Nos meses de agosto e setembro o espetáculo itinerante “A Criada Patroa”, será apresentado em escolas da Rede Estadual de São Paulo. Idealizado por Livia Sabag e Cléia Mangueira, o projeto “Ópera na Escola”, tem como objetivo possibilitar a estudantes e à população de baixa renda, o acesso à música erudita e ao gênero operístico.

 “A ópera, por sua natureza híbrida, que inclui música, teatro e artes visuais, é uma forma de arte que pode ser facilmente apreciada por qualquer tipo de público. No entanto, a maior parte da população brasileira não tem acesso à espetáculos eruditos, que geralmente são produzidos para uma elite de alto poder aquisitivo. Dessa constatação surgiu a idéia de irmos até esse público, que julgamos carente.”, explica Livia Sabag, diretora Cênica do espetáculo.

 “A Criada Patroa”, que conta com o patrocínio da Pirelli, é uma versão em português da famosa ópera italiana La Serva Patrona, que por sua enorme qualidade artística entrou para o repertório dos grandes teatros e até hoje é frequentemente encenada, especialmente como introdução ao público leigo.

 “Estamos felizes em fazer parte do Ópera na Escola, não só porque é um projeto pioneiro no Brasil, mas também porque a Pirelli acredita que a arte, sob todas as suas formas, inclui e amplia a visão de mundo das pessoas. Com o acesso a música , os jovens aumentam seus conhecimentos, o que gera novas possibilidades para seu futuro”, diz Mario Batista, diretor de Assuntos Corporativos da Pirelli. 

 Além da apresentação gratuita o público receberá informações sobre o gênero e sobre o processo de elaboração do espetáculo.

 “Nos inspiramos no projeto de Formação de Público em Teatro, produzido pela Prefeitura de São Paulo há uns anos atrás. Colocamos os músicos e o cenário numa van e partimos para as escolas. Chegando lá montamos nossa produção, como faziam as companhias mambembes antigamente, depois desmontamos tudo e partimos para outra escola”, conta a diretora de produção Cléia Mangueira.

 A obra original é escrita para dois cantores, um ator e uma pequena orquestra. Nessa versão, a orquestra foi substituída por um piano elétrico, para facilitar a logística de transporte. A estréia está programada para o dia 28 de agosto em uma escola no Município de Santo André.

 SINOPSE

A CRIADA PATROA – Giovanni Batttista Pergolesi

 O espetáculo conta as desventuras da criada Serpina (Caroline De Comi), educada desde a infância por seu patrão Uberto (Márcio Marangon). Quando adulta, Serpina se apaixona pelo patrão e cria uma série de “armadilhas”, com a ajuda de seu amigo, também criado, Vespone, para conseguir casar-se com Uberto. Com muito humor, A Criada Patroa conduz o espectador através de tramas engenhosas, misturando a linguagem da comédia popular italiana com arquétipos da cultura brasileira. A obra original é um marco na história da ópera, pois é considerada precursora do estilo cômico no gênero.

 FICHA TÉCNICA

 Direção Cênica e Pedagógica: Livia Sabag

 Dedicando-se com exclusividade à direção cênica de espetáculos operísticos, Lívia Sabag realizou em julho de 2010 a direção cênica da ópera Rigoletto, de Verdi no Theatro São Pedro em São Paulo. Em 2009 realizou a direção artística e cênica de Pagliacci, de Leoncavallo, no mesmo teatro. Em 2008 concebeu e dirigiu a produção de Amelia al Ballo, de Menotti, para o Teatro Municipal de São Paulo e, no mesmo ano, realizou a direção artística e cênica das óperas A Water Bird Talk, de Dominick Argento e The Bear, de William Walton, no Theatro São Pedro. Foi ainda  assistente de direção em Maria Golovin, também de Menotti, no “XII Festival Amazonas de Ópera”, em Manaus. Em 2007, dirigiu Il Matrimonio Segreto, de Cimarosa, no Theatro São Pedro. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, estreou como diretora de ópera em 2003 com Der Schauspieldirektor (O Empresário), de Mozart, no Anfiteatro Camargo Guarnieri da USP. Em 2009, realizou estágio em direção cênica durante a montagem de Dialogues de Carmelites, de Poulenc, dirigida pelo americano Marc Verzatt em Westminster University, na cidade de Princeton em New Jersey.

 Direção de Produção: Cléia Mangueira

 Graduada em Comunicação Social, trabalha há mais de 12 anos na administração, gestão e produção de projetos culturais, destacando-se nas áreas de música erudita, teatro, cinema e artes plásticas. Recentemente produziu as óperas, Rigoletto, de Verdi, Pagliacci, de Leoncavallo, Water Bird Talk, de Dominick Argento e The Bear, de William Walton no Theatro São Pedro em São Paulo. Realizou em Portugal, Espanha e França pesquisa para o documentário Fora do Figurino. Produziu em parceria com Eddynio Rossetto as óperas O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu em São Paulo e Belo Horizonte e Il Matrimonio Segreto. Como produtora executiva convidada, participou de três edições do Festival Amazonas de Ópera, em Manaus. Dentre outras óperas que produziu estão; A Flauta Mágica, Macbeth, Gianni Schicchi, Otello (Verdi e Rossini), Fosca, Il Guarany, Maria Tudor, O Navio Fantasma, Ça-Ira, Ariadne Auf Naxos, Lady Macbeth do Distrito de Metsenk, As Bodas de Figaro e Madama Butterfly.

 Cantores:

Serpina – a criada   Caroline de Comi

Uberto – o patrão     Marcio Marangon

Vespone – o criado Rodrigo Manzelli

CONTATO:

JuBrum Comunicação Preto no Branco

Assessora – JULIANA BRUM

E-mail – pretonobrancoassessoria@gmail.com

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