o asfalto menos acidentado e abrasivo do que nas partes mais antigas. O pavimento áspero aumenta a aderência, mas também contribui para acelerar os níveis de desgaste e degradação.

 

  • No ano passado, uma série de estratégias foram vistas após uma sessão de classificação sob chuva, pois os pilotos puderam largar com qualquer um dos compostos lisos. Mark Webber, da Red Bull, venceu a corrida largando em segundo, com o pneu macio e colocando pneus duros nos seus dois pit stops. Fernando Alonso, da Ferrari, foi o pole, mas terminou em segundo depois de fazer o oposto: duas passagens iniciais com o pneu duro, terminando com o pneu macio.

 

Notas técnicas:

  • As acelerações laterais sobre os pneus estão entre as maiores da temporada, atingindo um pico de 5G. Isto significa que a temperatura da superfície do pneu pode exceder os 110 graus centígrados, chegando perto do limite da sua janela de trabalho.

 

  • Silverstone não é um dos circuitos mais fáceis de ultrapassar, o que significa que, para vencer, será importante obter uma boa posição no grid e escolher bem as estratégias. O trecho da nova arena interna, após a curva Abbey, foi inaugurado em 2011 para ajudar a promover as ultrapassagens.